<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602</id><updated>2011-11-28T00:39:46.233-08:00</updated><title type='text'>turbante da naire</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>257</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2080514850325515064</id><published>2011-11-01T10:17:00.000-07:00</published><updated>2011-11-01T11:51:42.466-07:00</updated><title type='text'>De luta, sobrevivência e esperança</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7ouI7syFjWw/TrAmIpgBzwI/AAAAAAAABA8/ip12XWEv2Yo/s1600/LULA+BOA+PINTA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="293px" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-7ouI7syFjWw/TrAmIpgBzwI/AAAAAAAABA8/ip12XWEv2Yo/s400/LULA+BOA+PINTA.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Caro Lula, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há exatamente cinco anos soube que estava com câncer. Foi terrível. Não é fácil para ninguém constatar que é finito. É uma lapada sem pena nem dó na bunda limpa, como falava Preta, filha de Xangô, que rezava a mim e a meus irmãos com folha de pião roxo quando a doença encostava. Fazer o caminho do consultório médico até em casa foi o calvário. Nesses cinco anos conviver lado a lado com o medo e não perder a esperança não tem sido fácil. A cicatriz do corpo está à mostra como prova de que sou uma mulher de sorte. Portanto, nada a reclamar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pior momento é o da anunciação, os outros, sem dúvida, são menos assustadores. Se bem que perder a mama e depois o cabelo é pau pra comer sabão e pau pra aprender que sabão não se come. Ser tratada por profissionais competentes, ter uma família que nunca se apiedou de mim e&amp;nbsp;amigos solidários é meio caminho andado nesta luta diária contra&amp;nbsp;este mal. Nenhum demérito em poder pagar para tratar qualquer doença, principalmente quando esta se chama câncer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro que à época uma amiga&amp;nbsp;teve o mesmo diagnóstico. Sabendo que eu já estava numa fase mais adiantada do tratamento me ligou pedindo informações sobre os profissionais com os quais ainda me trato. Passei os telefones, dei todas as referências possíveis, irmanada na mesma luta. O&amp;nbsp;tempo passou e nunca mais a gente se encontrou. Fiquei feliz ao vê-la recuperada em um casual&amp;nbsp;encontro na praia. Evidente que falamos sobre a doença.&amp;nbsp;Surpresa quando me contou que tinha ido fazer o seu tratamento em um hospital público, em São Paulo, onde seu primo é médico e, por ser assim, não gastou nenhum centavo e ainda teve o “privilégio de não entrar na fila”,&amp;nbsp;emudeci. A&amp;nbsp;criatura é bem remunerada profissionalmente e, sem dúvida, deve ter um seguro saúde ou dinheiro suficiente para pagar um tratamento particular, ao invés de ocupar a vaga de quem só conta com a rede pública de saúde. Perplexa,&amp;nbsp;encerrei ali a conversa para ficar&amp;nbsp;com a minha indignação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando soube que&amp;nbsp;você estava com câncer não temi pela sua morte. Conheço cada palmo desse caminho e sei que gente passada na casca e na gorda, nunca joga a toalha. Sei também que já levou muita lapada na bunda limpa e engrossou o couro ao longo da vida, portanto, não vai ser o agouro de dois ou três gatos pingados que irá derrubá-lo dessa vez. De luta, sobrevivência e esperança&amp;nbsp;você entende como poucos. Aliás, é doutor com títulos recebidos em consagradas universidades do mundo para o desgosto e inveja dos mesmos gatos pingados que lhes secam com&amp;nbsp;o olho gordo da inveja, mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde domingo estou vigilante que nem um cão de guarda como sempre estive comigo mesma em semelhante desdita. Como poderia ficar ausente na sua hora de maior precisão? Não seria eu, por certo. Quem me conhece, quem é meu amigo ou até mesmo quem vem de vez quando passear neste Turbante sabe que tenho por você&amp;nbsp;um apreço imenso, que sempre fui uma ardorosa defensora do seu ideário e dos seus bons propósitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem mesmo quando estava sob o impacto de haver extirpado a mama para me livrar do câncer, ainda fazendo os curativos, deixei de participar da sua luta. Era outubro de 2006. Escondida dos meus filhos, que também haviam ido à passeata e ao comício, tomei um táxi para vê-lo e ouvi-lo no Largo do Carmo, em Recife (campanha de 2006 para renovação do&amp;nbsp;mandato de presidente). Para mim, esta foi a primeira das&amp;nbsp;oito quimioterapias que fiz, as quais estavam programadas para começar no mês seguinte. Tanto que quando me perguntam quantas sessões fiz, digo nove. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diversas vezes o vi na TV sob os olhares de admiração de reis, dirigentes&amp;nbsp;e poderosos do mundo inteiro. Sem falar inglês nem francês ou ter anel de doutor, com altivez, provou em todas&amp;nbsp;a que veio. Já o vi também contar muita história de vida simples&amp;nbsp;e chorar de alegria e tristeza. Na certa, domingo não foi diferente. Deve ter puxado do bolso o mesmo lenço de pano branco que abriu ante a emoção de ser presidente de um país onde, até então, a miséria era tão calamitosa quanto o câncer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por certo, com a mesma simplicidade deve ter enxugado os olhos, a cabeça, as orelhas e o nariz encharcados de lágrimas e suor&amp;nbsp;sob o impacto do diagnóstico.&amp;nbsp;Depois, mais uma vez, se esperançou&amp;nbsp;e&amp;nbsp;seguiu em frente. Assim, não vamos perder tempo com&amp;nbsp;discussões rasas sobre se o&amp;nbsp;tratamento vai ser no SUS, no Texas ou em Caetés. Mais uma vez estamos&amp;nbsp;juntos e dessa vez, mais do que nunca,&amp;nbsp;pela mesma causa&amp;nbsp;meu caro Presidente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2080514850325515064?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2080514850325515064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2080514850325515064' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2080514850325515064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2080514850325515064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/11/de-luta-sobrevivencia-e-esperanca.html' title='De luta, sobrevivência e esperança'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7ouI7syFjWw/TrAmIpgBzwI/AAAAAAAABA8/ip12XWEv2Yo/s72-c/LULA+BOA+PINTA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-1738723115262345167</id><published>2011-09-26T05:43:00.000-07:00</published><updated>2011-09-29T11:28:28.023-07:00</updated><title type='text'>Equinócio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nuBEv861rA8/ToByN40so2I/AAAAAAAABAo/NIUMS3C5NLc/s1600/eden.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" kca="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-nuBEv861rA8/ToByN40so2I/AAAAAAAABAo/NIUMS3C5NLc/s400/eden.jpg" width="300px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminho quase três horas por dia nesses quase trinta que aqui estou.&amp;nbsp;Não sou chegada em turistas&amp;nbsp;até&amp;nbsp;porque não sei andar em rebanho e excursão,&amp;nbsp;quase sempre, é roubada. Descobrir cantinhos e costumes&amp;nbsp;interessantes só mesmo a pé. Conheci o Algarve no fim de semana passado. Sinceramente, coisa para inglês ver. Tudo certinho, no lugarzinho, bonitinho e arrumadinho demais para o meu gosto. Mas valeu pela comemoração do aniversário de Tom e Pipa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Novamente fui à Feira da Ladra, em Alfama. O “28” parecia uma lata de sardinhas com&amp;nbsp;os gringos se segurando para não cair nas manobras em cada curva. Os residentes cheios com essa invasão externam sem cerimônia o seu descontentamento em cada parada com a subida de nova leva.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desci pela ladeira da Sé para almoçar na Baixa. O Tejo e o céu se confundem com tanto azul&amp;nbsp;nesse fim de verão. Subi pelo Chiado até encontrar o Bairro Alto. Cheguei com um palmo de língua do lado de fora igual ao pobre do cachorro cujo dono toca sanfona e o faz dançar para angariar algum trocado na Rua Áurea. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O outono já começa dourar as folhas e os parques são oásis para o descanso dos pés e da mente. Sem esperar, tive uma aula sobre as árvores do Jardim do Príncipe Real. O professor engraçadíssimo na sua maneira de apresentar cada espécie, contava a origem dos vegetais sem se preocupar com o nome cientifico narrando fatos interessantes sobre a sua chegada em terras portuguesas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprender botânica sob a copa de árvores num fim de tarde me fez refletir sobre os ciclos da vida e suas transformações. Sentada à mesa do café tal e qual a natureza que&amp;nbsp;se desnuda&amp;nbsp;nesse outono, espero o inverno certa de que&amp;nbsp;sei tecer as cobertas com minha própria lã.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* Éden, por Naire (foto)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-1738723115262345167?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/1738723115262345167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=1738723115262345167' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1738723115262345167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1738723115262345167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/09/equinocio_26.html' title='Equinócio'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-nuBEv861rA8/ToByN40so2I/AAAAAAAABAo/NIUMS3C5NLc/s72-c/eden.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-3394407860224082246</id><published>2011-09-14T16:09:00.000-07:00</published><updated>2011-09-15T07:27:32.768-07:00</updated><title type='text'>Da Guiné à Versailles</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vBnnEIqiUsI/TnExvqZ3xXI/AAAAAAAABAc/gkkW8rEzjo0/s1600/pe.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" rba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-vBnnEIqiUsI/TnExvqZ3xXI/AAAAAAAABAc/gkkW8rEzjo0/s320/pe.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho feito escolhas acertadas nos últimos anos. Vir para Lisboa sem pensar no que vou fazer por aqui&amp;nbsp;é uma delas. Pouca bagagem e muita disposição foi o que trouxe comigo. Andar sem olhar o relógio é o começo do dia. Todo caminho da na venda, como diz o povo da minha terra. Então, pouco importa se vou em frente, á esquerda ou á direita. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto a cidade trabalha desço e subo ladeiras, espio sobrados, deito na relva úmida do parque e tomo café com torradas, ás onze&amp;nbsp;da manhã, no Jardim da Estrela ou no Príncipe Real. &amp;nbsp;No que penso? Em nada. Absolutamente&amp;nbsp;nada. Sigo ao sabor dos ventos tal qual uma Santa Maria, Pinta ou Nina ás avessas. Não procuro novas aventuras, até porque, sobreviver já é uma grande aventura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por falar em rota, sábado passado fiz uma das mais lindas: Lisboa/ Azenhas do Mar, via Sintra. No caminho uma passada em uma jardinaria para comprar flores e ervas. Depois da serra, o rochedo e o mar. No restaurante encravado na pedra além das delícias marinhas o deslumbrante por do sol. Açorda de Gambas e vinho branco quase me deram asas para atravessar o Atlântico e beijar José. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma semana começa e com ela a rotina da casa. Crianças na escola e eu no mundo outra vez. Para fazer de conta que tenho uma ocupação fui à Junta de Freguesia requerer a tal cidadania. Mais burocracia do que no Brasil. As certidões têm prazo de validade e só aceitam os originais. Ainda bem que&amp;nbsp;Manu é perita nesse assunto. Ela toma a frente de tudo enquanto eu fotografo o que vejo de interessante pela janela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje fomos á Imigração. Africanos, Indianos, chineses e brasileiros são maioria. Os negros, sem dúvida, os mais bonitos. Famílias inteiras com seus trajes e dialetos integram a Babel lusitana.&amp;nbsp;Uma menina da Guiné Bissal chamou minha atenção. Pele reluzente de tão preta, cabelos amarrados em tranças, boca imensa, elegância para deixar&amp;nbsp;todas no chinelo, quase me deixou sem fala&amp;nbsp;com tanta beleza. Nessas horas digo pra mim mesma: Deus existe e ele é negro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De lá até a Pastelaria Versailles (a mais tradicional de Lisboa) sob o sol do meio dia foi uma tirada das grandes. Mãos lavadas em uma bica de mármore me fez esquecer o calorão da rua. A saudade dos almoços da casa da minha avó portuguesa&amp;nbsp;trouxe indecisão ante&amp;nbsp;sabores afetivos. Omelete de camarão foi o escolhido (adoro omeletes e&amp;nbsp;que se dane o colesterol). Para a sobremesa um Eclair de baunilha. Café, a conta e&amp;nbsp;a rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melhor do que isso só amor de mãe e mais nada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Para Manu,&amp;nbsp;Mana e Joca.&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;*Pé, por Naire (foto)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-3394407860224082246?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/3394407860224082246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=3394407860224082246' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3394407860224082246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3394407860224082246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/09/da-guine-versailles.html' title='Da Guiné à Versailles'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vBnnEIqiUsI/TnExvqZ3xXI/AAAAAAAABAc/gkkW8rEzjo0/s72-c/pe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-5041678060362369694</id><published>2011-09-12T11:22:00.000-07:00</published><updated>2011-09-12T11:28:06.221-07:00</updated><title type='text'>Entra em beco sai em beco</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-KZh1mHVy8Tw/Tm5MWQHQF0I/AAAAAAAABAY/ZAWaGWXAjfw/s1600/beco.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" nba="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-KZh1mHVy8Tw/Tm5MWQHQF0I/AAAAAAAABAY/ZAWaGWXAjfw/s400/beco.jpg" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje faz uma semana que cheguei á Lisboa. Dois meses dando conta dos netos, da saúde, do trabalho e dos preparativos para mais uma temporada fora de casa não me permitiram arrumar tempo para o querido Turbante. Agora assunto e tempo não me faltarão, podem esperar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viajar com duas crianças pequenas e quatro malas é para quem não bate bem da bola como eu. Algumas pessoas no avião comentaram sobre a coragem de vir só com eles. Difícil é fazer mel de abelha, só a própria é quem faz.&amp;nbsp;O resto a gente de um jeito ou de outro tenta ou inventa, pois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de não ter pregado olhos por estar vigilante ao sono de Tom e Pipa, a viagem foi tranquila. Desembarcar com passaporte europeu é metade do caminho andado. Zero fila e atenção total em terra firme. No caso como acompanhante de pequenos cidadãos portugueses, claro. Na próxima já estarei com o meu vermelhinho em mãos, isso se não houver esquecido algum documento como das vezes anteriores (detesto papéis, certidões e burocracia).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegamos sábado de manhãzinha e ao fim da tarde fui tomar um vinho à beira do Tejo. Ainda com os ponteiros destrambellhados, acordei cedinho no domingo. Desci e fiz o reconhecimento do entorno com a cantoria dos pássaros e a alegria dos que ainda finalizavam a noite nos bares do Bairro Ato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para matar a saudade das crianças o programa dominical foi infantil. Almoçamos numa marina à beira mar onde além dos barcos, há uma pista de kart para a distração da meninada. O caminho segue o Tejo até onde ele encontra o Atlântico (o grande oceano formado pela união do Capibaribe ao Beberibe, como contam os geógrafos de Recife) tão azul quanto o céu de Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de acertado os ponteiros pós- fuso a vida voltou ao normal. Só tenho andado a pé para o bem da saúde e dos cinco sentidos. Lisboa ensolarada é um encanto para quem vive nos trópicos e detesta frio como eu. Descer a Rua da Rosa e encontrar o Miradouro de São Pedro banhado pelo sol é uma festa todos os dias para mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amanhã começo a lacuxia dos papéis para a finalização da cidadania portuguesa, segundo Manu, o trabalho maior já foi. Enquanto isso, revejo Lisboa devagar. Chegou o tempo da colheita, por isso, aproveito todos os frutos andando mais do que a má notícia nessa trilha Madalena (entra em beco sai em beco).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Multiplico os dias na certeza de que “tudo vale á pena quando a alma não é pequena”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;Obrigada mais uma vez, Isabel e Roberta, doutoras do meu coração.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;*&amp;nbsp;Lisboa, por Naire (foto)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-5041678060362369694?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/5041678060362369694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=5041678060362369694' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5041678060362369694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5041678060362369694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/09/entra-em-beco-sai-em-beco.html' title='Entra em beco sai em beco'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KZh1mHVy8Tw/Tm5MWQHQF0I/AAAAAAAABAY/ZAWaGWXAjfw/s72-c/beco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-276157973821224660</id><published>2011-06-19T17:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T15:11:13.197-07:00</updated><title type='text'>O rapaz do lado.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-fthPB1RcYVI/Tf59Ebt12EI/AAAAAAAABAQ/mxmBFOjmvnE/s1600/wood.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" i$="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-fthPB1RcYVI/Tf59Ebt12EI/AAAAAAAABAQ/mxmBFOjmvnE/s400/wood.jpg" width="337px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca mais irei ao cinema sábado à noite, juro. Ontem foi a agonia de sempre,&amp;nbsp;da compra do ingresso à saída da sala de projeção.&amp;nbsp;A vendedora, coitada,&amp;nbsp;despreparada para função, fazia a sobrancelha enquanto mostrava na tela do computador os lugares disponíveis e,&amp;nbsp;por incrível que pareça, isso não&amp;nbsp;era ficção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomar um café enquanto&amp;nbsp;aguardava a abertura da sala,&amp;nbsp;foi&amp;nbsp;um parto. Filas quilométricas,&amp;nbsp;crianças exaustas chorando pelos corredores, pais impacientes e&amp;nbsp;adolecentes descontrolados não deixavam dúvida de&amp;nbsp;que ali era a filial do inferno.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Antes que a&amp;nbsp;paciência fugisse&amp;nbsp;escada rolante abaixo,&amp;nbsp;tomei o bendito café e&amp;nbsp;me dirigi ao cinema.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, abre-se a sala. Apesar dos lugares previamente marcados&amp;nbsp;os expectadores, todas as vezes,&amp;nbsp;ficam desnorteados tal e qual um cachorro caído da mudança. Olham para o bilhete, procuram a indicação da fila e, sem&amp;nbsp;a menor cerimônia, atropelam&amp;nbsp;as outras pessoas até encontrarem o assento e sossegar o facho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sacolas de comida e copos de refrigerante, por milagre, não são despejados sobre quem já encontrou o seu lugar. Celulares acesos substituem os&amp;nbsp;charmosos vagalumes (esse era o carinhoso apelido que se dava aos funcionários que guiavam o espectador até a sua cadeira em salas de cinema como&amp;nbsp;hoje só&amp;nbsp;acontece nos teatros). Até começar a sessão foi esse o cenário. Mas o pior&amp;nbsp; ainda estava por vir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que a maioria foi ao cinema apenas para ver ou rever Paris, tamanha a euforia.&amp;nbsp;Essas criaturas jamais deveriam ter&amp;nbsp;deixado o seu sofá, a parafernália dos seus home theatre e&amp;nbsp;os baldes de pipoca caseira, para compartilhar com a minoria silente a magia da sala de cinema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tive a má sorte de sentar justo ao lado de um&amp;nbsp;rapaz tão falante quanto um dos personagens da fita. Durante o deslumbrante passeio de Allen pelas principais ruas e edificações da cidade francesa, o cidadão coladinho a mim&amp;nbsp;resolveu&amp;nbsp;descrever para&amp;nbsp;sua acompanhante a “Champes” Elisée do Arco do Triunfo à Praça da Concórdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre uma descrição e outra&amp;nbsp;comentava sobre milhas,&amp;nbsp;euro,&amp;nbsp;vinho e&amp;nbsp;restaurantes,&amp;nbsp;em bom turistês&amp;nbsp;ante a pretensiosa&amp;nbsp;pronúncia das palavras francesas. Daí para frente, tome aula de história da arte intercalada por breves assovios da La Vie em Rose. Enfim, um tormento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como desejei nessa hora a sessão da segunda- feira, às duas da tarde, onde quatro ou cinco criaturas dividem comigo o silêncio e o prazer de ir ao cinema! Ao me certificar de que se tratava de um caso perdido e que só me restavam duas alternativas, sair ou ficar,&amp;nbsp;sem&amp;nbsp;sequer dar tempo para pensar,&amp;nbsp;escolhi a última.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na mesma hora pus em prática o que aprendi com a minha sábia mãe: palavras loucas, ouvidos moucos. Relaxei e me deliciei com&amp;nbsp;a genialidade do&amp;nbsp;mestre do cinema americano, outra vez.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com exceção de Manhattan, nenhuma outra cidade&amp;nbsp;no mundo é tão familiar ao universo de Woody Allen&amp;nbsp;quanto a capital francesa. Em Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris, 2011)&amp;nbsp;a&amp;nbsp;intimidade e a relação intensa do diretor com a cidade e sua mítica são tão orgânicas que a pergunta a ser feita é por que motivo ele não&amp;nbsp;filmou em Paris antes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Paris parecia estar pronta para receber o que ele tinha para contar, e toda essa loucura temporal não poderia ser possível em nenhuma outra cidade, tanto do ponto de vista técnico quanto narrativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E não há melhor escolha do que ficar na Paris exibida por ele, especial em cada esquina. Um local de inspiração para quem é artista,&amp;nbsp;sobretudo se ele tiver&amp;nbsp;o olho e a alma desse sagitariano (1º de dezembro de 1935) que escreve e&amp;nbsp;dirige&amp;nbsp;esse adorável filme. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Valorizando o&amp;nbsp;passado o roteiro reflete também sobre a atualidade e a mania que temos de desqualificar o presente. Nessa perspectiva os planos iniciais do filme ganham enorme força.&amp;nbsp;Allen filma Paris com incrível paixão, sem qualquer medo do clichê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os símbolos&amp;nbsp;lá estão, da Torre Eiffel ao Museu do Louvre, lindamente enquadrados e fotografados. Ainda que percorra as questões existenciais de sempre, o que&amp;nbsp;vi foi&amp;nbsp;um filme em homenagem&amp;nbsp;à majestosa&amp;nbsp;cidade&amp;nbsp;francesa, para mim, a capital do mundo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Meia-Noite em Paris,&amp;nbsp;Wood Allen&amp;nbsp;volta ao realismo fantástico para de novo, defender com humor e amorosidade que não se deve abdicar da vida em nome da arte,&amp;nbsp;o que&amp;nbsp;ele&amp;nbsp;faz&amp;nbsp;com maestria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encantada com a Paris do cinema voltei para casa cantarolando La Vie en Rose achando ingênuo e até engraçado os comentários do rapaz que sentou ao meu lado. Afinal, a arte mais elevada é aquela que nos ajuda a entender a vida, não é Monsieur Allen?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-276157973821224660?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/276157973821224660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=276157973821224660' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/276157973821224660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/276157973821224660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/06/o-rapaz-do-lado.html' title='O rapaz do lado.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fthPB1RcYVI/Tf59Ebt12EI/AAAAAAAABAQ/mxmBFOjmvnE/s72-c/wood.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-3304337679986843470</id><published>2011-05-30T16:56:00.000-07:00</published><updated>2011-06-02T15:08:28.945-07:00</updated><title type='text'>Caps Lock</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1GMU67VXRrw/TeQmAZgBdaI/AAAAAAAAA_U/zoVqXXoUr4M/s1600/arrogancia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" src="http://3.bp.blogspot.com/-1GMU67VXRrw/TeQmAZgBdaI/AAAAAAAAA_U/zoVqXXoUr4M/s400/arrogancia.jpg" t8="true" width="337px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Sei que não sou um primor de pessoa. Não levo desaforo para casa, registro tudo o que me desagrada e, confesso, adoro tirar uma onda. Contudo, isso não quer dizer que não presto atenção em gente&amp;nbsp;educada.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Boa educação é fundamental. Passo mal com quem não tem estilo. Falar alto, gritar a todos pulmões para chamar alguém ou&amp;nbsp;ao celular,&amp;nbsp;hoje é tão comum quanto não cumprimentar as pessoas, agradecer uma gentileza ou&amp;nbsp;telefonar antes das oito da manhã sem ser&amp;nbsp;uma emergência.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;À mesa então... essas criaturas são umas tragédias. Cortam tanto a&amp;nbsp;salada&amp;nbsp;quanto a massa; usam a faca para juntar a comida ao garfo; fazem do roast beef um strogonof; do queijo um picadinho, comem apressadamente e, quase sempre, falam de boca cheia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afora as que furam fila, tem&amp;nbsp;as&amp;nbsp;que jogam papel na rua e as&amp;nbsp;que levam para casa&amp;nbsp;bolo e&amp;nbsp; decoração&amp;nbsp;das festas. As que especulam a vida alheia e&amp;nbsp;as que vão aos lugares na cara de pau, pois convite que é bom passou a meio mundo de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as que fumam sem sequer perguntar ao vizinho se a fumaça o incomoda? E as que pedem objeto emprestado e não&amp;nbsp;devolve e, quando lembra de faze-lo, não&amp;nbsp;tem o cuidado de enviar um mimo em agradecimento pelo empréstimo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, faça-me o favor! Sinceramente, quem danado quer conviver com essa gente, só se for por penitência. Caso contrário, só mesmo seus&amp;nbsp;pares, ou melhor,&amp;nbsp;quem reza na mesma cartilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reconheço a minha intolerância no quesito gentileza. Sou inflexível e não é porque estou na categoria idosa não, sempre fui assim sem tirar nem por. Gente mal educada comigo não tem vez, posso até segurar a impaciência para não passar recibo de mal educada também, mas aposto um curso de etiqueta (ainda existe essa cafonice?)&amp;nbsp;como não consigo ficar quieta por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro de quem é estúpido ou grosseiro, principalmente, se a grosseria é dirigida a terceiros. Marido ou&amp;nbsp;mulher que trata&amp;nbsp;&amp;nbsp;mal o companheiro, chefe que humilha subordinado, cliente que não agradece o serviço prestado, para mim é gente de quinta categoria, pouco importa&amp;nbsp;o nome&amp;nbsp;ou sobrenome.&amp;nbsp;Se for comigo, sei direitinho como me defender sem ter que pagar na mesma moeda, claro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem tem estilo dispensa apresentação. O olhar e&amp;nbsp;a&amp;nbsp;postura são suficientes para identificá-lo. Até porque, são naturalmente silenciosos, discretos e gentis. Na verdade, pode-se até aprender ser educado, mas, se esse atributo não vier no seu código genético, aqui ou acolá uma escorregada é previsível e quase inevitável.&amp;nbsp;Nessa hora para voltar às origens é como vai ali e já volta. Quanto mais salamaleque para aparentar que é fino e bem educado maior é o risco&amp;nbsp;que o&amp;nbsp;sujeito&amp;nbsp;corre&amp;nbsp;de deixar ver o quanto tudo&amp;nbsp;isso é falso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gente educada não se enfeita, não come e não bebe além do necessário. Não ostenta, não conta vantagem e não bota o curriculo na mesa. Gente educada não pergunta seu peso, quanto você ganha, nem sobre a sua sexualidade ou estado civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente educada não lhe olha de cima abaixo. Não repara na sua roupa e muito menos se o seu cartão de crédito é ouro, prata ou latão. Não privilegia ninguém por ser abastado ou poderoso. Gente educada não chega atrasada nem é a última a deixar a sua casa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando é convidada para um jantar não se admira com a sua louça, seu tapete ou&amp;nbsp;pergunta se&amp;nbsp;seu Samico é&amp;nbsp;original. Gente educada agradece, elogia e retribui convites. Só dá sapato e roupa a filho. Perfume a quem não tem intimidade, nem pensar. Gente educada não abre um vinho só para ficar falando sobre o bouquet, safra ou procedência. Degusta e compartilha, simplesmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ando reclusa nos últimos tempos por opção. Evito grandes comemorações, não quero ser mais uma figurante&amp;nbsp;nessa Broadway Tupiniquim. Ainda bem que esse tipo de convite não chega mais a minha porta. Festa grande para mim só as populares e... olhe lá. Nessa altura da vida só quero mesmo ver a banda passar, dar boas risadas e jogar conversa fora com quem fala a minha língua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Se eu for contar os absurdos que já vi em casamentos espetaculosos, em jantares amostrados e aniversários mal assombrados,&amp;nbsp;vixe maria!!! Isso só conto para os íntimos, com todo o veneno que me é peculiar. Nessas horas não deixo barato. Quem conhece o meu espírito zombeteiro&amp;nbsp;sabe que não vai&amp;nbsp;restar pedra sobre pedra&amp;nbsp;após o meu relato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, manda&amp;nbsp;a boa&amp;nbsp;educação mudar o rumo da prosa ou ficar por aqui mesmo.&amp;nbsp;Que me perdoe os mal educados de todos os gêneros, mas classe e distinção é fundamental,&amp;nbsp;caros amigos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-3304337679986843470?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/3304337679986843470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=3304337679986843470' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3304337679986843470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3304337679986843470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/05/caps-lock.html' title='Caps Lock'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1GMU67VXRrw/TeQmAZgBdaI/AAAAAAAAA_U/zoVqXXoUr4M/s72-c/arrogancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-5468497912209474161</id><published>2011-05-07T19:43:00.000-07:00</published><updated>2011-05-09T04:54:00.464-07:00</updated><title type='text'>Vou te contar.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hSBo__9G5xo/TcYA6vSc4iI/AAAAAAAAA_Q/fSP9dtK2VDE/s1600/boato.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-hSBo__9G5xo/TcYA6vSc4iI/AAAAAAAAA_Q/fSP9dtK2VDE/s400/boato.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem ter&amp;nbsp;o que dizer nesses tempos onde o casamento de príncipes e a boataria sórdida&amp;nbsp;são notícias de primeira página, apenas constato a triste mediocridade da nossa gente. No meio da confusão das chuvas, do disse me disse de quem quer sempre tirar proveito da desgraça do povo, pensei no Japão. Tragédia&amp;nbsp;igual àquela&amp;nbsp;se fosse aqui, misericórdia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de resgatar qualquer pessoa, que por ventura escapasse da fúria das águas, os boateiros de plantão passariam mensagens para o Sertão avisando que a profecia se realizaria e,&amp;nbsp;em poucos segundos,&amp;nbsp;tudo seria inundado pelo Atlântico por ordem celestial. Ao invés de procurar a saída para&amp;nbsp; minimizar os estragos da catástrofe iriam disseminar o pânico num movimento inverso ao&amp;nbsp;dos povos civilizados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afora esses boatos de enchentes e&amp;nbsp;barragens estouradas, existiram outros que fizeram história na antiga cidade Maurícia, hoje denominada Recife. O primeiro foi o do Boi Voador, encomendado pelo príncipe holandês com o intuito de atrair o povo para prestigiar sua obra, uma ponte que leva seu nome e liga o Bairro do Recife ao de Santo Antônio. Há também o da Emparedada da Rua Nova,&amp;nbsp;que muitos juram de pés juntos que realmente aconteceu.&amp;nbsp;E&amp;nbsp;o mais famoso de todos, o do rompimento da&amp;nbsp;Barragem de Tapacurá, em 1975.&amp;nbsp;Talvez, venha daí essa inclinação&amp;nbsp;para&amp;nbsp;o boato na nossa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Recife é mestra em criar versões para as desditas alheias. Quem nesta cidade não tem uma história dessas pra contar? Eu mesma já fui personagem de algumas, uma delas narrada com convicção, por incrível que pareça, na minha presença, por quem eu jamais havia visto antes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a minha casa pegou fogo por inteiro, surpresa, ouvi duas criaturas contarem a uma terceira, como tudo havia se passado. Sem omitir nomes e detalhes de um fato vivido por quem as mesmas sequer conheciam, desandaram a falar que nem o homem da cobra. Não satisfeitas, lamentavam o fato da dona da casa (no caso eu) ter enlouquecido e, por isso, estava internada em um sanatório em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só vendo para crer o prazer e a vibração que essas criaturas sentiam ao inventariar os meus pertences queimados naquela “noite de terror”, como&amp;nbsp;classificou uma delas. Se eu tivesse a metade dos bens que elas me atribuíram além de&amp;nbsp;louca&amp;nbsp;seria&amp;nbsp;ladra. Nem o Museu do Estado possuía um acervo igual aquele devorado pelas chamas, segundo as maledicentes narradoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei a conversa ir longe. Contudo, fiz algumas indagações para não dar bandeira de que eu era a tal que havia "enlouquecido". Também, tomei o cuidado de piscar o olho para a dona da loja, de quem&amp;nbsp;era cliente assídua, com o fim de não interromper dantesca narrativa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entraram pela minha vida pessoal, declinaram um parentesco com alguém próximo ao meu ex-marido para demonstrar que tudo era a mais pura verdade. Nem sei como segurei a ansiedade tanto tempo. Talvez, a vontade de desmoraliza-las no final tenha silenciado a minha boca. Só pode ter sido isso, pois, como boa sagitariana que sou, trocar a cabeça pelas patas é como vai ali e já volta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cansadas, ensandecidas até, puseram um ponto final na tragédia com todas as lamentações necessárias à desgraça ali freneticamente contada. Respirei fundo, contei até três (nessas horas contar até três é o limite máximo) e fui à desforra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fina como uma british lady soltei o verbo. Deixei-as com a cara do chão pra baixo muito. Desfrutei como nunca cada segundo até o grand finale. A agonia das duas quando eu me apresentei como “A louca da Casa Incendiada”, valeu o sacrifício do silêncio anterior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lívidas, não ousaram abrir a boca. Sem me olhar balançavam a cabeça concordando com tudo que eu lhes dizia. Por fim, apresentaram reles justificativas, pediram desculpas pela história mal contada e seguiram seus destinos. Na certa foram contar em outras plagas a mesma história, porém, acrescentando além do pseudo parentesco o fato de serem amigas de infância da infeliz protagonista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior do que tudo isso foram os boatos espalhados aos quatro cantos desta cidade, no começo dos anos setenta. Lembro o do casal que ficou “engatado” após uma transa sexual. Teve gente que até contou que viu quando eles chegaram em uma Kombi, cobertos por um lençol, no&amp;nbsp;antigo&amp;nbsp;Pronto Socorro da Praça Oswaldo Cruz, para o “desengate”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mesma época é o do flagra que a mulher de um conhecido empresário lhe deu ao abrir a porta da casa do seu amante. Ao encontrá-lo de baby-doll dublando Glória Gaynor em I Will Survive, não resistiu.&amp;nbsp;Caíu durinha pra trás vitimada por um enfarte fulminante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante&amp;nbsp;décadas essas histórias foram reproduzidas prejudicando a imagem das pessoas maldosamente envolvidas, causando-lhes transtornos e situações embaraçosas na família, no trabalho e no grupo de amigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que ainda moramos na cidade Maurícia. Somos tão provincianos quanto aqueles que levados por um boato&amp;nbsp;correram à beira do&amp;nbsp;Capibaribe na ilusão de ver um boi voar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para Vera Portela pelo doce "avia-te", no&amp;nbsp;post anterior.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-5468497912209474161?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/5468497912209474161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=5468497912209474161' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5468497912209474161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5468497912209474161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/05/vou-te-contar.html' title='Vou te contar.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hSBo__9G5xo/TcYA6vSc4iI/AAAAAAAAA_Q/fSP9dtK2VDE/s72-c/boato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-416313755501326380</id><published>2011-03-23T05:27:00.000-07:00</published><updated>2011-03-25T08:17:22.856-07:00</updated><title type='text'>Igual a você</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-4kZ3_6XGTJg/TYlDbgFa22I/AAAAAAAAA_M/386kjThrmuU/s1600/Pavel+Eg%25C3%25BCez+-+O+Grito+dos+Exclu%25C3%25ADdos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" r6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-4kZ3_6XGTJg/TYlDbgFa22I/AAAAAAAAA_M/386kjThrmuU/s320/Pavel+Eg%25C3%25BCez+-+O+Grito+dos+Exclu%25C3%25ADdos.jpg" width="286" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Depois de passear por Olinda no sábado de carnaval dei adeus a folia. O Bolshoi, direto de Moscou, ao vivo no cinema, foi o programa do domingo. Precioso o Dom Quixote, do prólogo ao terceiro ato. Encantada com o que vi segui o destino da praia&amp;nbsp;em busca do descanso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De volta às caminhadas matinais repenso a vida. Daqui a pouco volto a agonia dos exames e a expectativa dos resultados. Confiante nos meus santos de proteção e na competência de quem me assiste aposto que nenhum "achado" irá perturbar meu sono outra vez. A vontade de viver me motiva a continuar esperançada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito não descarrilo o trem. A locomotiva continua azeitada estrada a fora sem temer as curvas do caminho. Nessa altura da vida pouca coisa realmente me perturba. Se assim não fosse, já teria perdido o prumo ante a corajosa trajetória do meu filho.O orgulho que tenho pelo seu&amp;nbsp;trabalho&amp;nbsp;é bem maior do que o medo do mal que porventura lhe façam.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O correr da vida é assim, aperta e afrouxa, e o que ela quer da gente é amor e coragem. E essas são as suas ferramentas. Amor e coragem, nada mais. Criei meu filho obedecendo a consciência e o coração. Resgatar a dignidade da pessoa atento a sua dor, dando-lhe vez e voz, é o que João tem feito com seu sentimento escrito todo dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ficar acuado na expectativa de que no exercício do seu trabalho, a liberdade de ir e vir, a manifestação livre do seu pensamento, não tem amparo e não é respeitada, definitivamente, não combina com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escancarar, sem sensacionalismo, as atrocidades cometidas por quem, de fato e de direito, deveria proteger ao invés de agredir e ultrajar, lhe dá credibilidade. Portanto, exercer sua função social com ética e responsabilidade é natural. Se ao invés de&amp;nbsp;jornalista fosse médico, pedreiro, músico ou policial, sem dúvida, o comportamento seria o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;coragem e a amorosidade são armas poderosas e necessárias para a construção de um mundo&amp;nbsp;onde a desigualdade social não prevaleça; onde todos tenham o mesmo direito à&amp;nbsp;saúde, segurança e educação; onde todos gozem de liberdade da palavra, de crença; onde ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobrar responsabilidades, apontar incoerências, fazer um jornalismo de aproximação, de envolvimento, a que pouca gente estava acostumada, é o que ele tem feito.&amp;nbsp;E tem dado&amp;nbsp;bons resultados.&amp;nbsp;Essa é a&amp;nbsp;parte que lhe cabe&amp;nbsp;na construção de um&amp;nbsp;mundo melhor&amp;nbsp;onde as relações de exploração do homem&amp;nbsp;pelo homem serão apenas amargas lembranças. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*&amp;nbsp;&lt;em&gt;O Grito dos Excluidos-Pavel Eguez (foto)&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-416313755501326380?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/416313755501326380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=416313755501326380' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/416313755501326380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/416313755501326380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/03/igual-voce.html' title='Igual a você'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-4kZ3_6XGTJg/TYlDbgFa22I/AAAAAAAAA_M/386kjThrmuU/s72-c/Pavel+Eg%25C3%25BCez+-+O+Grito+dos+Exclu%25C3%25ADdos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-3344962646062809316</id><published>2011-02-22T03:04:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T03:45:08.548-08:00</updated><title type='text'>Madeira que Piripiri não rói</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vN4QsnQKNfU/TWOXDLRsYGI/AAAAAAAAA_A/PViOl-Y32Ks/s1600/armorial.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-vN4QsnQKNfU/TWOXDLRsYGI/AAAAAAAAA_A/PViOl-Y32Ks/s400/armorial.jpg" width="268" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me anima arrastar pés em blocos carnavalescos que insistem em ressuscitar figuras de saudosa memória. Muito menos sair de casa e ser mais uma com flor na cabeça em busca da primavera perdida. Certa de que já integro a lírica Velha Guarda me comporto como tal. Tempo de plantar, tempo de colher. Infelizmente, não dá para inverter a ordem natural da vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respeito quem canta e dança nos acertos de blocos carnavalescos como se estivesse numa matinée às avessas. Contudo, concorrer a medalha de ouro na categoria originalidade nessa altura do baile não me agrada. Prefiro o luxo da prata do meu tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sinto saudade da alegria ou da “ofegante epidemia que se chamava carnaval”. Entre as estripulias que pintei na vida boa parte foi nessa festa. Por muitos e muitos anos atravessei madrugadas carnavalescas cantando e sambando sem pensar no amanhã. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a orquestra e o coro invocam Felinto, Pedro Salgado, Guilherme e Fenelon para procurar Mário Melo na eternidade; quando as damas levantam os dedinhos indicadores ou batem palmas para o frevo e para o passo, recolho o estandarte antes que ele me sirva de ridícula mortalha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por não guardar semelhança com a rainha Dora não sou chegada em frevos e maracatus. Se fosse um samba de repique, caixa, surdo e frigideira a conversa seria outra. Sem dúvida, rodaria a baiana até o coração não aguentar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por falar em “originalidade” não dá para passar em branco a transformação para pior da&amp;nbsp;melhor festa desta cidade (para os ufanistas o maior carnaval do mundo). Do Vatel da Várzea ao Axé da Sangalo o mau gosto impera. Na festa dos chefs só faltou a balança para ser o self- service da fina flor pernambucana, vestida&amp;nbsp;a rigor, de prato na mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Paris do Benfica não foi diferente. Novamente o brega-luxo foi o dono da noite. E haja Napoleões, Cisnes Negros e afins balançando a pança e a poupança ao som do frenético baticum baiano. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A patética coroação do Rei Armorial e da Rainha Conga la Conga, literalmente, corou a equivocada homenagem. Vergonha alheia. Não há outra definição para o sentimento que a gente sente nessas ocasiões vexatórias. Vamos esperar a apoteose do mau gosto no Baile Municipal quando o Evoé vai virar Axé de uma só vez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daqui até a manhã do sábado de Zé Pereira muita Dalila ainda vai dançar na boquinha da garrafa nos camarotes dos desavisados. Coitado do descaracterizado Galo da Madrugada, orgulho desta cidade e razão de viver do saudoso Enéas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda bem que tenho um bom par de óculos e espelho de cristal em casa para me proteger dos excessos nessas horas. Batom e unhas vermelhas uso o ano inteiro. Como ponto de luz em camisas brancas um broche verde e rosa ilumina o figurino. Durante o dia o surrado Panamá me protege do sol. Desse jeito vou da Aurora à Moeda, ao Cais da Alfândega e&amp;nbsp;ao Pátio de São Pedro ver o carnaval passar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já se foi o tempo de subir e descer ladeira desvairada e de amanhecer na rua. Melhor do que qualquer frevo ou samba é o canto dos pássaros anunciando todas as manhãs que eu ganhei mais um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para Brek, com carinho. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Em tempo: não fui a nenhuma das festas acima citadas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-3344962646062809316?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/3344962646062809316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=3344962646062809316' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3344962646062809316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3344962646062809316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/02/madeira-que-piripiri-nao-roi.html' title='Madeira que Piripiri não rói'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vN4QsnQKNfU/TWOXDLRsYGI/AAAAAAAAA_A/PViOl-Y32Ks/s72-c/armorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-6612208160561345301</id><published>2011-01-19T16:54:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T19:32:03.930-08:00</updated><title type='text'>La leche buena toda en mi garganta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TTd_Hrpy5QI/AAAAAAAAA9w/Ho9WqbXV3Dc/s1600/catal%25C3%25B1a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TTd_Hrpy5QI/AAAAAAAAA9w/Ho9WqbXV3Dc/s400/catal%25C3%25B1a.jpg" width="288" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não sei guardar dinheiro, detesto fazer planos. Sou impulsiva e isso não me incomoda. Nasci cigarra neste mundo. Nenhuma vocação para especular, contar e muito menos amealhar. Pouco importa se o amanhã será de chuva se hoje despertei com o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil criar filho desse jeito, pois. Lembro que muitas vezes colori a vitamina para anima-los a tomá-la sem fazer careta. Do mesmo jeito lhes mostrei o mundo. Por certo não os fiz inertes e muito menos alienados. Estão aí lépidos e fagueiros dando conta dos seus recados&amp;nbsp;certos de que tudo é por um triz, por isso, não se deve esperar o amanhã para fazer o que se gosta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperar bom tempo para aproveitar a vida não é comigo. Já zanzei meio mundo sem sequer olhar o mapa. Sigo ao sabor dos ventos. Se no meio do caminho vier a tempestade procuro um abrigo e espero ela passar. Se for daquelas de carregar tudo vou junto também. Até porquê quando chega a hora não tem prevenção que dê jeito. Adeus poupança, aplicações e outros ganhos, pois caixão não tem gaveta e mortalha não tem bolso. Assim, antes que algum aventureiro lance mão do meu tesouro eu mesma dou cabo dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes tinha apenas o dinheiro da passagem de volta da escola quando surgia o cara do picolé sob o sol do meio dia. Sem pestanejar comprava um de morango e seguia a pé contando postes até chegar em casa. Louca de calor e de cansaço começava tirar a roupa desde a porta de entrada. Corria para o chuveiro frio e num instante aquela agonia passava. Mas o gosto do picolé continua até agora na boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que estou vendo a cena, as meninas esperando a condução sem entender o porquê da minha escolha. Coitadas não sabem o que perderam. Aprendi desde pequena que não se deixa para amanhã o que se quer fazer hoje (claro que adaptei o dito popular a minha vontade).&amp;nbsp;Não guardo nada além de afeto e boas lembranças. Portanto, quem quiser um conselho sobre o que fazer com dinheiro não me procure. Num instante arranjo um jeito de gastá-lo prazeirosamente, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa imprevisibilidade tenho sido presenteada com agradáveis momentos. Certa vez estavamos no sul da França quando resolvi conhecer Barcelona. Alugamos um carro em Paris para fazer o percurso até a Provence. Na programação duas semanas naquela região e o vôo para Londres, cidade obrigatória&amp;nbsp;para matar a saudade da nossa filha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engendrei um papo convincente e na manhã seguinte seguimos a Route Deux Mers, à beira do Mediterrâneo, com destino à Catalunha.&lt;br /&gt;-E&amp;nbsp;o endereço do hotel?&lt;br /&gt;-Fica nas Ramblas.&lt;br /&gt;-Sim, mas o nome, o endereço, qual é?&lt;br /&gt;-Siga até as Ramblas, vá por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura precavido e organizado como sempre foi o danado começou a dar sinais de nervosismo. De repente, vi um bar com algumas pessoas na calçada. E a luz se fez! Sem dúvida alguma aquelas criaturas saberiam indicar um hotel nas Ramblas onde eu queria ficar. Não deu outra. Pedi para ele estacionar e sem muita explicação desci. Conversei com as figuras e voltei com o endereço escrito num papel com mapa e tudo. &lt;strong&gt;Cataluña Plaza Hotel, Plaza Catalunya 7, Barcelona&lt;/strong&gt;. Bingo! O hotel ficava na esquina da Plaza Catalunya em plena Ramblas, do jeitinho que imaginei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do descanso pós estresse estávamos prontos para descobrir a terra de Gaudi. Nessa altura a pergunta que não&amp;nbsp;queria calar:&lt;br /&gt;-E aí vamos começar por onde?&lt;br /&gt;-Pelas Ramblas, lógico.&lt;br /&gt;-Você tem alguma indicação sobre Barcelona?&lt;br /&gt;-Muitas e maravilhosas.&lt;br /&gt;-Quem te deu?&lt;br /&gt;-Caetano.&lt;br /&gt;-Quem?&lt;br /&gt;-Caetano Veloso.&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;-Vaca Profana, de Caetano, melhor não há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adiamos a viagem&amp;nbsp;a Londres para passar uma semana&amp;nbsp;zanzando naquela cidade certos de que quando a gente quer metade está pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Respeito muito minhas lágrimas mas ainda mais minha risada."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* (Caetano Veloso/Vaca Profana)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-6612208160561345301?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/6612208160561345301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=6612208160561345301' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6612208160561345301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6612208160561345301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/01/la-leche-buena-toda-en-mi-garganta.html' title='La leche buena toda en mi garganta'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TTd_Hrpy5QI/AAAAAAAAA9w/Ho9WqbXV3Dc/s72-c/catal%25C3%25B1a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-1734852640695579775</id><published>2011-01-10T06:23:00.000-08:00</published><updated>2011-01-12T13:02:19.458-08:00</updated><title type='text'>Tudo pode ser contado de outra maneira</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TSsWOD3jbJI/AAAAAAAAA9s/hUooWB3eIbs/s1600/fteixeira_josepilar_03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TSsWOD3jbJI/AAAAAAAAA9s/hUooWB3eIbs/s400/fteixeira_josepilar_03.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De volta à Beira&amp;nbsp;Rio confirmo o quanto&amp;nbsp;a vida tem me presenteado. Restaurar as plantas, desfazer a mala e refazer as contas para o novo ano não me traz mais aflição. Voltar para o ninho é sempre muito bom quando a gente&amp;nbsp;voa com as nossas próprias asas. Sou livre,&amp;nbsp;dona da minha vontade plenamente. Essa é a constatação quando abro a porta de casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal e qual&amp;nbsp; ao sentimento que vi impresso&amp;nbsp;na Aurora, a revista (“Gosto de casa como gosto de gente", disse a entrevistada, se não me falha a memória, a professora Luzilá Gonçalves), trato a minha casa. Com&amp;nbsp;o mesmo&amp;nbsp;esmero e&amp;nbsp;carinho como se ela fosse uma pessoa. Aliás, isso é um traço forte em toda família,&amp;nbsp;vide a "casite" que nos assola.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos poucos volto à rotina onde se inclui, necessariamente, as idas ao cinema. Atarefada com a arrumação da casinha da praia perdi a estréia de José e Pilar. Minha filha já o havia recomendado depois de tê-lo visto em Lisboa, onde mora. Fui sábado assisti-lo e, desde então,&amp;nbsp;ele não sai da&amp;nbsp;cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o filme, a vida pulsante, cheia de vontade,&amp;nbsp;"de ganas" como disse Pilar,&amp;nbsp;&amp;nbsp;anda de mãos dadas com uma certa nostalgia com a idéia da morte. Não só porque Saramago é constantemente interpelado à conta das suas perspectivas filosóficas acerca da religião, espiritualidade e morte, mas porque a sua idade avançada e a doença que o assolou trazem ao espectador, e ao próprio Saramago, a idéia da falta de tempo, a idéia de que a morte não tarda a chegar,&amp;nbsp;a idéia de&amp;nbsp;que "a porta da saída está bem perto",&amp;nbsp;&amp;nbsp;e há ainda tanto para fazer.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José e Pilar é uma história de vida. Não uma história de amor, romanceado, como poderia fazer crer o título. Pilar é uma constante, “aquela que ainda não tinha nascido, e que tanto tardou em chegar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma cena em que um repórter pergunta a Saramago o que lhe falta, já que ele é um escritor consagrado; o único autor de língua portuguesa premiado com o Nobel; que vive com a mulher que ama, enfim, uma série de afirmativas positivas sobre sua vida para provocar as costumeiras respostas inteligentes e, quase sempre irônicas, do entrevistado. E não foi diferente dessa vez.&amp;nbsp;De pronto, Saramago responde: "Falta-me&amp;nbsp;tempo. Tempo e vida". Nessa hora entendi, talvez mais do que o repórter, o sentido das suas palavras. Porque sei exatamente o que isso significa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confrontar-se com a morte, com o que ele chama de falta de tempo, e ainda assim continuar, cheio de vida e vontade de viver é um dos legados humanistas de Saramago. É ao mesmo tempo uma crítica severa a este tempo&amp;nbsp;onde o egoísmo nos fecha aos outros, onde se sobrevive sem se perceber o privilégio que é o acordar de cada dia. É a história de Salomão, o elefante que empreende uma viagem singular e no final vê as suas patas que percorreram milhares de quilômetros serem transformadas em receptáculos de bengalas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um filme obrigatório. Mostra um Saramago que muitos desconhecem, e que outros tantos teimam, por ignorância, colar à imagem de comunista inacessível e arrogante. É um instantâneo da vida de um homem que diz que “a língua Portuguesa é a mais bonita do mundo” e que o título que gostava de ter escrito seria “O Livro do Desassossego”, pois gostaria que todos os seus livros fossem considerados livros de desassossego.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desassosseguemo-nos pois com Saramago, já que&amp;nbsp;segundo a própria Pilar, a sociedade atual ainda não se apercebeu que foi contemporânea de um gênio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Tempo. Tempo e vida.&lt;br /&gt;É&amp;nbsp;o que&amp;nbsp;também&amp;nbsp;me falta,&amp;nbsp;meu caro senhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-1734852640695579775?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/1734852640695579775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=1734852640695579775' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1734852640695579775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1734852640695579775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2011/01/tudo-pode-ser-contado-de-outra-maneira.html' title='Tudo pode ser contado de outra maneira'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TSsWOD3jbJI/AAAAAAAAA9s/hUooWB3eIbs/s72-c/fteixeira_josepilar_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2508965594127067014</id><published>2010-12-06T13:18:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T06:45:22.638-08:00</updated><title type='text'>Contemporânea</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TP1KA68oCLI/AAAAAAAAA9g/e-3GhuSHAAI/s1600/naire+face.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TP1KA68oCLI/AAAAAAAAA9g/e-3GhuSHAAI/s320/naire+face.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Novamente Dezembro. Fiz sessenta e um anos de pura teimosia. Alegria e coragem para mamar em onça, também permeiam&amp;nbsp;esse tempo. Viver com gosto dá trabalho. De perdas eu entendo como poucos. E de ganhos mais ainda. De que vale tantos dezembros, janeiros e fevereiros para passar no limbo? De nada. Então, vamos acabar com o fogo para não gastar a lenha.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Comemoro todo dia a ventura ou aventura de viver. É sempre festa quando encho o vaso de flores; quando como uma tapioca quentinha na mesa da cozinha ou olho da janela o rio prateado todas manhãs. Daí não preciso mais&amp;nbsp;fazer festa de aniversário no dia três de Dezembro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de ter gasto toda cota de ilusão, espero tudo de todos.&amp;nbsp;Tudo de bom, tudo &amp;nbsp;de ruim.&amp;nbsp;Foi o jeito que encontrei para não quebrar o coração que inventei pra mim. E confesso, tem sido fácil. Quando ele bate desafinado ligo o apagômetro. É&amp;nbsp;tiro e queda. Passo a borracha na horinha exata.Depois a peregrinação de consultório em consultório para ficar tudo memorável de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que dão a esse esquecer o nome de fuga. Vá lá que seja. Se for para não ferir o meu coração meia boca podem dar a definição que acharem adequada ao fenômeno. Num tô nem aí. Eu só quero é viver. Simples assim, sem explicar&amp;nbsp;mais nada. Já aprendi e ensinei muito&amp;nbsp;nesses anos inteiros. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se for para falar em morte física começo com a da minha mãe. Imbatível, a campeã entre todas. Se for para falar em perdas materiais,&amp;nbsp;uma enchente e um incêndio sem deixar pedra sobre pedra. Que&amp;nbsp;tal?&amp;nbsp;Então não falem de corda em casa de enforcado, como diz meu velho pai. Comigo desmantelo só presta grande. Esse negócio de perder noite de sono porque bateu o carro; a conta bancária está no vermelho; a calça pantalona virou skinny, ou porque não tem namorado, é “perca de tempo” como fala uma doutora que conheço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as notícias ruins não me chegam com cuidado ou preparação. Vem na bucha, nua e crua. Sem direito a dengos, quando muito, uma água com açúcar para acalmar os nervos. É no meio do quengo para&amp;nbsp;aprumar de vez. Assim foi com minha mãe, com Lore, com Fátima e agora Salomão.Todas bruscas e prematuras.&amp;nbsp;Sem falar no câncer que&amp;nbsp;além de&amp;nbsp;arrancar o&amp;nbsp;peito&amp;nbsp;me apresentou o&amp;nbsp;medo.&amp;nbsp;Tudo de supetão. Na dura sorte, de cara lavada mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico zonza, faço que não acredito para dar tempo de processar. Depois, só eu e Deus seguramos as pontas.&amp;nbsp;Mesmo assim, me dou por satisfeita. Estou viva e sem mágoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, se é para falar de coisa boa, vixe Maria! Viro o dia, viro&amp;nbsp;a noite, e não&amp;nbsp;dou conta. Começo pela infância solta numa rua de areia batida onde jogava bola com os meninos e também brincava de boneca arrumando&amp;nbsp;casinha na calçada. Livre que nem um passarinho atravessava o rio de bote só para andar de bicicleta na Jaqueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca foi necessário enganar&amp;nbsp;minha mãe,&amp;nbsp;nem&amp;nbsp;meu pai&amp;nbsp;(aprendi a falar a verdade em casa). Pintei muita miséria nessa época. Ave, como dei&amp;nbsp;trabalho! Naquele tempo diziam que eu era traquina, desesperada. Se fosse hoje, com tantas psi explicações eu seria no mínimo hiperativa, por certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com dez anos de idade já fazia feira, levava minha irmã caçula ao médico, e seguia sozinha, de ônibus, da Torre para o Colégio de São José,&amp;nbsp;na Conde da Boa Vista. Só de lembrar fico impressionada com a coragem e segurança da minha mãe, que, sabiamente, não nos impingiu o medo&amp;nbsp;para nos ensinar o caminho das pedras. Somos todos assim, eu&amp;nbsp;e meus queridos irmãos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A juventude é um capítulo&amp;nbsp;à parte. Dela já falei bastante por aqui. Afora a ditadura, tudo foi divino e maravilhoso como na canção. Muita praia, muita festa e muito beijo na boca. Nem é bom falar senão vou querer voltar no tempo e não vai dar tempo. Aproveitei tudo até a última ponta como se o mundo fosse acabar no outro dia. Mas o melhor ainda estava por vir: a maturidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como todas as meninas do meu tempo namorei para casar e ser feliz. E fui. Fui muito mesmo, de verdade. Daquele jeito que o povo não acredita, que pensa que é teatro, encenação. Por isso&amp;nbsp;ainda sou das que&amp;nbsp;choram em casamento, que se emociona, que faz roupa especial e que tem certeza que vai dar certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, para não correr o risco de não passar vexame com as minhas lágrimas desaguadas inundando tudo,&amp;nbsp;nenhum dos meninos fez cerimônia formal de casamento. Juntaram as escovas de dentes e pronto. E tem dado certo, cada qual com seus códigos. De longe (mas com vontade de ficar perto) só assisto e torço por cada um.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltando à felicidade... nada se compara&amp;nbsp;à alegria de ser mãe desses filhos que tenho. Dizer que eles são o amor incondicional não tem mais&amp;nbsp;graça. Nem preciso falar uma só palavra sobre esse assunto. A torcida do Santinha (diga-se de passagem, a maior do Brasil) e o resto do mundo não aguentam mais me ouvir falar sobre&amp;nbsp;os três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei se estaria aqui vivinha da Silva contando as minhas histórias sem o auxílio luxuoso dessas essenciais criaturas. Sem falar nos “porqueinhas”, por certo. Aí&amp;nbsp;o tempo fecha, a baba escorre e&amp;nbsp;encho a caixa postal e a paciência de quem sabe de mim com notícias ilustradas dos que&amp;nbsp;colorem o&amp;nbsp;outono da minha vida.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No frigir dos ovos não tem muita novidade.&amp;nbsp;Todo mundo&amp;nbsp;tem sua história, suas dores e amores para contar. A única diferença é que sou exagerada,&amp;nbsp;afoita&amp;nbsp;e falastrona. Conto tudo. Começo, meio e fim e, quase sempre, nos mínimos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haja memória para lembrar e contar. Contar&amp;nbsp;para&amp;nbsp;não esquecer&amp;nbsp;que&amp;nbsp;é humano,&amp;nbsp;para não ter ressentimentos, para celebrar todos os dias o milagre&amp;nbsp;de estar viva.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"&lt;strong&gt;Presente futuro passado&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tudo sentir de todas as maneiras&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;É a chave de ouro do meu jogo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De minha mais alta razão&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Na seqüência de diferentes naipes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quem fala de mim tem paixão."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Jards&amp;nbsp;Macalé)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2508965594127067014?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2508965594127067014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2508965594127067014' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2508965594127067014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2508965594127067014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/12/contemporanea.html' title='Contemporânea'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TP1KA68oCLI/AAAAAAAAA9g/e-3GhuSHAAI/s72-c/naire+face.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-6853794946829451476</id><published>2010-11-21T07:37:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T03:23:07.112-08:00</updated><title type='text'>Caminho da Perdição</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TOk2M42PvpI/AAAAAAAAA9Y/IkL9eo6PNl0/s1600/101030-jose-aniv2anos-0085.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TOk2M42PvpI/AAAAAAAAA9Y/IkL9eo6PNl0/s400/101030-jose-aniv2anos-0085.jpeg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Brigadeiro&lt;br /&gt;Brigadeirão&lt;br /&gt;Brigadeiro de panelinha&lt;br /&gt;Bolo de Chocolate quente com Mousse de Maracujá&lt;br /&gt;Mousse de Manga &lt;br /&gt;Bolo&amp;nbsp;de Abacaxi com Ameixa&lt;br /&gt;Cartola&lt;br /&gt;Fondue de Chocolate&lt;br /&gt;Bombocado&lt;br /&gt;Pavê de Bolacha Maria&lt;br /&gt;Pudim de Pão com Passas ao Porto&lt;br /&gt;Crema Catalana&lt;br /&gt;Creme de Papaya com Cassis&lt;br /&gt;Creme Brulée&lt;br /&gt;Creme Brune de Edson Rosas&lt;br /&gt;Manjar de Côco com calda de Ameixa&lt;br /&gt;Fludem do Central&lt;br /&gt;Negrone&lt;br /&gt;Maçã&amp;nbsp;cozida com&amp;nbsp;Canela&lt;br /&gt;Bombom de Café da Maria's&lt;br /&gt;Torta&amp;nbsp;de Maçã&amp;nbsp; com sorvete de baunilha do Pin Up.&lt;br /&gt;Suspiro cru com&amp;nbsp;raspa de limão&lt;br /&gt;Bolo de Rolo da Casa dos Frios&lt;br /&gt;Pavê dos Padres&lt;br /&gt;Delícia de Abacaxi&lt;br /&gt;Bolo de Tapioca do Café São Braz&lt;br /&gt;Bolo Souza Leão da Casa dos Frios&lt;br /&gt;Strudel de Maçã da Tortaria&lt;br /&gt;Trufa de Chocolate&lt;br /&gt;Waffle com mel do Central&lt;br /&gt;Beijo de Côco de Mira&lt;br /&gt;Quindim&lt;br /&gt;Pastel de Belém de Lisboa&lt;br /&gt;Pastel de Nata&lt;br /&gt;Pastel de Festa&amp;nbsp;da Casa dos Frios&lt;br /&gt;Panetone da Bauduco&amp;nbsp;torrado na grelha&amp;nbsp;com manteiga&lt;br /&gt;Pão de Ló&amp;nbsp;com Sorvete de Chocolate&lt;br /&gt;Doce de Goiaba em calda com Creme de Leite&lt;br /&gt;Bomba de Chocolate da&amp;nbsp;Multti (Nutela)&lt;br /&gt;Olho de Sogra&lt;br /&gt;Bolo de Ameixa&lt;br /&gt;Bolo de Noiva de D. Leoni Asfora&lt;br /&gt;Bolo Rei de Lisboa&lt;br /&gt;Pavê Floresta Negra &lt;br /&gt;Profiterrole de chocolate&amp;nbsp;com sorvete de creme&amp;nbsp;do Bongustaio&lt;br /&gt;Morango com Danete Tom e Pipa&lt;br /&gt;Cheese Cake com cobertura de frutas vermelhas da Dalena&lt;br /&gt;Pudim caseiro&amp;nbsp;de Leite Moça&lt;br /&gt;Massa Folhada com recheio de&amp;nbsp;Creme Francês&amp;nbsp;e cobertura de&amp;nbsp;geléia de morango da Multti (Nutela)&lt;br /&gt;Língua de Gato&lt;br /&gt;Torta Nega Maluca de Lourdinha&lt;br /&gt;Bolo de Laranja de Mira&lt;br /&gt;Pera cozida ao vinho&lt;br /&gt;Crepe Suzette do Montmartre&lt;br /&gt;Torta de Limão da Casa dos Frios&lt;br /&gt;Alfajores&lt;br /&gt;Bem Casado&lt;br /&gt;Tiramissu da Gondola&lt;br /&gt;Brownie de Taciana&lt;br /&gt;Macaron&lt;br /&gt;Colosso da Mac Donald's&lt;br /&gt;Capuccino da Kopenhagen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou em plena crise de abstinência glicólica (nem sei se existe esta palavra). Doidinha como qualquer dependente&amp;nbsp;ao se apartar do prazer.&amp;nbsp;Para me acalmar leio receitas no livrinho antigo que ganhei de uma&amp;nbsp;tia querida. Foi ela&amp;nbsp;quem me mostrou desde cedo&amp;nbsp;o caminho da perdição. Passei a infância sentindo cheiros e adoçando a boca com as delícias da sua cozinha. Deu no que deu. Dessa vez, não tem meio termo, acabou a festa açucarada.&amp;nbsp;Agora é esquecer o mel e segurar a onda amarga que vem por aí.&amp;nbsp;Esse visto de permanência tem me custado caro, pois.&amp;nbsp;Pago qualquer&amp;nbsp;preço para não seguir o destino de Paulista, mas tirar a sobremesa da minha vida&amp;nbsp;é extorsão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;* Foto/&amp;nbsp;Chico Barros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;( bandeja de doces do aniversário de José feitos e arrumados&amp;nbsp;pela&amp;nbsp;Vovó Formiga)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-6853794946829451476?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/6853794946829451476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=6853794946829451476' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6853794946829451476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6853794946829451476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/11/caminho-da-perdicao.html' title='Caminho da Perdição'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TOk2M42PvpI/AAAAAAAAA9Y/IkL9eo6PNl0/s72-c/101030-jose-aniv2anos-0085.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8302943026119579380</id><published>2010-11-14T19:20:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T03:54:58.520-08:00</updated><title type='text'>Café pequeno</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TOCdjPWjK8I/AAAAAAAAA9I/uubeZX0cxV4/s1600/Imagem538.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TOCdjPWjK8I/AAAAAAAAA9I/uubeZX0cxV4/s400/Imagem538.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Ficar em casa restaurando a coleção de caixinhas de papier marché é a calma que eu sempre quis ter. Corro das estradas em feriados, muita letra pra pouco samba. Dessa vez, Serrambi não me viu. A cidade está repleta de atrações e diversão não irá faltar.&amp;nbsp;Tem festival de cinema,&amp;nbsp;de jazz,&amp;nbsp;&amp;nbsp;feira literária, muita gente para&amp;nbsp;conversar sem pressa.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha alegria com a vitória de Dilma não é novidade. Há muito não fazia uma campanha tão&amp;nbsp;esperançada quanto esta.&amp;nbsp;Até adesivo, que jurei nunca mais colar no carro, colei.&amp;nbsp;Foram tantos email e&amp;nbsp;links&amp;nbsp;encaminhados que devo ter torrado a paciência daqueles não tão fervorosos pela causa quanto eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que vi a coisa preta com o anti-Dilma. Calúnia, injúria e difamação&amp;nbsp;foi&amp;nbsp;a saída&amp;nbsp;&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;falta de argumentos da turma do contra.&amp;nbsp;Só não disseram que a criatura assassinou a mãe por saberem&amp;nbsp;que, se a filha ganhasse, aquela daria uma entrevista ao Fantástico na certa. Mas de nada adiantou tanta raiva ante a vontade do povo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No sábado, véspera da eleição, foi a festinha do aniversário de dois anos de José.&amp;nbsp;Tudo feito "com açúcar e com afeto” para a criançada da Aurora e a gente de casa. Dormi por lá. Combinei ir logo cedo votar para não perder um só minuto do grande dia. Acordei&amp;nbsp;e corri para contar aos primos sobre a festinha do Zé (bendita tecnologia).&amp;nbsp;Daí em diante, não lembro de mais nada. Desconectei geral.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando me dei conta já estava frente ao médico, soro instalado, numa emergência cardiológica a espera de uma ressonância magnética para identificar se houve algum estrago no juízo.&amp;nbsp;Nessa altura a única coisa que de fato me preocupava era saber se daria tempo para votar ou não. E não deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei das dez da manhã ás dez da noite confinada&amp;nbsp;no hospital&amp;nbsp;só sabendo por terceiros o que eu gostaria de ver ao vivo.&amp;nbsp;Ainda bem que dessa vez não houve nem perdas nem danos. Foi apenas&amp;nbsp;café pequeno comparado&amp;nbsp;ao que vivi&amp;nbsp;há quatro anos. Coincidentemente, também era tempo de eleição. Novamente vi&amp;nbsp;da janela os fogos do Marco Zero. Passada a euforia, dormi que nem um anjo de asas vermelhas.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Comprei flores para celebrar&amp;nbsp;o amanhecer&amp;nbsp;à beira do Capibaribe.&amp;nbsp;Do mesmo jeito que&amp;nbsp;restaurei as&amp;nbsp;caixinhas&amp;nbsp;colei os meus pedaços para&amp;nbsp;continuar inteira.&amp;nbsp;Afinal, a gente é para o que nasce. E eu nasci para me reinventar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8302943026119579380?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8302943026119579380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8302943026119579380' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8302943026119579380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8302943026119579380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/11/cafe-pequeno.html' title='Café pequeno'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TOCdjPWjK8I/AAAAAAAAA9I/uubeZX0cxV4/s72-c/Imagem538.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-1563092343405784008</id><published>2010-10-16T10:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T12:37:02.757-07:00</updated><title type='text'>Ou avançamos ou ajoelhamos.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TLnZBtnYdII/AAAAAAAAA9A/yUs4cDg6HMM/s1600/povo" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TLnZBtnYdII/AAAAAAAAA9A/yUs4cDg6HMM/s320/povo" width="304" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Tenho sessenta anos, aposentadoria assegurada, filhos criados, casa própria, plano de saúde, comida na mesa, diversão e arte. Quando vejo Mira,&amp;nbsp;a babá dos meus netos, comprar uma máquina de lavar roupas e compartilhar com duas vizinhas a assinatura de uma TV a cabo; quando vejo o filho de Braz,&amp;nbsp;o porteiro, na universidade (privilégios restritos à classe média), tantos e tantos brasileiros ascenderem socialmente e deixarem a condição de miseráveis, renovo a confiança no maior projeto social que este país já viu. Não dá para deixar de acreditar que o&amp;nbsp;Brasil mudou, e mudou para melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Lula se candidatou pela primeira vez&amp;nbsp;à presidência da República essa mesma gente que hoje desqualifica o seu governo não acreditou que o Brasil mudaria com um operário nordestino como presidente. Novamente com o discurso da mentira tática respaldada por um evangelismo ingênuo que não percebe a dimensão exata da palavra democracia a elite econômica deixa de reconhecer o compromisso com a causa popular classificando-o como assistencialismo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivemos hoje o período mais longo de crescimento das últimas décadas, com recuperação do emprego, da renda e, principalmente, da nossa auto-estima. A percepção que a vida melhorou é geral. Nada disso é obra do acaso, mas o resultado do projeto de crescimento econômico com inclusão social empreendido pelo governo Lula. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperar que o dono do engenho dê alguma coisa para o trabalhador é continuar com a teoria econômica do crescimento na qual a produção será “repartida posteriormente” entre todos. Esse foi e sempre será o pensamento daqueles que dominam usando a enganação e o medo por não acreditarem no poder de transformação com a força do povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente voltar ao sistema de privatizações, concentração de capital ou à teoria do crescimento para repartir o bolo depois, me parece estupidez. Portanto, creio que votar em Dilma se tornou uma questão de brasilidade porque neste momento histórico do colapso do capitalismo mundial ou avançamos ou ajoelhamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro que há problemas sérios que precisam ser solucionados. Por isso, voto Dilma para consolidar o que foi alcançado pelo povo brasileiro. Não se trata de uma luta entre competências ou personalidades mas de uma batalha entre projetos que envolvem o conjunto deste povo que já tomou consciência da sua força ao eleger&amp;nbsp;com acerto aquele&amp;nbsp;que provou ser capaz &amp;nbsp;ao tirar grande parte da nossa gente, até então descrente na sua capacidade produtiva, da miséria absoluta. E cá estamos nós,&amp;nbsp;mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por tudo isso que voto Dilma.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Desenho de Eduardo Cambuí.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-1563092343405784008?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/1563092343405784008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=1563092343405784008' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1563092343405784008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1563092343405784008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/10/ou-avancamos-ou-ajoelhamos.html' title='Ou avançamos ou ajoelhamos.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TLnZBtnYdII/AAAAAAAAA9A/yUs4cDg6HMM/s72-c/povo' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-6626492352590791978</id><published>2010-09-29T12:48:00.000-07:00</published><updated>2010-09-29T14:16:51.919-07:00</updated><title type='text'>O povo não tem Twitter, tem vontade e voto.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TKOV4q5kDFI/AAAAAAAAA88/vYzgpNqSHeE/s1600/CAN%C3%81RIO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TKOV4q5kDFI/AAAAAAAAA88/vYzgpNqSHeE/s400/CAN%C3%81RIO.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Domingo vamos botar a alegria e todas as energias positivas em ação. Daqui até lá não basta fazer campanha somente por internet, apesar de ser este o meio de comunicação mais usado por quem busca informação. Diante do anti-Lula e, consequentemente, do anti-Dilma da mídia, resta a força do povo em todas as esquinas, em todos&amp;nbsp;os becos, em qualquer lugar deste imenso Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos que convencer cada eleitor, cada eleitora de defender o programa de um Brasil para todos. O povo não tem Twitter, tem vontade e voto. O que estar em jogo nessas eleições é a governabilidade democrática pautada num programa integrado de desenvolvimento onde os cidadãos são protagonistas e não passivos, engajados de modo consciente e crítico na continuação da construção de um Brasil socialmente&amp;nbsp;mais justo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é com a volta dos ditos poderosos que vamos dar continuidade ao processo de inclusão social. Dividir a gente brasileira entre ricos e pobres é coisa do tempo dos currais eleitoreiros, da ignorância e&amp;nbsp;do medo.Vamos continuar a combater a miséria, que não é uma fatalidade, é uma questão de vontade política e ação nesse sentido no governo de Lula não faltou. Está mais do que evidente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A imprensa não vai dar espaço para o debate sobre as mudanças políticas, econômicas, sociais, culturais e ambiental ocorridas nesses últimos anos no Brasil, o que falta a ser implementado&amp;nbsp;ou&amp;nbsp;o que pode ser melhorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar da falta de um verdadeiro debate, vejo que muitos&amp;nbsp;brasileiros participam ativamente nessa campanha e têm demonstrado grande interesse pela política, sobretudo quando o debate se faz em torno de um projeto social. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto é profundamente salutar para o Brasil e na certa para os jornalistas analistas políticos, que poderiam enriquecer suas analises e convencer os donos das grandes&amp;nbsp;empresas de comunicação&amp;nbsp;que o eleitor brasileiro hoje é politicamente melhor preparado e que estar mais interessado em projetos de desenvolvimento para o Brasil do que&amp;nbsp;em fábrica de escândalos ou&amp;nbsp;arapucas montadas para os amadores de corrupção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O período eleitoral é fundamental para aprofundar as discussões sobre o que queremos para o Brasil.&amp;nbsp;É um momento de mobilização nacional e não de divisão nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada brasileiro deve ter a convicção que diante da presença dos conservadores em todos os níveis&amp;nbsp;(incluindo o poder da mídia), as reformas estruturais só serão encaminhadas e/ou terão continuidade se eu e vocês exercemos a cidadania política e fizermos pressão de modo coletivo para garantir a governabilidade democrática e um desenvolvimento integrado, solidário e sustentável para o Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos continuar a exigir mais do que nunca prioridade nacional para educação, para a saúde e segurança. Vamos continuar a combater o vírus da corrupção deixado por aqueles que a séculos governaram o Brasil, só que nunca foram denunciados devido a complacência dos poderes. Vocês se lembram de algum escândalo de corrupção ter sido julgado durante o domínio da&amp;nbsp;direita no Brasil? Eu não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo domingo o povo brasileiro irá confirmar que o melhor para todos é continuar o grande projeto de inclusão social que este país já viveu. É o momento de garantir as conquistas e seguir em frente na construção de um país, mais desenvolvido e socialmente justo.&amp;nbsp;Por isso, vamos às ruas para vencer no voto mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;"Estamos nos construindo na luta para florescer o amanhã como uma nova civilização, mestiça, tropical, orgulhosa de si mesmo. Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta a convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra".&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; Darcy Ribeiro no seu livro O povo Brasileiro)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para Tom, Pipa e Zé.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-6626492352590791978?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/6626492352590791978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=6626492352590791978' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6626492352590791978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6626492352590791978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/09/o-povo-nao-tem-twitter-tem-vontade-e.html' title='O povo não tem Twitter, tem vontade e voto.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TKOV4q5kDFI/AAAAAAAAA88/vYzgpNqSHeE/s72-c/CAN%C3%81RIO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-3844478551584731496</id><published>2010-09-16T17:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-21T08:09:26.338-07:00</updated><title type='text'>Saudade de amar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TJK2DNaxerI/AAAAAAAAA8w/0LQR2k8DvV4/s1600/CORAO-~2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="301" qx="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TJK2DNaxerI/AAAAAAAAA8w/0LQR2k8DvV4/s400/CORAO-~2.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá embaixo o rio continua correndo por mim. Sou uma formiga assumida&amp;nbsp;ao ver açúcar por perto encosto sem o menor pudor.&amp;nbsp;Quando&amp;nbsp;a culpa chega&amp;nbsp;encho a geladeira de orgânicos, a despensa de integrais, e só como verde e grão&amp;nbsp;como penitência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para me despedir dos meninos fiz uma festa açucarada. Bolo, brigadeiro de colher, brigadeiro coberto com chocolate granulado, com bolinhas coloridas, e até enformado como pudim. De nada adianta os puxões de orelhas das médicas, das meninas e, muito menos, o medo do coração explodir caramelado e&amp;nbsp;embrulhado para presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando vejo uma balança corro como o diabo corre da cruz. Já me matriculei em academia, já fiz guarda-roupa fitness, e até&amp;nbsp;o Pilates da moda. Tudo em vão. Definitivamente não sou chegada a essas práticas. Mal completa quatro semanas largo tudo e me contento caminhando de uma ponte a outra na tentativa de resolver a equação peso x altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez as taxas do colesterol foram à estratosfera. Corri ao endocrinologista em busca de um milagre. E ele aconteceu. De agora em diante para todo sempre, uma cápsula após o jantar irá segurar a onda do&amp;nbsp;melaço que corre nas minhas veias. Mais uma vez, vou tentar a tal reeducação alimentar com a lavagem cerebral do Vigilante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trabalho, cinema e algumas saídas noturnas me trazem de volta à vida real.Tom e Felipa&amp;nbsp;voltaram para Lisboa há&amp;nbsp;duas semanas. Deixaram como lembrança&amp;nbsp;um peixinho para eu tomar conta e a casa vazia. Já faz falta as roupinhas penduradas no varal, as idas e vindas aos parques, as cadeirinhas no banco de trás do carro,&amp;nbsp;as histórias inventadas ao fim do dia para ajudá-los a encontrar o sono, e até os brinquedos espalhados pela sala. Daqui a pouco a “marvada” da saudade encosta novamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por falar em saudade, esta semana recebi um email de um amigo&amp;nbsp;que&amp;nbsp;há muito não sabia da existência. Nessa história de pedir voto para o tal concurso do blogbooks, mandei algumas mensagens via redes sociais. Fiquei surpresa ao receber notícias dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente se&amp;nbsp;encontrou e se perdeu&amp;nbsp;rápido numa festa de carnaval&amp;nbsp;no fim dos&amp;nbsp;anos sessenta. Coincidentemente, no&amp;nbsp;mês seguinte eramos alunos do Curso Torres (o melhor curso preparatório para vestibular de&amp;nbsp;Direito de todos os tempos). Não demorou muito ele mudou para Brasília. Trocamos cartas até nos perder de vista para quase todo sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem um sinal de fumaça um deu para o outro nesses quarenta e poucos anos.&amp;nbsp;Do nada, a gente&amp;nbsp;se viu&amp;nbsp;sabendo&amp;nbsp;da gente novamente. Falamos de encontro, de desencontro, de política, de cinema, de música e, naturalmente, de dores e&amp;nbsp;amores. Bateu uma saudade danada daquele tempo, do tempo da delicadeza.&amp;nbsp;Pois é, o mundo gira. E&amp;nbsp;dessa vez girou&amp;nbsp;para trazer&amp;nbsp;saudade... saudade&amp;nbsp;de amar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um&amp;nbsp;pote de açúcar pro meu coração, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-3844478551584731496?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/3844478551584731496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=3844478551584731496' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3844478551584731496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3844478551584731496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/09/saudade-de-amar.html' title='Saudade de amar'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TJK2DNaxerI/AAAAAAAAA8w/0LQR2k8DvV4/s72-c/CORAO-~2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-840568515864615864</id><published>2010-09-11T06:01:00.000-07:00</published><updated>2010-09-11T06:03:12.234-07:00</updated><title type='text'>Vote</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TIt9LT3lvCI/AAAAAAAAA8Y/1uoI1TnRteg/s1600/urna.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TIt9LT3lvCI/AAAAAAAAA8Y/1uoI1TnRteg/s400/urna.bmp" width="393" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não resisti.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;Universo Feminino&lt;br /&gt;turbantedanaire.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vote&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogbooks.com.br/"&gt;http://www.blogbooks.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-840568515864615864?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/840568515864615864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=840568515864615864' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/840568515864615864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/840568515864615864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/09/nao-resisti.html' title='Vote'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TIt9LT3lvCI/AAAAAAAAA8Y/1uoI1TnRteg/s72-c/urna.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-5852068222827027770</id><published>2010-08-16T11:53:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T11:58:30.479-07:00</updated><title type='text'>L'Armata di Brancaleone</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TGmD7u4-eAI/AAAAAAAAA8A/-QARVALH2iU/s1600/brancaleone.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="282" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TGmD7u4-eAI/AAAAAAAAA8A/-QARVALH2iU/s400/brancaleone.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vindo de Boa Viagem encontrei no caminho o exército de Brancaleone. Esfarrapados, famintos, exaustos, por certo, homens e mulheres mal conseguiam segurar os famigerados estandartes com o nome de quem lhes pagam algum trocado para se travestirem de poste. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Junto a eles, numa bicicleta, a caixa de som alardeava promessas de dias melhores se o candidato fosse eleito. Por incrível que pareça o tal candidato já comandou nosso estado em passado recentíssimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na época em que reinava, trios elétricos, artistas famosos, empresários e gente cheirosa integravam sua caravana numa marcha completamente inversa a que eu acabara de encontrar na mesma avenida. Com a decadência constatei a efemeridade do poder. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei o engarrafamento para puxar conversa com um dos componentes da legião. &lt;br /&gt;- E aí, tá animado pra votar no candidato?&lt;br /&gt;-Qual candidato?&lt;br /&gt;-Este que você faz propaganda.&lt;br /&gt;-Tá doida! Minha senhora, ninguém aqui quer saber disso não.&lt;br /&gt;-Como assim? &lt;br /&gt;-Oxe! a gente segura bandeira para quem paga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conversei mais um pouquinho para mudar o rumo da prosa, em respeito ao cidadão (o que segurava a bandeira, óbviamente). Falei do calor, do trânsito, e da agonia de estar com duas crianças no banco de trás do carro naquele congestionamento. A fila andou e a gente seguiu em frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre a brincadeira para entreter os meninos e as constantes trocas de marcha, passou pela cabeça o tempo da militância de verdade, o tempo em que a gente segurava os estandartes, unicamente, por amor à causa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrei da campanha da “Anistia, Ampla, Geral e Irrestrita”, da “Diretas já”, “Cinco e Cinquenta” de Marcos Freire, e da mais linda de todas que Pernambuco fez, a de “Arraes Governador 86”, aquela do “ele está voltando”. Até do amigo Sama com sua bandeira imensa nos fins de tarde em dia de eleição na Praça de Casa Forte, lembrei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou da geração que viveu a ditadura. Então, bico calado e omissão não são o meu forte. Continuo com o mesmo ideário no quesito política. Contudo, não me considero “jurássica”. Muito pelo contrário, evoluo para não perder o trem da história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A forma de comunicar atualmente é outra, eu sei. Os novos canais midiáticos estão aí para serem utilizados por quem deseja mandar o seu recado. Mas, infelizmente, esses também servem para ludibriar a boa fé daqueles que acreditam no que eles dizem na TV, no rádio e agora na Internet. E tome efeitos especiais mirabolantes para confundir os crédulos com infindáveis falsas promessas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entrevistas tendenciosas e debates meia boca como os que vimos nos últimos dias, demonstram a falta de seriedade e respeito para com o eleitorado. Quanto mais dinheiro tem o candidato, maior é a propaganda do milagreiro. Isso sem falar nas baixarias e na conivência eleitoral de quase todos. Essa é a regra da nossa política, lamentávelmente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As opções que se apresentam para as próximas eleições não são lá essas coca-colas. Cada um tem seu lixinho escondido embaixo do tapete, por certo. É sabido que ninguém senta numa cadeira de governante puro como o coração de Maria. Que me perdoe o "Tucano Rei", mas nem mesmo “O Cara”, cujo governo é aprovado pela maioria da população brasileira, está acima do bem ou do mal, como afirmou o neo liberal em uma de suas falas, com o claro intuito de enganar o eleitor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alianças e acordos garantem o sucesso nas urnas, está mais do que provado. Portanto, não me venham com essa conversa verde de que “a” ou “b” é imaculado. Política e Direito são mutantes. Variam no tempo e no espaço para terem eficácia. O que não muda nunca é a Ética. Decência e dignidade são invariáveis, não importa a época ou o lugar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudar de partido, se abraçar com Deus e com o diabo ao mesmo tempo, ter ficha limpa ou suja ou, até mesmo, botar gente travestida de poste para balançar bandeira fritando os miolos ao sol, conforme a regra vigente no vale tudo eleitoral, pouco importa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo reza na cartilha dos enganadores da política brasileira, feio não é roubar, ludibriar ou prometer o que não pode. Feio é não se eleger. Mas o povo não se engana e, mais uma vez, acertadamente, irá saber escolher quem deverá continuar o maior projeto social nunca antes visto na história deste país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Viva o povo brasileiro! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;*O Incrível Exército de Brancaleone&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;(La lncredible Armata Brancaleone, Itália 1965)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Direção: Mário Monicelli&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Elenco: Vittorio Gassman, Gian Maria Volonté e Catherine Spaak.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;*O&amp;nbsp;filme consegue ser hilário, mesmo na reconstituição dos aspectos mais avassaladores da crise do século XIV, representados pela trilogia “guerra, peste e fome”. Utilizando-se sempre da sátira, o filme de Monicelli focaliza a decadência das relações sociais no mundo feudal.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-5852068222827027770?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/5852068222827027770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=5852068222827027770' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5852068222827027770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5852068222827027770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/08/vindo-de-boa-viagem-encontrei-no.html' title='L&apos;Armata di Brancaleone'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TGmD7u4-eAI/AAAAAAAAA8A/-QARVALH2iU/s72-c/brancaleone.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7824625155536274026</id><published>2010-07-31T11:34:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T08:14:39.630-07:00</updated><title type='text'>Assistente de direção</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TFRsp2DrzNI/AAAAAAAAA7o/eOp3XAFW3MM/s1600/avo_devoradora_livros.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TFRsp2DrzNI/AAAAAAAAA7o/eOp3XAFW3MM/s400/avo_devoradora_livros.jpg" width="398" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa altura vocês estão pensando que joguei a toalha. Que nada! Estou mais viva e feliz do que nunca. Desde a chegada dos meninos, há um mês, só tenho tido olhos para eles. Conciliar trabalho com horários e energia de criança não&amp;nbsp;é bolinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que eles&amp;nbsp;chegaram seguimos o destino de Gravatá. Banho de piscina, mudança de clima e duas decolagens detonaram os ouvidos de Pipa. Não deu outra: uma otite braba. Termômetro, remédio de seis em seis horas foi a etapa seguinte. Mesmo assim, cumprimos à risca a programação junina. Casa cheia, comida de milho, terraço enfeitado com bandeirinhas e balão, fizeram a festa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De volta á Beira- Rio o quarto dos netos voltou a ter vida. No banheiro, toalhas marcadas com T, F e J, shampoo e sabonete&amp;nbsp;com cheirinho de&amp;nbsp;criança. Cômoda com gavetas recheadas de roupas de gente miuda. Shorts e camisetas para a brincadeira. No armário, vestidinhos coloridos e camisas levinhas de botão, para passear.&amp;nbsp;Havaianas novinhas em folha para substituir as botas. Massa de modelar, papel, tesoura, cola, tinta e lápis espalhados pelo chão. Na cozinha novamente feijão e sopa com massinha nas panelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou a moleza do liquidificador, da máquina de lavar roupas e da TV.&amp;nbsp;M. Make&amp;nbsp;e&amp;nbsp; Angelina Ballerina nos visitam toda noite. Só sei quem é Totó e Bete Gouveia de ouvir falar. Todos os dias almoço ao meio dia e jantar à boquinha da noite. As tardes são dedicadas aos parques, ao cinema e as livrarias para dar um tempo nas telas da TV e do computador. José também faz parte dessa trupe-zupe, claro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca fui chegada a menino grudado na televisão e muito menos sem horário. Criança tem que ser livre, não largada. Esse negócio de ficar embolando pela casa até ser vencido pelo cansaço só traz irritação e choro. Dormi cedo para acordar cedo faz bem a saúde,&amp;nbsp;dizia vovó Juliana após tomarmos a sopa de entulhos quando dormiamos na sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os&amp;nbsp;meninos eram pequenos a gente inventou um código: Regra do bom viver e Liberou geral. Acordar cedo, guardar os brinquedos, fazer&amp;nbsp;refeições&amp;nbsp;e&amp;nbsp;tarefas da escola nos horários certos&amp;nbsp;é a regra do bom viver, a rotina. Nos fins de semana e nas férias, vigorava o liberou geral, a farra. E não é que deu certo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez ou outra, a gente fecha os olhos e deixa rolar o liberou geral no meio da semana. Afinal, casa não é quartel e quem&amp;nbsp;usa&amp;nbsp;cabresto&amp;nbsp;é burro.&amp;nbsp;Eduquei meus filhos seguindo a intuição. Perfeição da natureza é lenda, não existe. Do mesmo jeito as meninas vão&amp;nbsp;educando os seus atentas&amp;nbsp;às diferenças de cada um e as mudanças do tempo, evidentemente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser avó com vez e voz é igual a assistente de direção. Você participa, opina quando é chamado, substitui nos impedimentos do titular, concorre para o sucesso da produção, tem seu nome nos créditos, contudo, não é o&amp;nbsp;diretor. Para mim, isso é um grande exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me conhece sabe o quanto gosto de dirigir, se deixar... o céu é o limite. Como criei os meus&amp;nbsp; sem o auxílio luxuoso de uma avó, me esmero na assistência às meninas. Apesar da vida corrida, junto com seus&amp;nbsp;companheiros&amp;nbsp;dão conta direitinho do recado. Todos&amp;nbsp;são afetivos e efetivos com&amp;nbsp;os filhos, o que não me surpreende. Afinal, a gente dá o que recebe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessas andanças infantis reparei em&amp;nbsp;algumas coisas por onde passei. A Praça de Casa Forte está num abandono de dar dó. O mato cobriu o gramado e&amp;nbsp;os lagos&amp;nbsp;repletos de lixo minguam as Vitórias Régia; na Livraria Cultura, aos domingos, as histórias são contadas em inglês para uma platéia entre dois e cinco anos de idade, lamentável; nos cinemas os pais levam verdadeiras cestas de piquenique para empanturrar e calar os pirralhas. Coitados, só comem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&amp;nbsp;Jaqueira continua o oásis desta cidade. Muito bem cuidada, várias atividades para criança e, acima de tudo, democrática.&amp;nbsp;A&amp;nbsp;Saraiva&amp;nbsp;é outro luxo. Lá criança ouve histórinhas na sua língua e pode acessar os livros livremente, pena que fica dentro do&amp;nbsp;shopping e&amp;nbsp;os apelos ao consumo são inevitáveis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim tenho passado esses dias de encantamento. Durmo e acordo com anjos.&amp;nbsp;Danço e canto com eles, dou comida aos peixinhos,&amp;nbsp;faço banana amassada com mel e&amp;nbsp;refaço caminhos da infância dos meus filhos. Sou a vovózinha desse livro imaginário que conta a minha história, pois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para vocês,&amp;nbsp;que perguntaram por mim.&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Para a minha alegria, o doutor estava certo.&amp;nbsp;Segundo a biópsia o "achado" na tireoide era bronca safada mesmo&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7824625155536274026?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7824625155536274026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7824625155536274026' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7824625155536274026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7824625155536274026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/07/assistente-de-direcao.html' title='Assistente de direção'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TFRsp2DrzNI/AAAAAAAAA7o/eOp3XAFW3MM/s72-c/avo_devoradora_livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-4808898399106809912</id><published>2010-06-10T05:25:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T03:54:04.903-07:00</updated><title type='text'>Na estrada.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TBDZJMY3TQI/AAAAAAAAA7g/rVKKqTNmqUY/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400px" qu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TBDZJMY3TQI/AAAAAAAAA7g/rVKKqTNmqUY/s400/images.jpg" width="311px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Dando uma olhada ligeira na página, vi que o Turbante andou preguiçoso. Nesse meio tempo andei ocupada com um “achado”. Mais um danado para me fazer peregrinar por especialistas. Dessa vez, acrescentei à lista da salvação um endocrinologista. Para minha sorte, o tal nódulo é “bronca safada”, segundo o doutor. Agora, só falta a biópsia para tirar a prova dos nove. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Nessa altura mais um ou menos um exame não faz diferença. Desde o dia em que fui sorteada, às avessas, a pisada é essa. De seis em seis meses, provas de fogo. Mas... como dizia minha mãe, “para o que não tem remédio, remediado está”. Fazer o que?&amp;nbsp;Continuar com o pé na estrada&amp;nbsp;acreditando&amp;nbsp;que ainda vai demorar para chegar o dia em que irei&amp;nbsp;à Paulista(a contra gosto, é certo).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afora a diagnosticada “bronca safada”, outra surpresa: Os “porqueirinhas” de além mar estão a caminho. Férias à vista! Nem acredito que daqui há duas semanas vou encontrá-los com o coração à boca. Adeus geladeira light, adeus dias iguais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito sorvete, gelatina de todas as cores e sabores, pudim de leite condensado e mousse de chocolate, não vai faltar. A casa de vovó vai ficar igual a da história de João e Maria, só delícias. Além do cardápio, fiz a&amp;nbsp;agenda da programação infantil, e&amp;nbsp;dobrei a caminhada&amp;nbsp;na Beira Rio para poder aguentar o ritmo da criançada. Afinal, agora são três de uma só vez: Tom, Felipa e José. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo de Copa, de histeria verde e amarela, ir ao cinema é uma excelente alternativa. Nada contra futebol, porém, essa onda ufanista é demais para meu colesterol. Vê na TV matérias tratando os africanos como &lt;em&gt;avis rara&lt;/em&gt;, me faz mal.&amp;nbsp;Galvão berrando Brasil.. il... il... il.., é outra tragédia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, não dá para o meu juízo tamanha euforia coletiva por nada. Prefiro a magia da tela grande em uma sala escura, onde enredo e imagens são muito mais interessantes do que as deturpadas vindas de África. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vi O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos).&amp;nbsp;Produção argentina/espanhola, ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro/2009. História instigante, elenco excepcional, roteiro fantástico, uma aula de como fazer cinema. Apesar de ser enquadrado como policial, este não é um filme apenas sobre um crime. É a história de angústias e questionamentos de um homem&amp;nbsp;que não sabe “como se faz para viver uma vida vazia, cheia de nada”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, um desses poucos casos em que uma obra (“A pergunta dos seus olhos”, de Eduardo Sacheri) é superada pela adaptação cinematográfica. A direção é de Juan José Campanella, o mesmo que fez “O Filho da Noiva” cujo protagonista é o ator argentino Ricardo Darin que&amp;nbsp;no "El Secreto de Sus Ojos",&amp;nbsp;também&amp;nbsp;faz o papel principal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darin interpreta Benjamin Espósito, um funcionário aposentado do Tribunal Penal de Buenos Aires, que resolve escrever um romance sobre o&amp;nbsp;Caso Morales. Contado em dois tempos que se alternam, muito bem marcados pela maquiagem dos personagens e pela composição dos cenários. Enfim, um filme que é coisa de cinema. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas andanças costumeiras conheci Maria Aline e Fátima Lucena. Duas criaturas que falam a minha língua. Esqueci do tempo quando fui encontrá-las com O'Relly e André, queridos amigos. Voltei para casa com dia claro, dormi além do costume. No dia seguinte, por um triz, não fui acordada com bombeiros, polícia e SAMU&amp;nbsp;à porta. Germana&amp;nbsp;com sua delicada preocupação, mobilizou céu e terra ante o meu silêncio. Passado o susto rimos de tudo, mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem chegou até Olinda e voltou, cada minuto é sagrado. Aproveito a vida conforme ela se apresenta, e, ao contrário da de Espósito, a minha é plena, cheia de graça.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-4808898399106809912?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/4808898399106809912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=4808898399106809912' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4808898399106809912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4808898399106809912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/06/na-estrada.html' title='Na estrada.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TBDZJMY3TQI/AAAAAAAAA7g/rVKKqTNmqUY/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-6998252864723831360</id><published>2010-06-02T16:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T03:59:09.018-07:00</updated><title type='text'>Entrou por uma perna de pinto...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TAbehwssjYI/AAAAAAAAA6o/KOlMauYx1JI/s1600/Dia+do+livro+infantil%5B1%5D.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" height="400px" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TAbehwssjYI/AAAAAAAAA6o/KOlMauYx1JI/s400/Dia+do+livro+infantil%5B1%5D.gif" width="285px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou emocionalmente intensa. Eu sei. Para&amp;nbsp;quem censura a coragem &amp;nbsp;isso é desequilíbrio, passionalidade. Não tenho a menor dificuldade em reconhecer meus erros e pedir desculpas quando merecidas. Portanto, não se faz necessário diagnóstico nem remédio para eu ficar bem na fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo firme no propósito de ser fiel ao sentimento.&amp;nbsp;Sou uma leoa na defesa de princípios. Tenho como costume acolher e ouvir as pessoas&amp;nbsp;primeiro&amp;nbsp;para depois julgá-las. Não privilegio ninguém, nem mesmo quando o coração amolece em relação a quem precisa de mais apoio, mais segurança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa altura da vida, não preciso apresentar justificativa para mais nada. Quando tomo uma decisão é porque analisei as circunstâncias, as consequências, as perdas e ganhos. Na verdade, corro dos ditos "normais", dos politicamente corretos,&amp;nbsp;da perfeição. Todo mundo tem a sua porçãozinha má, bem guardadinha, para ser destilada quando necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ninguém está acima do bem e do mal e, muito menos, imune aos juízos equivocados. Depois de tudo, mais um ou menos um desgosto não faz diferença. Tenho o couro grosso e o coração apacientado. Sou uma sobrevivente. De quem amo aguento quase tudo. Desaforo, mal criação, omissão, abandono, indiferença, só não injustiça. De estranhos, nada. Absolutamente, nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo cura as dores, até mesmo aquelas que deixam marcas no corpo e na alma. Eu sei.&amp;nbsp;Não sou mulher de rancor, sou mulher do perdão. Dou como exemplo a minha própria história.&amp;nbsp;Já&amp;nbsp;sei o que devo&amp;nbsp;levar a sério ou considerar&amp;nbsp;como bobagem, afinal, quem me defende sou eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Birras são próprias dos infantis. A tendência que a criança tem para os caprichos resulta de uma combinação do seu temperamento e da educação que recebe. Porque existe o risco que os caprichos, que são episódios normais no desenvolvimento infantil, se tornem um hábito no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não serei eu quem irá dizer o que é certo ou errado, até porque, não sou dada a regras, nem a dona da verdade. A vida é quem ensina e com ela aprendo todos os dias.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-6998252864723831360?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/6998252864723831360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=6998252864723831360' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6998252864723831360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6998252864723831360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/06/essa-historia-esta-diferente.html' title='Entrou por uma perna de pinto...'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/TAbehwssjYI/AAAAAAAAA6o/KOlMauYx1JI/s72-c/Dia+do+livro+infantil%5B1%5D.gif' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2764942329917727024</id><published>2010-05-04T17:15:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T04:01:49.745-07:00</updated><title type='text'>Às mesmas pessoas de sempre.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S-C4L9SzypI/AAAAAAAAA6g/XOYScF37Ktk/s1600/Naif+Obras+05.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="302px" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S-C4L9SzypI/AAAAAAAAA6g/XOYScF37Ktk/s400/Naif+Obras+05.jpg" tt="true" width="400px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tempo de “varredura” dou um cessa a mim mesma. Saio completamente da rotina, inverto as horas, e ganho o mundo para não pensar. Zanzei bastante nas últimas semanas. Sem programar fui almoçar com&amp;nbsp;amigos; por duas vezes&amp;nbsp;quase cheguei em casa&amp;nbsp;à hora do café da manhã do dia seguinte; segui o destino de Serrambi sem me preocupar com a chuva que caía, e brinquei com José uma tarde inteira em plena segunda-feira. Vi muto cinema, também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em cinema, gostei de Utopia e Barbárie, de Silvio Tendler. O cineasta percorreu 15 países e levou quase 20 anos para concluí-lo. Em cada um desses lugares, Tendler documentou os relatos de protagonistas(vítimas e algozes)&amp;nbsp; e testemunhas da história nas últimas décadas. As ditaduras da América Latina são o destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utopia e Barbárie é um documentário de coração aberto, que consegue o distanciamento histórico necessário para a análise dos fatos, ao mesmo tempo em que não abre mão de uma postura afetiva assinada tanto pelo autor como pelos seus entrevistados. É inegável o talento do filme em costurar com ritmo, nitidez e poder de concisão dezenas de fatos utópicos e bárbaros que rasgaram a face do planeta nos últimos 60 anos. Se você tinha 18 anos em 1968 não pode deixar de ver. Se ainda não tinha, sequer havia nascido, também não pode perder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de esticar a saída ao cinema para comentar o filme. Dessa vez, não foi diferente. No bar, muito samba. Lá conheci uma figura que desandou a falar sem dar um minuto de trégua a ninguém. Rasgou o verbo na primeira pessoa para se auto elogiar sem nenhuma cerimônia. Ainda bem que o&amp;nbsp;samba salvou a noite. Cantei quase todo o repertório de Chico para não prestar atenção na tal dona da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho essa capacidade de desligar quando a conversa não me agrada. Não perco tempo com bobagens e, muito menos, sirvo de plateia para quem quer destilar seu veneno. Como diria minha mãe, se lá estivesse:&amp;nbsp;“palavras loucas, ouvidos moucos”. Com o incidente, o comentário sobre o filme de Tendller foi para o espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, cumpri a agenda e fui aprovada nos exames. Carimbei o passaporte com o visto de permanência, mais uma vez.&amp;nbsp;Num tempo de tanta agressividade, de tanta grosseria, de tanto egoísmo, ter amigos como os que tenho é um privilégio.&amp;nbsp;Essa retaguarda&amp;nbsp;não me deixa jogar a toalha. Afora os de casa, tem o pessoal do trabalho que me proporciona boas gargalhadas todas as manhãs, os que dividem comigo a mesa e o papo noite a dentro, e vocês&amp;nbsp;com quem&amp;nbsp;converso&amp;nbsp;à distância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por falar em conversa à distância, recebi um texto interessante sobre o assunto. Nele o autor diz que o blogueiro escreve para as mesmas pessoas de sempre. Os amigos, a família e alguém, que por ser o único seguidor desconhecido é tratado a pão-de ló, segundo ele. Mas, para quem não faz disso meio de vida, ou profissão, escrever para “as mesmas pessoas de sempre” não preocupa e muito menos desagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, nem penso nisso quando escrevo. Do mesmo jeito que tenho os&amp;nbsp;ouvidos "de sempre" para&amp;nbsp;escutar minha alma, também tenho os&amp;nbsp;olhos "de sempre"&amp;nbsp;que me veêm por dentro.&amp;nbsp;Não existe uma obrigação, uma periodicidade com a escrita.&amp;nbsp;Escrevo para partilhar&amp;nbsp;sentimento,&amp;nbsp;pouco importa se com uma, duas, cem ou mil pessoas de sempre.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2764942329917727024?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2764942329917727024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2764942329917727024' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2764942329917727024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2764942329917727024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/05/as-mesmas-pessoas-de-sempre.html' title='Às mesmas pessoas de sempre.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S-C4L9SzypI/AAAAAAAAA6g/XOYScF37Ktk/s72-c/Naif+Obras+05.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7244581634113785822</id><published>2010-04-19T16:02:00.000-07:00</published><updated>2010-04-20T04:13:42.338-07:00</updated><title type='text'>As cartas não mentem jamais.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S8zeTu32Z4I/AAAAAAAAA6Y/JsYUbSd4i9k/s1600/louco+ii.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S8zeTu32Z4I/AAAAAAAAA6Y/JsYUbSd4i9k/s400/louco+ii.jpg" width="241" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Embaralho, corto... puxo a carta. Quem se apresenta? O Louco. Nesta altura dos acontecimentos não poderia ser outro. Período de exames não combina com equilíbrio. Quanto mais lúcido é o sujeito, mas medroso ele é. Quem&amp;nbsp;for são num momento desse, atire a primeira pedra! &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Desse jeito vou levando os dias sem pensar no amanhã. Para me proteger uso a técnica do parafuso frouxo, que o doutor do juízo me ensinou. A quem interessar possa, aí vai o passo a passo: não engula nada que não lhe apeteça; ouça só o que quiser ouvir; diga sempre o que pensa,&amp;nbsp;e só preste atenção naquilo que realmente interessa. Resumindo: Esqueça a lucidez. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a prática, faço tudo no automático. É como andar de bicicleta. Depois que a gente aprende nunca mais esquece. Para ser engolida pelas máquinas, escaneada da cabeça aos pés, invadida e espiada por todas as frestas, como se nada estivesse acontecendo, só mesmo dando uma de&amp;nbsp;doida. Não é fácil fazer tudo isso com o juízo aprumado. Assim, vou ao encontro dos espiões sem pensar em nada, senão, é melhor ficar em casa brincando de esconde-esconde com o medo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na hora que a bomba explode sobre&amp;nbsp;sua cabeça você acredita que não&amp;nbsp;tem saída. Chora, se descabela, se agarra com Deus e o diabo, faz juras, promessas, vira santo, caridoso, só pensa na salvação tal e qual um bíblia. Com o tempo vai se acostumando com o novo cenário. Crente&amp;nbsp;que&amp;nbsp; foi um pesadelo, que tudo já passou, dá uma relaxada aqui, uma furada acolá, até que chega o dia&amp;nbsp;de renovar o visto de permanência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensando que vou tomar um chope com um amigo, vou ao cabeleireiro, visto uma roupa legal, compro até um presentinho para brindar o encontro. Chegando lá, a coisa muda de figura. Dona Realidade se apresenta sem cerimônia. Com ela, a tremedeira que me impede de tirar a roupa sem pedir ajuda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conversa vai, conversa vem, o tempo passa e nem me dou conta que há quase quatro anos foi bem pior. Com a pilha de requisições na mão, saio aliviada com o resultado do exame físico. Crio alma nova. Atravesso o caminho cantando, feliz da vida. Paro no café, peço um doce para comemorar a aprovação na primeira fase. No carro, certa de que vai dá pra vê os “porqueirinhas” se transformarem em gente grande, canto com Chico ” eu vou lhe deixar a medida do Bonfim, não me valeu.... .”&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em casa, cai a ficha. Num rompante jogo os papéis na gaveta empurrando-a com o quadril para não olhar o que ela contém. Nas crises de lucidez, arrumo o indesejável acervo seguindo a ordem cronológica. Invariavelmente, após a arrumação, corro para o chuveiro&amp;nbsp;e deixo a água correr junto com as lágrimas. Para a minha sorte, isso só acontece quando estou lúcida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duas semanas depois, começo a maratona. Dessa vez uma das atendentes me perguntou se eu lembrava da data em que fiz a cirurgia. Na mesma hora, na bucha, respondi: “ É&amp;nbsp;a&amp;nbsp;nova data&amp;nbsp;do meu aniversário”. Desavisada, ou melhor, despreparada para a função, a criatura&amp;nbsp;anota dia, mês e ano, sem questionar nada (como eu ela também estava no automático).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Daqui há duas semanas vou à imigração levar os tais envelopes comigo dentro. Até lá, os parafusos já estarão completamente frouxos, espero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;*O Louco- O Princípio da Coragem. Estado de Destemor. Êxtase e Experiência Máxima. Aquele que Anda sem Medo. A capacidade de dar à luz a novas formas a partir de uma posição de coragem, admiração e antecipação.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Completa Todo Movimento pela Fé. Ter personalidade própria porque você acredita no que está fazendo. Andando com a força do amor e das leis do universo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7244581634113785822?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7244581634113785822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7244581634113785822' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7244581634113785822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7244581634113785822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/04/o-louco.html' title='As cartas não mentem jamais.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S8zeTu32Z4I/AAAAAAAAA6Y/JsYUbSd4i9k/s72-c/louco+ii.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-9145868897657833291</id><published>2010-04-11T16:37:00.000-07:00</published><updated>2010-04-12T06:03:09.548-07:00</updated><title type='text'>C' est dimanche</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S8JZTc7JDcI/AAAAAAAAA6Q/EflUkd8HPT0/s1600/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="301" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S8JZTc7JDcI/AAAAAAAAA6Q/EflUkd8HPT0/s400/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg" width="400" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Mesa posta para mim. Depois do café da manhã, água nas plantas, e a saudade dos meninos. Atendendo recomendação de quem sabe das coisas,&amp;nbsp;ouço música&amp;nbsp;para não pensar. Simonal&amp;nbsp;diz que tem mais samba no encontro do que na espera. Vejo o rio, ele está verde.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da varanda, a sala. Mudo um quadro de parede, troco as almofadas de um sofá pra o outro. Simonal&amp;nbsp;avisa que ela é dele desde que nasceu e, que onde esteja, como seja, vai amar e se entregar tanto.. tanto.. porque o amor tem de ser para sempre. Acho graça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Twitter alguém&amp;nbsp;conta que o filme de Chico Xavier é “médium”. Troco o computador pelo impresso. As mortes no Rio de Janeiro; o encontro de Brasília com as promessas de sempre pelos de sempre; a vista grossa que João Paulo II fez para a pedofilia no tempo em que comandava os crédulos, são as desgraças do dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois da sala, o quarto. Arrumo roupas de fim de semana&amp;nbsp;sobrepostas na cadeira. No bar, sexta-feira, três drinks e muito riso. Sapatos, sacolas, e mais sapatos. Não sou tão caprichosa quanto Mana que tem um armário em degradê. Na sequência, Serge Gainsbourg, Ella, Lou Reed,&amp;nbsp;das antigas. Abro as cortinas. Guardo os anéis na caixa de gavetinhas, arrumo&amp;nbsp;revistas&amp;nbsp;e&amp;nbsp;livros espalhados no tapete.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No banheiro, tolhas brancas, maquiagem, “A noiva com flor de Lotus”,&amp;nbsp;as plantas (adoro plantas e desenhos no banheiro). Tenho paixão por artigos de banho. Quem quiser me agradar me dê sabonetes. Não uso perfume, só água de banho com cheiro de natureza.&amp;nbsp;Toca o telefone. Depois do almoço, o cinema. Olho&amp;nbsp;o rio mais uma vez,&amp;nbsp;ele continua verde nesta manha de cinzas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para os meninos!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Foto: Thomas Baccaro, de NY.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-9145868897657833291?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/9145868897657833291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=9145868897657833291' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/9145868897657833291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/9145868897657833291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/04/c-est-dimanche.html' title='C&apos; est dimanche'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S8JZTc7JDcI/AAAAAAAAA6Q/EflUkd8HPT0/s72-c/cora%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8825110091635983597</id><published>2010-04-01T13:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T16:05:47.271-07:00</updated><title type='text'>Pegasus</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S7T96v7bKhI/AAAAAAAAA6I/N7ohmxQ6BbQ/s1600/peg.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="276" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S7T96v7bKhI/AAAAAAAAA6I/N7ohmxQ6BbQ/s400/peg.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim,&amp;nbsp;a&amp;nbsp;Semana Santa.&amp;nbsp;De uns tempos pra cá,&amp;nbsp;mais profana do que santa. Ontem, levei um susto no supermercado. Nunca vi tanta gente e tanto chocolate junto. Lá, rapidinho, Jesus resolveria o problema da ceia. Vinho, pão e peixe&amp;nbsp;para todo gosto e&amp;nbsp; todo preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, lembrei do tempo em que também entrava nessa compulsão coletiva, e passava a semana inteira comprando comida,&amp;nbsp;montando&amp;nbsp;cardápio.&amp;nbsp;Fiquei me sentindo um ET por não ter na cesta nenhum desses produtos de época. Senti falta dos ovos, não vou mentir. Do bacalhau, nem tanto. Ele era o pomo da discórdia, quase sempre. Ora dessalgava demais, ora deixava uma pia. E haja batata, azeitona preta, cebola, pimentão vermelho e amarelo, azeite, muito azeite, para minimizar o estrago. De tanto fazer o tal prato, modéstia parte, me tornei uma exímia “bacalhoeira”. Existe este termo?&amp;nbsp; Se não existe, acabei de criar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os iogurtes de sempre, tomei o rumo de casa. Vim botar a perna pra cima, descansar a tez para a festa da noite. Ás oito em ponto, lá estava eu&amp;nbsp;num Maria da Silva à espera da carruagem, que nessas ocasiões se chama táxi. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gosto de&amp;nbsp;festa de casamento. Por incrível que pareça, sou romântica e&amp;nbsp;sempre me&amp;nbsp;emociono&amp;nbsp;com a entrada da noiva. Aliás, o de ontem foi impecável. Na verdade, não me surpreendeu. Os pais da linda noiva, são mestres na arte de bem receber. Tenho por esse casal um apreço imenso. Foram eles que levaram durante o período da quimioterapia os tais mimos (torradas de pão de ló, feitas especialmente para mim) que tanto falo e, por ser assim, jamais vou esquecer o afago. Há muito não chegava um convite “de casal” aqui em casa. Vindo de quem veio, também não me surpreende. Pois, além de amigos, eles&amp;nbsp;são a generosidade em forma de gente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na festa dividi o&amp;nbsp;whisky com duas amigas. Nessas ocasiões, onde a maioria ainda é par (mesmo fazendo de conta), dá pra perceber o quanto se discrimina quem é singular. Nesse universo “de dois”, somos ameaça. As três ali juntas,&amp;nbsp;são o exemplo vivo de que viver só pode dar certo. Para eles&amp;nbsp;um quebra-cabeças difícil de armar.&amp;nbsp;Achei graça quando uma criatura justificou não ter me cumprimentado pela falta dos óculos. Acontece que os benditos estavam bem ali, dependurados no seu nariz, feito trave que a impede de enxergar o que não quer ver.&amp;nbsp;Tonta, em seu vestido rodado (parecia uma dessas figuras caricatas da TV),&amp;nbsp;tentou fazer graça pra esconder a&amp;nbsp;&amp;nbsp;disfarçatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não perder o encanto,&amp;nbsp;partimos antes da festa acabar. Atravessamos os jardins deixando a&amp;nbsp;independência como lembrança.&amp;nbsp;À porta,&amp;nbsp;bela carruagem&amp;nbsp;nos esperava.&amp;nbsp;O fiel escudeiro conduziu o carro como se um corcel alado fosse.&amp;nbsp;Acostumado à delicadeza&amp;nbsp;da&amp;nbsp;primorosa dona, bateu&amp;nbsp;asas de seda&amp;nbsp;sobre rio e pontes,&amp;nbsp;nos levando adiante nessa madrugada quase santa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para a mais do que querida Nanda! &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8825110091635983597?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8825110091635983597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8825110091635983597' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8825110091635983597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8825110091635983597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/04/enfim-chegou-santa-que-de-uns-tempos.html' title='Pegasus'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S7T96v7bKhI/AAAAAAAAA6I/N7ohmxQ6BbQ/s72-c/peg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7555056252911325227</id><published>2010-03-25T19:36:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T04:40:48.966-07:00</updated><title type='text'>Eu não ando só... Só ando em boa companhia.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6wcjkRPdaI/AAAAAAAAA5w/K8m8UREB9To/s1600/mulheres-na-mesa-do-bar-e-cachorro-9e013.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" nt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6wcjkRPdaI/AAAAAAAAA5w/K8m8UREB9To/s320/mulheres-na-mesa-do-bar-e-cachorro-9e013.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Quem me conhece sabe da minha impaciência com conversa furada. O perigo é zero de me sentar com quem conversa miolo de pote.&amp;nbsp;Filosofia, música,&amp;nbsp;literatura, política, arte ou outros "que tais",&amp;nbsp;também se torna insuportável quando o interlocutor não é do nosso agrado, quando não fala a nossa língua.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Quem sabe das coisas não se vale de frases feitas, palavras bonitas ou citações para se expressar ou impressionar alguém. Muito menos bota o currículo na mesa para se mostrar informado. Conversa boa&amp;nbsp;pra mim tem que ter humor, sacação, e acima de tudo naturalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixo tudo por uma boa conversa. Sou capaz de varar noites com quem me interessa. Tanto faz ser com doutor ou com quem mal fez o primeiro grau.&amp;nbsp;Converso horas a fio&amp;nbsp;com porteiros, taxistas, domésticas,&amp;nbsp;do mesmo jeito com doutores (com doutorado mesmo) se o papo é interessante. Já se foi o tempo de jantares mal fadados, festas pretensiosas e terraços de veraneio onde a safra do vinho era mais importante do que as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada é mais cansativo do que procurar assunto para entreter ou suportar certas figuras. Para falar a verdade, nunca fiz muito esforço para agradar essas criaturas. Sempre falo o que penso sem me importar com o juízo que farão de mim. E não vai ser agora, depois de sessenta janeiros, que vou virar politicamente correta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto alguns investem nos benefícios dos longos momentos de isolamento, outros fogem deles como o diabo da cruz. Tem gente que não consegue ir ao cinema e muito menos a restaurante sozinha. Daí, pouco importa a companhia. O importante é não está só. Sem dúvida, solidão não é nada agradável, principalmente, quando a gente não está de bem com a vida. Sair com alguém só para não ficar sozinha, também não é lá essas maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudei de vida, mudei de rumo. Apesar da casa vazia não me sinto só. Aprendi a conviver comigo mesma e gosto da minha companhia. Até porque, não guardo mágoas nem ressentimentos. Sendo assim, não volto pra casa abatida e muito menos desencantada da vida, como&amp;nbsp;na canção&amp;nbsp;de&amp;nbsp;Vanzolini. Sinceramente, não tenho do que me queixar. Gente com quem compartilhar momentos bons ou ruins não me falta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos tempos tornou-se cada vez mais necessário aprender a conviver com a solidão. A pressão por uma vida acompanhada está deixando de existir, ainda bem! Desaprendeu-se bastante a conviver a dois por exemplo, e assume-se a opção de ficar solteiro, cada vez mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade está se adaptando à solidão. Basta olhar ao redor para comprovar isso. As pessoas andam sozinhas, dançam sozinhas. A mulher sozinha de hoje não é mais&amp;nbsp;aquela que vive&amp;nbsp;trancada num apartamento. Tudo está mudando. A capacidade de conviver bem com a solidão tem a ver, principalmente, com maturidade. Isso só aumenta nossa tolerância à frustração. Sei disso muito bem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adoro gente. Gente esperançada, gente bem humorada, gente que tem o que contar. Gente que não fala de doença e muito menos das desditas alheias (tenho médicos para me tratar e querelas jurídicas como ofício). Gosto de gente animada (mesmo que o mar não esteja pra peixe), gente que traga boa nova ou&amp;nbsp;notícia ruim desde que contada sem vantagens ou vitimização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é pra chorar que seja por um bom motivo. Se a dor for das brabas, se o mal for daqueles sem cura, chore, chore muito, de verdade, rios de lágrimas, só não se lamurie. Por favor, não chegue perto quem se acha a última das criaturas ou a oitava maravilha do mundo. Sem dúvida, vai perder seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não disfarço a minha impaciência do mesmo jeito que deixo claro se estou alegre ou triste. Viva seu luto ou alegria sem encenação ou carnaval. Se é pra não andar em boa companhia melhor andar só, ou&amp;nbsp;em sua própria companhia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7555056252911325227?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7555056252911325227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7555056252911325227' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7555056252911325227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7555056252911325227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/03/eu-nao-ando-so-so-ando-em-boa-companhia.html' title='Eu não ando só... Só ando em boa companhia.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6wcjkRPdaI/AAAAAAAAA5w/K8m8UREB9To/s72-c/mulheres-na-mesa-do-bar-e-cachorro-9e013.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-4673533331329875438</id><published>2010-03-20T07:17:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T14:48:47.275-07:00</updated><title type='text'>Dormi com Nirvana e acordei com Bjork</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6Tky6v3P3I/AAAAAAAAA5M/2xwkIjagJ9c/s1600-h/ipod.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6Tky6v3P3I/AAAAAAAAA5M/2xwkIjagJ9c/s320/ipod.jpg" vt="true" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Cada um tem as suas manias. Eu, também tenho as minhas. Pensando bem, uma infinidade de hábitos que me dão imenso prazer. Delícia, adoro! Acordar aos domingos aguando as plantas e a casa inteira, só para pisar no caminho molhado; olhar da porta a sala e a varanda, só pra voltar e mudar algum&amp;nbsp;objeto que não está no lugar do&amp;nbsp;meu agrado; juntar num mesmo bowl passa, damasco, figo secos, comer como se fosse pipoca só pra&amp;nbsp;ter a ilusão de&amp;nbsp;que fruta não engorda; ver fotos de infância dos meninos, só pra lembrar de quando o céu era perto; ir&amp;nbsp;à&amp;nbsp;delicatessen, antes de voltar pra casa, comprar apenas dois croissant pra me deliciar no café do dia seguinte; pegar na estante discos aleatórios e ouvi-los no caminho do trabalho, repetindo várias vezes a mesma faixa, e cantá-la do elevador à mesa, todas as manhãs.&amp;nbsp;Essa então, é a mais antiga e prazerosa de todas. Não sei viver sem música. Ouço tudo, exceto os Rebolations e&amp;nbsp;Chimbinhas&amp;nbsp;da vida,&amp;nbsp;pois ainda não endoidei de vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a modernidade veio a maquininha de som portátil. Da última viagem trouxe um batom Clinic e um IPOD Shuffle, do tamanho de um clip de gravata. Nada mais do que isso. Ah, e&amp;nbsp;um Abssinto&amp;nbsp;pra João (isso é que é amar um filho!).&amp;nbsp;O danadinho do&amp;nbsp;Shuffle&amp;nbsp;é mínimo, mas potente (o povo tem razão quando diz que tamanho não é documento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Ainda sou meio enrolada no trato com essas coisas de MP3, 4, 5... e por aí vai. Então, no outro dia da volta, quando fui ver José, pedi a Chico pra recheá-lo. Aliás, o bom gosto musical dele é um capítulo à parte. Vixe Maria, além de&amp;nbsp;manejar primorosamente as lentes, ele também&amp;nbsp;seleciona maravilhas pra os nossos ouvidos.&amp;nbsp;Entreguei a maquininha&amp;nbsp;a ele, e ganhei mais uma mania.Enfio os fones e esqueço do mundo. Só não dirijo com os novos “brincos”, porque é proibido. Nesses dias corro o risco de levá-los a uma chuveirada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Na noite passada, depois de ter tomado uns copos, cheguei em casa morrendo de sono. Corri pro quarto, e, como de costume, coloquei os “brincos”. Lembro que quem cantava era Kurt Cobain, e&amp;nbsp;que eu estava “very happy”. Apaguei. Já era dia claro quando acordei com Bjork ao meu ouvido. Doidinha, levei um tempo pra saber onde estava, por algum momento pensei que era em Londres com Manu. Doce ilusão, quem dera! Eu estava&amp;nbsp;era na cama, vestida com a mesma roupa do passeinho, com um calor dos infernos (detesto dormir com ar condicionado), suando mais do que um tirador de espíritos em noite de sexta-feira.&amp;nbsp;Ainda bem que foi&amp;nbsp;com Bjork,&amp;nbsp;pior seria se&amp;nbsp;fosse&amp;nbsp;com Joelma gritando: "DUPÉ'!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-4673533331329875438?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/4673533331329875438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=4673533331329875438' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4673533331329875438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4673533331329875438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/03/cada-um-tem-as-suas-mania-e-neuras.html' title='Dormi com Nirvana e acordei com Bjork'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6Tky6v3P3I/AAAAAAAAA5M/2xwkIjagJ9c/s72-c/ipod.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7747557374328700235</id><published>2010-03-18T15:49:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T03:40:28.166-07:00</updated><title type='text'>Divina Danuza</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6KmXmrBKZI/AAAAAAAAA4k/l7wtY3tzB8c/s1600-h/danuza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6KmXmrBKZI/AAAAAAAAA4k/l7wtY3tzB8c/s400/danuza.jpg" vt="true" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um&amp;nbsp;tempo em que&amp;nbsp;a gente&amp;nbsp;virava a noite no mundo virtual. O computador&amp;nbsp;era&amp;nbsp;um trambolho daqueles&amp;nbsp;que os vendedores de loja de informática&amp;nbsp;chamam "tipo console". Ave Maria, era&amp;nbsp;fio pra todo&amp;nbsp;lado, e um&amp;nbsp;parto para conectá-lo. A atividade era tanta que apelidei o quarto das meninas de "Escritório". Era email pra lá e pra cá, uma distração aquilo tudo.&amp;nbsp;De tanto observá-las terminei aprendendo mexer na tal&amp;nbsp;máquina.&amp;nbsp;Na&amp;nbsp;informática, sou auto-didata. Ninguém acreditava quando&amp;nbsp;os meninos&amp;nbsp;ligavan me&amp;nbsp;pedindo para&amp;nbsp;pesquisar alguma coisa na net.&amp;nbsp;Todo mundo ficava&amp;nbsp;besta,&amp;nbsp;não sei porquê. Será que pensavam que mãe tem que ser ligada apenas nas panelas e na TV? Hoje, esta maquininha é minha grande companheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é novidade pra ninguém&amp;nbsp;minha paixão por Danuza. Já cheguei até manter contato com ela via email. Juro! Depois de ler uma de suas crônicas no Jornal do Brasil ( a Folha de São Paulo veio muito tempo depois),&amp;nbsp;deixei um comentário e&amp;nbsp;o&amp;nbsp;endereço virtual. E não é que a criatura respondeu! Na hora cheguei até a pensar que&amp;nbsp;era uma daquelas respostas&amp;nbsp;padrão. Aquelas que toda secretária tem prontinha pra enviar aos fãs, leitores e eleitores do patrão. Dessa vez, me enganei. Por incrível que pareça, foi a própria quem respondeu. Achei tão inusitada a possibilidade, que não exitei em mandar uma "provocação" para saber se realmente havia sido a própria quem havia "arrespostado". Oxe, e num foi mesmo! Daí pra frente a gente passou um tempão trocando cartas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falamos muito&amp;nbsp;sobre Recife (cidade que ela visitou quando era casada com Antônio Maria),&amp;nbsp;e pouco sobre vida pessoal.&amp;nbsp;Depois&amp;nbsp;de algum tempo a&amp;nbsp;correspondência&amp;nbsp;foi rareando,&amp;nbsp;rareando, e a gente nunca mais se falou. Tenho tudo dela. Livros&amp;nbsp;na estante e crônicas no arquivo do computador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo sua leitora assídua. Todo domingo,&amp;nbsp;após checar a caixa de email, corro para&amp;nbsp;encontra-la,&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;saber o que ela conta.&amp;nbsp;Sinto como se&amp;nbsp;a gente estivesse ao telefone, tamanha a intimidade. Por ser&amp;nbsp;assim, quando a precisão obriga, recorro aos seus textos. Leio, releio, mando para os amigos, faço a maior propaganda.&amp;nbsp;Vocês podem achar até muita pretensão da minha parte, mas&amp;nbsp;considero Danuza uma amiga.&amp;nbsp;Se somos ou não somos, pouco importa.&amp;nbsp;Só sei que quando a ela recorro, sempre&amp;nbsp;aprendo e saio reconfortada. E&amp;nbsp;amigo é&amp;nbsp;isso, né Danuza?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Antes que esqueça: Ontem, 17 de março,&amp;nbsp;Elis,&amp;nbsp;se viva fosse, teria feito 65 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=xRqI5R6L7ow"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=xRqI5R6L7ow&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Para Manu, Mana e Dina, as meninas do "Escritório".&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Difícil é ser feliz.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Danuza Leão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Existem momentos -raros, é verdade- em que tudo está bem. Bem, não: ótimo. A casa finalmente ficou pronta, os gatos estão com saúde, os filhos bem e felizes, faltam só 15 dias para a viagem marcada há seis meses -e a passagem parcelada já está paga-, a saúde em forma total e, como se não bastasse, uma proposta de trabalho nova e sedutora -e sem ter que deixar o atual trabalho. A vida está tão boa que chega a dar uma agonia. E isso é normal? Não, diria a maioria das pessoas. Sim, afirmam os mais habituados a conviver com as profundezas da alma.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;É bem verdade que esses tempos são raros, e normalmente, até bobagens como a máquina de lavar roupa que está com defeito é um estresse. Mas quando eles acontecem são difíceis de suportar. A palavra é essa mesma: suportar.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;É uma aflição, um medo de que nada dê certo, que você está sonhando, vai acordar e ver que não é nada daquilo, que a realidade não é assim, que existem problemas de todos os tipos o tempo todo e que nem o direito ao silêncio de sua casa você tem. Quando chega tem que ver os recados da secretária eletrônica, abrir o computador para ver os e-mails, e o mais normal é receber uma notícia que pode não ser péssima, mas será suficiente para perturbar sua santa paz. Que o ar-condicionado do quarto não está funcionando, por exemplo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Mas tudo isso é normal, tão normal que não chega a causar nenhum abalo maior. Faz parte do dia-a-dia, faz parte de todos os dias, isso sem falar de uma dor de coluna, do brinco que sumiu, do lençol que manchou com água sanitária.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Mas tem aqueles dias maravilhosos em que tudo dá certo, e que o futuro, tudo indica, vai ser melhor ainda do que o presente. É curioso que esses dias nunca têm a ver com um homem maravilhoso que você conheceu na véspera. Esse tipo de encontro não costuma trazer paz, e sim angústia, ansiedade, insegurança, taquicardia, aflição. Não, esses grandes momentos acontecem apenas com nós mesmos, na nossa mais profunda -solidão? Não, solidão não é a palavra certa. É um sentimento de você com você mesmo, que não é compartilhado com nenhum ser humano e que prova que, apesar do que dizem, ninguém precisa de ninguém para ser feliz de verdade. Para ir a um cinema, comer uma pizza, trocar uma idéia sobre as infidelidades públicas dos políticos americanos, até aí se vai. Mas para ser feliz mesmo, para se ser profundamente feliz, não se precisa de ninguém, e o que pode parecer uma tragédia para alguns, é uma liberação para outros.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Não que só você seja feliz o tempo todo, mas existem aqueles momentos em que se é totalmente feliz, e é aí que as coisas se complicam. Como nada é fácil, você começa com a culpa, claro. Como ser feliz com tanta gente sofrendo? E aí começa o medo, o grande medo, aquele de perder a felicidade que está sentindo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Para isso se apela para tudo: fazer uma aula de ginástica, tomar um tranqüilizante ou não fazer rigorosamente nada e ficar deitado na cama olhando para o teto, só sendo feliz e mais nada. Mas isso não dá porque os pensamentos não deixam, e a vontade é que aconteça alguma coisa que traga você de volta para o mundo imperfeito em que vive; a televisão quebrar já seria o suficiente. Ser infeliz é muito ruim, mas ser feliz é muito difícil.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7747557374328700235?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7747557374328700235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7747557374328700235' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7747557374328700235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7747557374328700235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/03/divina-danuza.html' title='Divina Danuza'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S6KmXmrBKZI/AAAAAAAAA4k/l7wtY3tzB8c/s72-c/danuza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-463473670543184680</id><published>2010-03-08T17:37:00.000-08:00</published><updated>2011-08-29T13:58:58.444-07:00</updated><title type='text'>Amanhã, talvez quem sabe...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S5Wf0sl5jvI/AAAAAAAAA4U/aUgTpniF8Ig/s1600-h/turbante.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S5Wf0sl5jvI/AAAAAAAAA4U/aUgTpniF8Ig/s320/turbante.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Engraçado este mundo virtual. Nele a&amp;nbsp;gente fala com gente que a gente conhece e&amp;nbsp;com quem não conhece, também. Faz amizade, estreita os laços, compartilha, se&amp;nbsp;encontra de uma maneira natural como se todos&amp;nbsp;fossem amigos de longas datas. Recebi um comentário de Dani. Fiquei curiosa para saber como&amp;nbsp;&amp;nbsp; havia chegado até aqui. Não demorou muito para&amp;nbsp;me contar que foi através do "Diários de Lisboa",&amp;nbsp;blog de uma fotógrafa portuguesa, onde deixei comentário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui me divirto,&amp;nbsp; conto histórias e dou rasteira na solidão. Fiquei quase um mês esperando&amp;nbsp;o computador vir do conserto. Corri uma lacuxia triste atrás de quem consertasse este bichinho. Quase fui extorquida em uma loja do Shopping Recife e desiludida em outras. Nesse meio tempo perambulei novamente pelas lans. Revi os meninos do Extra e Seu Eugênio, no Espinheiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que eu ache que conto histórias para passar o tempo, de vez em quando, me pego dando uma espiada nos comentários, pois. Sem dúvida, isso é a cereja do bolo. Já dá pra notar que o povo gosta mesmo quando conto sobre as coisas do meu coração inventado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chove comentários quando o texto descamba pra esse lado. Falar de coisas engraçadas não dá audiência. Na verdade, o drama ganha disparado da comédia.&amp;nbsp;Como aprendi fazer da tragédia uma comédia, quase sempre, agrado alguém com o meu ácido humor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo gostando tanto de escrever não tenho pretensão de transformar o Turbante em papel e tinta. Por uns tempos cheguei até pensar&amp;nbsp;nisso, depois vi que é deste jeito que gosto dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho&amp;nbsp;dois filhos jornalistas&amp;nbsp;e&amp;nbsp;preciosos amigos com&amp;nbsp;o mesmo ofício. Seria fácil pedir a um deles uma revisão, uma editada, uma ”orelha” ou uma apresentação. Tenho certeza que difícil seria escolher um dentre tantos. Fotos, formatação, ilustração e design&amp;nbsp;também não seria problema. Em casa, ligeirinho, aprontaria o Turbante para ganhar as prateleiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Botar a boca no trombone para anunciá-lo também seria moleza, para isso tenho os amigos da publicidade.&amp;nbsp;Arranjar patrocínio seria um passeio, para isso tenho amigos que não olham o lado direito do cardápio. Assim,&amp;nbsp;num piscar d'olhos&amp;nbsp;ele deixaria o mundo virtual para cair no esquecimento do real. Deus me livre e guarde dessa maldita hora. Perderia a graça e&amp;nbsp;não seria o mesmo sem a espiada&amp;nbsp;e a fala de vocês. Afasta de mim este cálice, Pai!&amp;nbsp;Basta de perdas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não sou rainha, posso voltar atrás tantas vezes queira. Houve um tempo em que estava certa&amp;nbsp;em reconstruir a mama. Fui ao médico, fiz todos os exames para a cirurgia e, na última hora, vi que de nada adiantaria o sacrifício. Desisti. Em vez de ir ao Português fui a Portugal, e não me arrependo. Aliás, essa&amp;nbsp;foi uma das decisões mais acertadas que tomei na vida. Chega de faz de conta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vez, da&amp;nbsp;noite para o dia, antecipei a volta de Lisboa. Tudo certo para esticar as férias e passar o carnaval por lá, endoidei o cabeção. Paguei os cem euros restantes e, em dois dias,&amp;nbsp;assisti os outros passageiros baterem palmas na aterrisagem. Hoje, o meu compromisso é com a vontade e&amp;nbsp;disso não abro&amp;nbsp;mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigação? &lt;br /&gt;Só com o trabalho e o pagamento dos credores. Depois das&amp;nbsp;lapadas&amp;nbsp;só faço o que me dá prazer. Ave Maria, já engoli muito sapo, muito jacaré e muito pirão indigesto. Agora chegou o tempo das delícias e entre elas está&amp;nbsp;esta conversa com quem conheço e com quem&amp;nbsp;&amp;nbsp;não conheço, também.&amp;nbsp;Transformar este prazer em papel hoje não me agrada. Por enquanto, o Turbante não sai do&amp;nbsp;imaginário. Amanhã, talvez quem sabe... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Com carinho, para Canto da Boca, Yvette, Magna,&amp;nbsp;Lousiana Lamour, Fernanda&amp;nbsp;Bergamo&amp;nbsp;e Dani, que&amp;nbsp; escrevem bem pra dedéu, e me incentivam com suas palavras!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://cantodaboca.blogspot.com/"&gt;http://cantodaboca.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://lisboadiarios.blogspot.com/"&gt;http://lisboadiarios.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://entrealgunsmundos.blogspot.com/"&gt;http://entrealgunsmundos.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://cafedasereia.blogspot.com/2"&gt;http://cafedasereia.blogspot.com/2&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-463473670543184680?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/463473670543184680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=463473670543184680' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/463473670543184680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/463473670543184680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/03/amanha-talvez-quem-sabe.html' title='Amanhã, talvez quem sabe...'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S5Wf0sl5jvI/AAAAAAAAA4U/aUgTpniF8Ig/s72-c/turbante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8180026041652843661</id><published>2010-03-02T12:39:00.000-08:00</published><updated>2010-03-31T21:06:37.323-07:00</updated><title type='text'>Amuse bouche</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S47F9FQ9UII/AAAAAAAAA4E/4XwbZ-J0ZiI/s1600-h/04[1].+Espuma+de+Batata+BarÃ´a+com+Zabaione+de+Alho-PorÃ³+e+Duxelle+de+Cogumelos.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S47F9FQ9UII/AAAAAAAAA4E/4XwbZ-J0ZiI/s400/04%5B1%5D.%2BEspuma%2Bde%2BBatata%2BBar%25C3%25B4a%2Bcom%2BZabaione%2Bde%2BAlho-Por%25C3%25B3%2Be%2BDuxelle%2Bde%2BCogumelos.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cinema para mim, ainda é a melhor diversão.&amp;nbsp;No último&amp;nbsp;fim de semana fui duas vezes. Na sexta, vi Invictus. Muita letra para pouco samba, como eu mesma costumo classificar as coisas que me decepcionam. Morgan Freemam e Matt Deamon encabeçam o elenco. Duas feras, garantia de uma boa película. Para completar o time, Clint Eastwood é o diretor. Ledo engano. O roteiro apequena Mandela, personagem central do filme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Dá uma tristeza a gente vê uma história tão rica ser contada de maneira tão pobre. Nenhum fato relevante na trajetória do grande líder foi mostrado.O fato real, ocorrido na África do Sul de 15 anos atrás, se parece tanto com a trama de um filme edificante que o diretor só teve o trabalho de encená-lo. Nele, dramatiza a maneira como Nelson Mandela fez uso político do Springboks, seleção nacional de rúgbi que era um ícone do Apartheid. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Eastwood volta a demonstrar a dificuldade de explorar grandes fatos históricos, já evidente em A Conquista da Honra, um de seus dois filmes sobre a II Guerra Mundial. O diretor desperdiça uma grande história em um filme convencional, limitado a personagens que se comunicam com frases de efeito em meio a súbitas intervenções da trilha sonora para acentuar o drama. A boa atuação de Morgan Freeman e Matt Damon sai prejudicada, pela fraqueza do roteiro. Mas quem sou eu pra criticar os três? Uma enxerida nata, sem dúvida! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cinema americano, na verdade, não é o meu fraco. Mas como sou insistente,&amp;nbsp;no domingo fui ver&amp;nbsp;"Simplesmente Complicado". Comédia ligeira com a fantástica Meryl Streep. O filme tem direção de Nancy Meyers, Steve Martin e Alec Baldwin como coadjuvantes. Uma delícia! Despretencioso, divertido, um sorvete de pistache num fim de tarde. Mesmo sendo "made in USA", adorei e recomendo.Morri de rir ao me ver em algumas cenas, sério! Sabe aquele casamento de classe média, três filhos (duas meninas e um menino), casa linda, família "de livro"? É este o pano de fundo. Mas não vou contar tudo, claro. Desse jeito não tem graça. Vão ver, vale a pena. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Hoje voltei à revisão semestral. Um catatau de exames, Ave Maria! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Arranjei um "personal" pra me dar uma força na academia. Detesto tudo que diz respeito à forma física. Ginástica, caminhadas, musculação, acho tudo sem graça. Mas, dessa vez a balança foi à estratosfera. Sangue de Cristo tem poder! Estou morrendo de medo de ter que deixar os meus "amouse bouche" preferidos. Não sei o que será de mim sem meus docinhos.&amp;nbsp;Dou uma andadinha, como dois brigadeiros;&amp;nbsp;levanto um pesinho, como uma pamonha quentinha com manteiga em cima; faço de conta que corro na Beira Rio, e tudo certo. Assim, vou levando a vida tentando manter a "garantia" que me foi dada num setembro medonho.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8180026041652843661?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8180026041652843661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8180026041652843661' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8180026041652843661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8180026041652843661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/03/amouse-bouche.html' title='Amuse bouche'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S47F9FQ9UII/AAAAAAAAA4E/4XwbZ-J0ZiI/s72-c/04%5B1%5D.%2BEspuma%2Bde%2BBatata%2BBar%25C3%25B4a%2Bcom%2BZabaione%2Bde%2BAlho-Por%25C3%25B3%2Be%2BDuxelle%2Bde%2BCogumelos.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7948420223165640138</id><published>2010-02-18T06:53:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T20:57:21.352-07:00</updated><title type='text'>Último regresso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S31RTYXYyXI/AAAAAAAAA18/UYfEiRVYwN8/s1600-h/tap-g.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="286" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S31RTYXYyXI/AAAAAAAAA18/UYfEiRVYwN8/s400/tap-g.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Juntou tudo. Fim de viagem e&amp;nbsp;carnaval, um cansaço só. Tudo certo pra voltar na&amp;nbsp;quarta de cinzas.Bateu uma vontade danada de passear pelas pontes, pelas ruas&amp;nbsp;enfeitadas, de ver gente que só encontro na maior festa desta cidade. Desci a Rua da Rosa e tomei o rumo da Liberdade com destino à TAP. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-Minha senhora, por favor, quanto custa para mudar a data de embarque?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-Oitenta euros. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-Então, veja aí qual a data mais próxima&amp;nbsp;com vaga para Recife?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-Daqui há dois dias, quarta-feira, 04 de fevereiro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-Então, pode trocar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;De lá, fui às Amoreiras almoçar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;No meio do caminho, senti que a velha enxaqueca me rondava. Mesmo assim, fui em frente. Não demorou muito para as “estrelinhas” aparecerem e a dor de cabeça encostar. Quando isso acontece, não tem alternativa. Quarto escuro, silêncio profundo e duas Neosas. Atarantada, tomei o primeiro táxi que vi pela frente. Das Amoreiras para o Bairro Alto é um pulo. Dá pra fazer a pé rapidinho. Mas quem aguenta andar com um mal estar desses? Ninguém, acredito. Assim, deixei tudo pra trás e segui no TX.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Finalmente, a Rua da Rosa. Dei uma nota de vinte euros e levei um baile. A corrida tinha dado quatro euros, apenas. Mesmo assim, não justificava a grosseria do taxista ante&amp;nbsp;à falta de dinheiro trocado. Aliás, o pior de Lisboa são os taxistas. Uns grossos, mal educados, despreparados para a função. Como não costumo levar desaforo pra casa e nem ser mal tratada, deixei a nota de vinte com a criatura e soltei uma piadinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;-Com o troco, compre um calmante, pá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Nem dei chance pra ouvir a resposta, subi as escadas correndo em busca de um quarto escuro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Tudo em Lisboa me encanta, menos os prestadores de serviço. Nas tascas eles também são grosseiros. Nesta mesma viagem tive o desprazer de pegar um táxi com as meninas às vésperas do Natal. Voltávamos das compras, exaustas, quando resolvemos&amp;nbsp;utilizar esse tipo de transporte. O cara circulou Lisboa inteira&amp;nbsp;certo de que nós eramos&amp;nbsp;turistas desavisadas. De nada adiantou Manu sugeri o caminho mais rápido. Além de nos engabelar na corrida, que custou três vezes mais, ainda nos disse uma saraivada de desaforos ao nos deixar em casa. Perdi o controle&amp;nbsp;e lhe mandei para o inferno. Subi indignada, pois!&amp;nbsp;Detesto quem se aproveita da boa fé dos outros, quem é “esperto” e muito mais ainda, quem pensa que é o dono da bola por estar no comando da ação. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Afora esses pequenos aborrecimentos,&amp;nbsp;amei os dois meses em Lisboa. Mesmo com frio e chuva, zanzei bastante. Matei a saudade, comi que nem uma abadessa e partilhei dias de contentamento com quem amo. Ri demais nos passeios de trem; na “roubada” de Sintra; na tasca de Cascais; na descida de Alfama&amp;nbsp;com&amp;nbsp;um indiano. Enfim, nem senti passar esse&amp;nbsp;tempo de puro encanto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Chegou&amp;nbsp;o dia do regresso. No aeroporto, Manu e Felipa dividiram comigo o último pastel de Belém (Tom estava na escola) da temporada. Entre abraços e lágrimas a gente se despediu, mais uma vez. Já no avião vi que&amp;nbsp;era&amp;nbsp;carnaval. Para não fugir à regra, as aeromoças (também prestadoras de serviço) nos cumprimentaram com a cara amarrada de sempre. Também, não era pra menos.&amp;nbsp;Gente saindo pelo ladrão,&amp;nbsp;barulho e malas de mão que mais pareciam conteiner.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Não acreditei quando vi uma criatura trocar de roupa em pleno vôo. De repente, ela&amp;nbsp;subiu&amp;nbsp;no&amp;nbsp;braço da poltrona, abriu o bagageiro e&amp;nbsp;puxou uma mala vermelha que, por um triz, não caiu sobre&amp;nbsp;a cabeça dos seus vizinhos.&amp;nbsp;Botou a bendita no chão e de lá&amp;nbsp;só não tirou&amp;nbsp;o Galo. Num segundo trocou a indumentária quente por um short envenenado, uma&amp;nbsp;frente única de gosto duvidoso, refez a maquiagem, tal e qual a comissão de frente da escola campeã do carnaval do Rio de Janeiro este ano.&amp;nbsp;Mágica,&amp;nbsp;nas nuvens.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Ao meu lado, outra figura&amp;nbsp;que&amp;nbsp;só falava em alemão. Vi logo que de alemão ela só tinha o marido,&amp;nbsp;pra variar,&amp;nbsp; um cafuçu triste. Era um vai e vem, um conversê, um frege daqueles. Não consegui dá um cochilo, sequer. Graças a Deus, aterrisamos. Na hora da esteira, outro rolo. Acho que trouxeram a Tour Eiffel, o Big Ben e toda Europa embrulhada pra presente. Para encontrar a minha mala no meio do frisson&amp;nbsp;deu trabalho. &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Lá fora, orquestra de frevo, maracatu, parentada e vizinhança em festa.Doidinha com tanto barulho, quase fiz o caminho de volta. Sinceramente, pra quem chega aqui pela primeira vez deve ser um tormento&amp;nbsp;aquela algazarra. Gosto de afetividade, de gente, de alegria, mas aquilo era a filial do inferno, sem tirar nem por.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Do carnaval, falo depois.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7948420223165640138?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7948420223165640138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7948420223165640138' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7948420223165640138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7948420223165640138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/02/ultimo-regresso.html' title='Último regresso'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S31RTYXYyXI/AAAAAAAAA18/UYfEiRVYwN8/s72-c/tap-g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-446938324885232115</id><published>2010-01-28T10:05:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T21:30:51.679-07:00</updated><title type='text'>Mouraria</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S2HRL17kBLI/AAAAAAAAA10/WT2-3F3Zc2M/s1600-h/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" mt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S2HRL17kBLI/AAAAAAAAA10/WT2-3F3Zc2M/s320/images.jpg" width="260" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Fui ver a mostra "Amália",&amp;nbsp;na Fundação Berardo. Luxo e riqueza! Super bem montada.&amp;nbsp;Simplesmente,&amp;nbsp;à altura da maior fadista de todos os tempos. Em compensação, decepcionante&amp;nbsp;a visita&amp;nbsp;à&amp;nbsp;Fundação&amp;nbsp;Amália. Desde a edificação&amp;nbsp;até&amp;nbsp;o formato da exposição do acervo, tudo arranjado.&amp;nbsp;Sabe aquela coisa "pega besta", é assim que eles apresentam a fadista. O espólio da&amp;nbsp;artista encontra-se, por vontade testamentária, à guarda da Fundação com o seu nome, que mantém aberta ao público a casa onde residiu, na Rua de S. Bento, em Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Acredito que as melhores peças&amp;nbsp;foram cedidas à Berardo, pois, tudo que&amp;nbsp;vi&amp;nbsp;por lá&amp;nbsp;é mavaravilhoso. O guarda- roupa dos&amp;nbsp;espetáculos, as fotos das turnèes,&amp;nbsp; vídeos, álbuns, filmes, tudo extremamente&amp;nbsp;preservado, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;segue a cronologia da carreira da cantora. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;São salas, salas e salas, uma coisa colossal. No fim, uma instalação&amp;nbsp;fantástica com bincos imensos em vinil colorido pendem do teto,&amp;nbsp;numa sala completamente negra, com a voz de Amália "à capela", ao fundo.&amp;nbsp;Uma coisa do outro mundo, literalmente. Fantástico! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Aproveitei e vi&amp;nbsp;uma mostra&amp;nbsp;sobre a mulher de hoje. Fotografia,&amp;nbsp;pintura, escultura e&amp;nbsp;vídeo.&amp;nbsp;Outra maravilha. Artistas&amp;nbsp;de todos os continentes&amp;nbsp;deixam a sua visão&amp;nbsp;sobre a mulher.&amp;nbsp;As fotos são lindas. Mulheres negras, brancas e amarelas lá estão mostrando a sua cara, o seu corpo e a sua angústia. Nada "bonitinho",&amp;nbsp;tudo muito&amp;nbsp;verdadeiro. Saí da Fundação, quase muda&amp;nbsp;de encantamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Continuo andando muito. Agora a chuva foi embora e&amp;nbsp;os dias são&amp;nbsp;lindos. Contudo, o frio é imenso,&amp;nbsp;mas nada que um bom mateaux não resolva. Tenho um antigo, comprei em Londres quando peguei&amp;nbsp;"menos quatro", num janeiro de férias&amp;nbsp;como este. Visto&amp;nbsp;a capa&amp;nbsp;e nada mais me incomoda. Botas, meias de lã e luva, me protegem nessas andadas. Já estou sentindo saudade da minha cama e do meu travesseiro.&amp;nbsp;Essas coisas de cheiro e forma que só os nossos&amp;nbsp;possuem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Agora faço&amp;nbsp;novamente os passeios lusitanos com&amp;nbsp;Naide, Angela, Mari e Rafa.&amp;nbsp;Outra delícia. A gente gosta das mesmas coisas e também tem o mesmo humor. Sintonia&amp;nbsp;finissima. O que já dei de risada&amp;nbsp;já pagou o meu bilhete de ida e volta.. Ontem, passeamos de teleférico na Expo sob o céu azul de Lisboa.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Quase morri de medo, as meninas aproveitaram a minha cara&amp;nbsp;de espanto e fizeram um filme engraçadissimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;Os "porqueirinhas" continuam lindos e&amp;nbsp;carinhosos. Acordar com eles junto a mim, é o melhor da festa. Até o carnaval fico por aqui certa de que *"tudo vale&amp;nbsp;à pena&amp;nbsp;se a alma não é pequena".&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;*Valeu a pena?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tudo vale a pena&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Se a alma não é pequena.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quem quer passar além do Bojador&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tem que passar além da dor.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deus ao mar o perigo e o abismo deu,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mas nele é que espelhou o céu.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;(Fernando Pessoa)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-446938324885232115?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/446938324885232115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=446938324885232115' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/446938324885232115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/446938324885232115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/01/mouraria.html' title='Mouraria'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S2HRL17kBLI/AAAAAAAAA10/WT2-3F3Zc2M/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8340511263525261389</id><published>2010-01-14T08:51:00.000-08:00</published><updated>2011-06-22T18:03:39.511-07:00</updated><title type='text'>Da Ladra aos cães</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S09HlLwvRTI/AAAAAAAAA1U/gakMIBcwKJ4/s1600-h/miradouro+da+gra%C3%A7a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S09MCJf6M4I/AAAAAAAAA1c/kNkAid9ywzw/s1600-h/6a00d83451681069e200e54f74ede98833-800wi+alfama.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S09MCJf6M4I/AAAAAAAAA1c/kNkAid9ywzw/s400/6a00d83451681069e200e54f74ede98833-800wi+alfama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Saudades do Turbante. Os porqueirinhas,&amp;nbsp;quebraram o meu escrivinhador à distância. Agora, somente metade da tela aparece. Mesmo assim, aos trancos e barrancos, vou tentar fazer milagres e mandar notícias desta Lisboa de mil encantos. Chuva e frio de verdade, daqueles que não dá sequer pra botar a cabeça na rua. Quando eles se escondem aproveito pra bater pernas rua abaixo, rua acima, ou melhor, ladeira abaixo, ladeira acima. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Aqui no Bairro Alto&amp;nbsp;faço praticamente tudo a pé. Tal e qual à Olinda Alta. A arquitetura é similar e o espírito do lugar é o mesmo. Muitos artistas moram por aqui. Daí, encontramos pelo caminho galerias de arte, lojas de material para desenho, pintura e floricuturas divinas, daquelas que a gente não consegue passar sem parar para olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Aqui mesmo na Rua da Rosa (corta o Bairro Alto inteiro. Começa ao pé da Bica do Calhariz e termina no Miradouro de São Pedro) esse tipo de comércio é intenso. Tem também muitas tascas, quitandas e até a escola pública do bairro onde Tom estuda. Estamos num sobrado de três andares, no último piso. O apartamento tem uma sacada que vai de um canto a outro&amp;nbsp;e&amp;nbsp;um gradil maravilhoso. Acredito que deva ser do início do século passado, 1900, 1900 e pouquinho. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Passada a confusão das festas de fim de ano quando a casa estava cheia e não havia hora para nada, tudo voltou ao que era antes. Crianças na escola, almoço em casa e&amp;nbsp;a&amp;nbsp;tarde para procurar novidades. Ora descemos a ladeira da Rua da Rosa no sentido da Bica do Calhariz para tomar o rumo do Chiado, ora no sentido do Miradouro de São Pedro para seguir o destino do Príncipe Real ou da Marquês de Pombal. Andando descobre-se coisas inusitadas em qualquer cidade do mundo. Por que seria diferente em Lisboa&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;pá?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sábado fomos à Alfama. Eu, Manu e as crianças. Tomamos o Elétrico 28 no Camões e, desde então, fomos nos deliciando com a paisagem e os passageiros. “Lisboa profunda” como falam por aqui. Descemos ao pé da Feira da Ladra. Como toda feira de antiques, brexós e afins muita coisa ruim e muita coisa boa, também. A vista para mim foi o melhor do passeio. O casario e o Tejo, um alumbramento à janela do "28"! Zanzamos entre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;as barracas em&amp;nbsp;cada lojinha&amp;nbsp;atrás de algo que nos encantasse. Adorei as roupas "vintage" e os brinquedos de&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;corda e lata, o xodó de Mana (que coleciona “para José”, na verdade, pra ela própria). Saímos com um patinho cor de rosa para Felipa e uma fome imensa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Subimos à Graça para o almoço na Mourisca, a tasca do Seu Santos. O dono, Seu Santos, é um português com mais ou menos a minha idade. Afável com as crianças e atencioso com os adultos. Comemos um “Bacalhau à Minhota” por sugestão dele. Altissímo, o peixe "nadava" no azeite guarnecido ("guarnecido" é ótimo) por batatas coradas e cebolas caramelizadas. Daqueles pratos&amp;nbsp;de lamber os beiços e agradecer aos céus por estar ali naquela hora. Para arrematar uma Crema Catalaña&amp;nbsp;e uma bica. Deu trabalho sair daquele paraíso de delícias com duas crianças à tiracolo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Uma das mais lindas vistas a do Miradouro da Graça, não podia passar em branco. Assim, fomos ao seu encontro. Fazia muito frio. Se não conduzissimos duas crianças teríamos nos sentado no quiosque para tomarmos um vinho apreciando Lisboa aos nossos pés. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Como ainda era cedo resolvemos voltar a pé para desfrutar a rara tarde de sol. No caminho as preciosidades do patrimônio cultural e natural de Alfama e da Baixa não nos deixaram sentir as ladeiras. Aqui e acolá alguém brincava com Tom e Felipa, que respondiam com um "olá".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Finalmente chegamos à Baixa, precisamente, à Rua Augusta. Muitos artistas de rua e figuras interessantes. Entre tantas&amp;nbsp;&amp;nbsp;me chamou a atenção uma mulher vestida de preto tal qual uma bruxa, empurrando um carrinho de bebê onde no lugar da criança havia um cachorro. Uma coisa estranha, bizarra, até. Atrás da criatura, uns cinco ou seis cachorros amarrados em um só fio que os conduzia a cintura da dona. Nesta altura, Manu aproveitou para dar uma olhada numa loja e me deixou com os meninos a ver as atrações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Haviam índios peruanos&amp;nbsp;com tambores, escocêses tocando gaita, gente que nem estátua, jovens e velhinhos bem trajados. De repente, o som de uma flauta chamou a nossa atenção. E não era a criatura dos cachorros que lindamente executava Jesus Alegria dos Homens, pois! De uma delicadeza rara ao levar o instrumento à boca. Ficamos ali&amp;nbsp;quase&amp;nbsp;hipnotizados pela melodia e o gestual daquela mulher medonha com unhas imensas e&amp;nbsp;negras da cor da sua roupa, igualmente sujas. Daí pra frente foi só fantasia na cabeça dos meninos e na minha, também. Já era quase noite quando chegamos ao Largo do Chiado para saborear uns doces em um café.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;É por essas e outas que bendigo a chance que me foi dada, a oportunidade de espiar as belezas e as contradições da vida com o mesmo encantamento&amp;nbsp;e&amp;nbsp;me alegrar com um passeio frugal em uma tarde de sábado&amp;nbsp; como essa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Com saudades, mando um beijo para cada um.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8340511263525261389?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8340511263525261389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8340511263525261389' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8340511263525261389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8340511263525261389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2010/01/da-ladra-aos-caes.html' title='Da Ladra aos cães'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/S09MCJf6M4I/AAAAAAAAA1c/kNkAid9ywzw/s72-c/6a00d83451681069e200e54f74ede98833-800wi+alfama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8759455526499508497</id><published>2009-12-28T15:37:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T21:33:47.974-07:00</updated><title type='text'>Gracias a la vida que me ha dado tanto!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Szk-c1bTH7I/AAAAAAAAA08/leYoc15ovhk/s1600-h/Imagem894.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Szk-c1bTH7I/AAAAAAAAA08/leYoc15ovhk/s320/Imagem894.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Szk-i73RiqI/AAAAAAAAA1E/IsD_TQCknXU/s1600-h/Imagem799.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Szk-i73RiqI/AAAAAAAAA1E/IsD_TQCknXU/s320/Imagem799.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Szk-oLuiAlI/AAAAAAAAA1M/2AwdOB5l5Qc/s1600-h/Imagem879.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Szk-oLuiAlI/AAAAAAAAA1M/2AwdOB5l5Qc/s320/Imagem879.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A Rua da Rosa fica no Bairro Alto, onde tudo se transforma à noite. Todas as ruas e becos fervem com&amp;nbsp;gente jovem vindo dos&amp;nbsp;quatro cantos&amp;nbsp;de Lisboa. De dia, uma rua igual a tantas outras nesta cidade cheia de encantos. O Bairro Alto é repleto de lugares descolados. Vizinho ao Príncipe Real, ao Chiado e a Baixa. Muitas galerias de arte, antiquários, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;cafés, tascas e pequenas lojas. Desta vez, tudo é feito a pé. Novamente, conheço outra Lisboa. A da noite, a dos lugares alternativos, e a dos artistas contemporâneos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Fui ao Pavilhão Chinês, um lugar incrível. Meio bar, meio café, meio museu, uma coisa de louco. Parecia que eu estava dentro de um filme. Várias salas abrigam coleções inusitadas. Soldadinhos de chumbo, porcelanas, chapéus, fotografias, aviõezinhos de guerra, lustres, uma coisa misteriosa, instigante, até. Fiquei na da Sinuca. Tomei o chocolate mais caro da minha vida, mas valeu a pena. Se der, ainda volto lá nesta temporada. Adorei. Agora, já sei me mexer pelas redondezas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Aqui&amp;nbsp;estou no céu. Só o frio que, de vez em quando, atrapalha as saídas. A festa de Natal foi animada, vieram amigos de Manu e Edson, e fomos até às quatro da manhã. Lisboa continua divina e maravilhosa. O apartamento do meninos é show de bola, antigão por fora e modernissimo por dentro. Ocupa um andar inteiro, e o acesso só por escadas (o patrimônio histórico não permite construção de elevadores nesse tipo de edificação). Além do sobe e desce das ladeiras, tem os degraus de madeira que me leva ao terceiro andar da Rua da Rosa, 220. Portanto, tenho feito muito exercício.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sexta-feira, fizemos uma farra. Saímos do cinema no Amoreiras e depois fomos jantar num restaurante italiano aqui mesmo no Bairro Alto. Chegamos às&amp;nbsp;três da manhã. Ri demais com Chico e Mana. Sábado, o passeio foi com os "porqueirinhas", na Serafina, um parque&amp;nbsp;imenso no ponto mais alto de Lisboa. No domingo, almoçamos numa tasca em Alfama. Depois do almoço, fomos ver a saída da São Silvestre de Lisboa, no Rossio. Andei bastante, e haja ladeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O saldão já começou, tudo, tudo mesmo, pela metade do preço. Continuo admirada com os preços de comida e roupas, muito mais barato do que no Brasil. Aqui, caro é aluguel e serviço. Amanhã vou ganhar o Chiado, bater pernas&amp;nbsp;rua abaixo, rua acima. Uma loucura!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Se não fosse o frio de matar, tudo estaria perfeito. Mesmo assim,&amp;nbsp;continuo dando “gracias a la vida”&amp;nbsp;nessas&amp;nbsp;manhãs geladas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* "Os Porqueirinhas" ( Tom, Felipa e José) na Serafina.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8759455526499508497?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8759455526499508497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8759455526499508497' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8759455526499508497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8759455526499508497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/12/gracias-la-vida-que-me-ha-dado-tanto.html' title='Gracias a la vida que me ha dado tanto!'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Szk-c1bTH7I/AAAAAAAAA08/leYoc15ovhk/s72-c/Imagem894.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2701499056587821001</id><published>2009-12-17T17:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-18T02:53:14.034-08:00</updated><title type='text'>Segunda Edição</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SyrWYsxpcHI/AAAAAAAAAzc/4hWzAJEnFvg/s1600-h/rua+da+rosa.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: right; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SyrWYsxpcHI/AAAAAAAAAzc/4hWzAJEnFvg/s400/rua+da+rosa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Breve&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Cartas Portuguesas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Segunda Edição&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=SQnwRB4bQPo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=SQnwRB4bQPo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Rua da Rosa, 220,&amp;nbsp;Bairro Alto- Lisboa/PT&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2701499056587821001?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2701499056587821001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2701499056587821001' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2701499056587821001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2701499056587821001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/12/e-hoje.html' title='Segunda Edição'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SyrWYsxpcHI/AAAAAAAAAzc/4hWzAJEnFvg/s72-c/rua+da+rosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-4184736559571897578</id><published>2009-12-15T08:52:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T21:35:09.765-07:00</updated><title type='text'>Abuelita</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sye9O1d0OSI/AAAAAAAAAzU/p8o50Y_aB_o/s1600-h/tempos_de_crianca.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sye9O1d0OSI/AAAAAAAAAzU/p8o50Y_aB_o/s640/tempos_de_crianca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Das doces lembranças da infância, guardo as das minhas avós. Duas mulheres diferentes. Juliana, a materna, veio de Portugal ainda menina. Forte, determinada, uma leoa na proteção da família. Gertrudes, a paterna,&amp;nbsp;era&amp;nbsp;da Mata Sul de Pernambuco.&amp;nbsp;Doce&amp;nbsp;&amp;nbsp;e firme&amp;nbsp;ao mesmo tempo. Gostava igualzinho das duas. Minha mãe trabalhava fora dois expedientes, e o meu pai vivia nas asas de um avião cortando o Brasil do Oiapoque ao Chui. Assim, eu e meus irmãos, passávamos parte dos dias da semana na casa de&amp;nbsp; Juliana, e o domingo na casa de&amp;nbsp;Tude. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Juliana&amp;nbsp;cozinhava divinamente, como&amp;nbsp;boa portuguesa que era. Até hoje lembro do gosto do rosbife mal passado, dos pastéis de festa, do cozido e das receitas com bacalhau. Todos os dias tomávamos sopa na hora do almoço (costume&amp;nbsp;que ela trouxe da&amp;nbsp;Serra da Estrela, do qual nunca abriu mão). A&amp;nbsp;sua casa&amp;nbsp;era impecável, não faltava flores nos vasos e a cozinha era&amp;nbsp;a melhor do mundo. Cheiro de infância pra mim é o da casa de vovó Juliana. Jasmineiro no jardim, Caramboleira no quintal, e panelas fumegando no fogão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Lá se comemorava tudo, e o Natal era primoroso. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Luzes na Acácia do portão, toalha e guardanapos de linho vermelho, velas acesas e boa música na radiola (lembro do móvel que era rádio e vitrola ao mesmo tempo). A mesa era um capítulo á parte. Dias e dias preparando as delícias para a&amp;nbsp;mais importante&amp;nbsp;ceia do ano. Naquele tempo tudo era feito em casa, do peru ao bolo de frutas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Afora o cardápio da noite, havia o do almoço do dia seguinte. Nem sei qual dos dois era o mais gostoso. Da véspera, apenas&amp;nbsp;bolos e doces eram servidos. Sei de cor os nomes das pessoas que frequentavam&amp;nbsp;a casa da Conde de Irajá, na Torre. Famílias inteiras eram convidadas para essas comemorações, e, muitas delas, também tinham origem lusitana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sem dúvida, vem de lá o meu gosto pela&amp;nbsp;casa cheia&amp;nbsp;e pela boa&amp;nbsp;música (meus tios tocavam&amp;nbsp;piano em quase todas as festas). Até onde a memória me leva só vejo alegria na casa de vovó Juliana. Depois que ela se foi,&amp;nbsp;vitimada por um AVC, nunca mais a casa foi a mesma. Minhas tias&amp;nbsp;até&amp;nbsp;tentaram manter a tradição das festas, mas sem ela não havia graça. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Gertrudes tinha mãos de fada. Costurava e bordava caprichosamente. Do mesmo jeito que não se comprava comida pronta nos anos cinquenta, também, não se comprava roupa feita para&amp;nbsp;criança.&amp;nbsp;As nossas&amp;nbsp;de “sair” eram&amp;nbsp;costuradas por ela. Da calcinha de cambraia delicada com bico francês nas pernas ao vestido de fustão de cordãozinho&amp;nbsp;bordado em&amp;nbsp;casa de abelha, tudo passava pela delicadeza das&amp;nbsp;suas mãos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Na sua casa não havia festa como na&amp;nbsp;de Juliana. Lá, apenas os almoços de domingo para reunir filhos e netos. Talvez, por ela ser viúva. Naquele tempo as mulheres sem marido eram circunspectas e vivam o luto pelo resto da vida. Mesmo assim, a sua casa era linda. Móveis deco, porcelana à mesa e doçaria de engenho me transportava às histórias que&amp;nbsp;ela contava, depois da sobremesa,&amp;nbsp;com sua voz mansa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Com ela aprendi o gosto pela leitura e apurei o olho para as coisas do vestuário.&amp;nbsp;Posso dizer que era elegante em tudo. Falava baixinho e manejava os talheres com uma delicadeza que até hoje não esqueço. Quando eu tinha seis anos fui passar uma temporada com ela&amp;nbsp;na casa da&amp;nbsp;sua única filha, minha tia, em Salvador.&amp;nbsp;Vida de princesa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Vovó Tude passou seus últimos dias na nossa casa (papai era o caçula de seis filhos) acometida de Alzeheimer. Partiu do mesmo modo que viveu, sem alarde. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Dessa mistura herdei a alegria de viver, a&amp;nbsp;força para proteger, a determinação para encorajar e o amor mais delicado para acarinhar meus&amp;nbsp;filhos e os seus, meus&amp;nbsp;netos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para&amp;nbsp;Tom, Felipa e José&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-4184736559571897578?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/4184736559571897578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=4184736559571897578' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4184736559571897578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4184736559571897578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/12/abuelita.html' title='Abuelita'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sye9O1d0OSI/AAAAAAAAAzU/p8o50Y_aB_o/s72-c/tempos_de_crianca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-6014416803192781407</id><published>2009-12-09T21:53:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T21:36:02.616-07:00</updated><title type='text'>Recorte, Pinte e Cole</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SyB6-VwUHFI/AAAAAAAAAyo/eA7mnmjE_Zg/s1600-h/arvore-de-natal-pintar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SyB6-VwUHFI/AAAAAAAAAyo/eA7mnmjE_Zg/s400/arvore-de-natal-pintar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Já estou na contagem regressiva. Só faltam dez dias pra gente abrir as asas e seguir o rumo de Lisboa. Agora, o destino é o Bairro Alto. Não penso em mais nada, amanheço e anoiteço com essa viagem na cabeça. Por onde passo arranjo alguma coisa para por na mala. Daqui a pouco ela vai e eu fico. A programação já está feita. Quando a gente chegar vai direto almoçar numa tasca vizinha ao apartamento da Família Rosas, que fica na Rua da Rosa. Depois, o melhor da festa. Abrir as malas e conversar até por&amp;nbsp;o assunto em dia (como se isso fosse possível numa família novidadeira). Afinal, todo tempo é pouco pra gente&amp;nbsp;matar a saudade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nessas andanças pré natalinas o que tenho visto de decoração esquisita não está escrito no Céu de Suely. Minha gente me responda por favor: Por que danado se escolhe o que existe de mais brega no mundo para anunciar o Natal? É um mar de coisa feia, chega até&amp;nbsp;dar uma aflição. De onde tiraram&amp;nbsp;essa idéia de que, necessariamente, tem que ter neve, chalé e bonecos encapuzados para dizer que é Natal? Nos shoppings até se entende, pois copiam o modelo americano. Mas na&amp;nbsp;cidade do Recife é inadmissível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não acreditei quando vi o outdoor ao pé da Ponte Giratória. Um horror! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Antes de identificar o nome da Prefeitura assinando a&amp;nbsp; peça publicitária, pensei que se tratava de propaganda de panetone. Além das lampadinhas contornado o "FELIZ NATAL", tem&amp;nbsp;árvore piscante, laços, bolas, velas, as Lojas Americanas inteirinha pendurada no tal maracatu natalino. Por um triz, não bati com o carro tamanho o susto que levei. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Continuei o caminho prestando atenção na&amp;nbsp;decoração. Nas pontes que ligam o Bairro do Recife a Santo Antônio, outra tragédia. Cada uma com um “enfeito” mais feio do que o outro. E o que é pior, sem unidade, ou seja, sem a mesma linguagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não sei se a Buarque de Macedo ou a Maurício de Nassau (sempre confundo as duas) está tal e qual a propaganda da Varig (aquela&amp;nbsp; das estrelas azuis e&amp;nbsp;da canção que dizia: “Estrelas da América do Sul iluminado de Norte a Sul, mensagens de amor e paz, nasceu Jesus, chegou o Natal... Papai Noel voando a jato pelo céu trazendo um Natal de felicidade&amp;nbsp;e um Ano Novo cheio de prosperidade. Varig, Varig, Varig.). Poluição&amp;nbsp;maior&amp;nbsp;só&amp;nbsp;a das águas do Capibaribe, pela luz divina! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sigo em frente e encontro a Praça da República. Outro susto! Agora, é o cenário&amp;nbsp;dos filmes&amp;nbsp;"Nemo e o Natal"&amp;nbsp;ou&amp;nbsp;"Gasparzinho, o Fantasminha Reciclado". Você escolhe. Anêmonas, Águas Vivas, Estrelas do Mar,&amp;nbsp;brancas, lânguidas, balançam em árvores como&amp;nbsp;&amp;nbsp; num festival de mal assombros. No meio de tudo, a fonte jorra água em direção a esse céu de espanto. Pela manjedoura do Menino Jesus,&amp;nbsp;de&amp;nbsp;onde&amp;nbsp;saiu isso?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ainda sem acreditar no que vejo, cruzo a praça e esbarro no Campo das Princesas.&amp;nbsp;Jesus, Maria, José (três vezes)! Luz&amp;nbsp;e Cor para&amp;nbsp;a Quaresma, deve ser o título&amp;nbsp;dessa estação. Desce&amp;nbsp;lâmpada&amp;nbsp;dourada, sobe lâmpada&amp;nbsp;azul. Outras verdes, roxas e&amp;nbsp;liláses&amp;nbsp;contornam as janelas e sacadas do palácio dando a impressão de&amp;nbsp;que ali mora o Drácula. Do outro lado da praça,&amp;nbsp;o Teatro de Santa Isabel e, em frente, o Palácio da Justiça, ambos,&amp;nbsp;apagados. Nesta altura,&amp;nbsp;pensei: Ainda bem, se estivessem acesos poderia ser pior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Boquiaberta, encontro as três pontes que ligam Santo Antônio à Boa Vista. A primeira, a Princesa Isabel,&amp;nbsp;&amp;nbsp;logo após o Palácio das Princesas, ostenta imensos&amp;nbsp;abajour iluminados&amp;nbsp;de cabeça pra baixo, um em cada&amp;nbsp;poste; a segunda,&amp;nbsp;Duarte Coelho,&amp;nbsp;que leva à Av.&amp;nbsp;Conde da Boa Vista, ainda não havia sido “enfeitada” e, a terceira, a da Boa Vista (pra mim a mais bonita da cidade), que&amp;nbsp;une a Rua Nova&amp;nbsp;à Imperatriz, lembra a Páscoa com seus peixinhos multicoloridos. Sem comentários, ante à&amp;nbsp;Tabajara Christmas Decorations.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para completar a bizarra “enfeitação” só faltava mesmo&amp;nbsp;trazer o Galo da Madrugada vestido&amp;nbsp;de Papai Noel,&amp;nbsp;lhe emprestar uma&amp;nbsp;sombrinha verde e vermelha coberta com bolinhas de isopor (para&amp;nbsp;dar impressão que aqui também&amp;nbsp;&amp;nbsp;neva,&amp;nbsp;apesar&amp;nbsp;do termômetro marcar 32 graus&amp;nbsp;nesta época do ano) e&amp;nbsp;chamar a banda pra&amp;nbsp;tocar na Guararapes Jingle Bell em ritmo de frevo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Imagino a fábula que a gente deve ter pago por&amp;nbsp;essa&amp;nbsp;parafernália de gosto duvidoso. Não precisa inventar, minha gente. Natal é luz, nada mais do que&amp;nbsp;isso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Viva Zé Pimentel e o seu Natal Carnavalizado de alguns anos atrás! Pelo menos de&amp;nbsp;Cristo ele entende.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SyB6l-Z8yHI/AAAAAAAAAyg/rIBynnvcM_I/s1600-h/arvore-de-natal-pintar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-6014416803192781407?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/6014416803192781407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=6014416803192781407' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6014416803192781407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6014416803192781407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/12/recorte-pinte-e-cole.html' title='Recorte, Pinte e Cole'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SyB6-VwUHFI/AAAAAAAAAyo/eA7mnmjE_Zg/s72-c/arvore-de-natal-pintar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2380582557782216875</id><published>2009-12-07T15:44:00.000-08:00</published><updated>2010-03-31T21:16:53.380-07:00</updated><title type='text'>*Metade gente e metade cavalo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sx2B1C8b9JI/AAAAAAAAAyY/mNdZgR7ZrhE/s1600-h/bolo+com+velas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sx2B1C8b9JI/AAAAAAAAAyY/mNdZgR7ZrhE/s400/bolo+com+velas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não sou chegada&amp;nbsp;nessa história de marco, de tempo, de emoções programadas. Pra fazer festa e encontrar quem&amp;nbsp;gosto não precisa ser aniversário. Vera floriu a casa para me presentear. Tomamos café da manhã juntas como de costume e, evidentemente, comentamos sobre a data.&amp;nbsp;Ela&amp;nbsp;floriu a casa porque sabe que isso me agrada. Fiquei contente, claro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Os mais próximos vieram ao cair da tarde&amp;nbsp;para dar seu abraço. Senti falta dos “porqueirinhas” e de Manu. De manhã cedinho eles cantaram parabéns na tela do computador. Essa distância dói.&amp;nbsp;Gosto de abraçar, beijar e de sentir o cheiro de cada um. Infelizmente, isso ainda&amp;nbsp;não dá pra fazer virtualmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;João estava como nunca. O seu humor evidencia sua origem. Somos assim, fazemos graça das coisas que nos marcam. No meio do riso&amp;nbsp;ele perguntou: “Tá curada, né mãe?” Vi o medo nos seus olhos e, mais uma vez, respondi com a verdade. Dos três ele é quem mais indaga&amp;nbsp;sobre minha saúde. As meninas pouco tocam nesse assunto&amp;nbsp;por saberem mais de mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Dois dias de cama é sinal de que a imunidade está baixa. Vivo pendurada no cartão amarelo, assim, sou atenta, não dou vacilo. Não&amp;nbsp;quero levar o vermelho, ainda é muito cedo.&amp;nbsp;Fui à médica&amp;nbsp; pensando na pergunta de João. Ah, os homens! Práticos, diretos, sem firulas. Gosto dessa espontaneidade do meu filho. Com ele não tem meio termo, é calça de veludo ou bunda de fora. É geminiano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;No dia em que recebi o diagnóstico, nada foi mais forte do que o seu inconformismo ante a constatação de que eu estava doente. Por mais que tentasse disfarçar vi a indignação estampada no seu rosto. Ele me comove sempre. Talvez, seja quem mais aprendeu fazer da tragédia uma comédia. Nessas horas, usa com maestria essa tradição familiar e fica lindo rindo sem querer chorar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Rimos a noite inteira, comemos bolo trazido por Mana, abrimos os presentes e falamos na viagem (nosso assunto preferido nas últimas semanas). Ás dez da noite todos se foram e a casa voltou a&amp;nbsp;ficar vazia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Em silêncio, ao guardar o que sobrou do bolo que acabamos de&amp;nbsp;&amp;nbsp;partilhar, enfiei o dedo que nem criança na última fatia,&amp;nbsp;e fiz um único pedido: Neste novo ano eu só quero um&amp;nbsp;grande amor por mim mesma... para que eu seja sempre minha maior aliada;&amp;nbsp;para que o meu amor seja o instrumento de concretização dos meus desejos; para que a minha fé seja sempre a força que transpõe os obstáculos; para que&amp;nbsp;esse amor&amp;nbsp;seja o encontro da&amp;nbsp;verdade e da felicidade maior que é me&amp;nbsp;aceitar como&amp;nbsp;sou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Abri os olhos e...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;tenho sessenta&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;anos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;*&lt;em&gt;Ser De Sagitário&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QGSVds_sb9w&amp;amp;feature=fvw"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=QGSVds_sb9w&amp;amp;feature=fvw&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2380582557782216875?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2380582557782216875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2380582557782216875' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2380582557782216875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2380582557782216875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/12/metade-gente-e-metade-cavalo.html' title='*Metade gente e metade cavalo'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sx2B1C8b9JI/AAAAAAAAAyY/mNdZgR7ZrhE/s72-c/bolo+com+velas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-792916397413432251</id><published>2009-11-26T16:08:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T21:38:36.824-07:00</updated><title type='text'>Resumo da Ópera</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sw8Tuwsyy6I/AAAAAAAAAyQ/RrH2cft9StI/s1600/MALA+COM+URSINHO.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sw8Tuwsyy6I/AAAAAAAAAyQ/RrH2cft9StI/s400/MALA+COM+URSINHO.bmp" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Cantar, dançar e representar ao mesmo tempo é o que tenho feito nos últimos dias. Correria danada pra deixar tudo em ordem. Fechar casa e contas por dois meses demanda trabalho. Porém, não me sinto cansada. Quando há motivação, contentamento, metade está pronto. Repito sempre esse mantra em ocasiões semelhantes para não estressar. Desse jeito não desanimo e vou tocando a vida conforme ela se apresenta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não sei&amp;nbsp;&amp;nbsp;pra que juntar tanta tralha? Já me livrei de um monte, mas... a casa continua apinhada. São móveis, utensílios, papéis de todos os gêneros, livros, elétros, pano, troço que não acaba mais. Depois que a vida mudou quase tudo perdeu o sentido. Pra que tanta louça, talheres, toalhas e copos se não dou mais festas? Pra que tanta roupa, sapatos e acessórios se não frequento os lugares de antes? Só pra lembrar e dar trabalho,&amp;nbsp;pois.&amp;nbsp;Juntar, amealhar, nunca foi o meu forte. Quando compro uma roupa dou outra do armário. Tenho como costume dar o que já cumpriu sua função. Contudo, não consigo me livrar das coisas que contam história. Talvez, por ser assim, fui escolhida para ser a guardiã desse acervo afetivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Tudo começou quando minha mãe morreu e a nossa casa de origem foi desfeita. Nesse tempo eu já morava no meu canto e Manoella era um bebê. Ante&amp;nbsp;à desarrumação da família com a partida inesperada de mamãe, a gente resolveu mudar o cenário indo morar todo mundo junto numa nova casa. Com meu pai e meus irmãos veio tudo da antiga morada. Num estalar de dedos lá estava eu administrando uma família. Fizemos uma casa linda para alegria voltar, e ela voltou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Todos os sábados a gente armava a mesa de pocker embaixo da mangueira para papai receber os amigos. Meu irmão, sempre animado, trazia a moçada da faculdade para tocar violão depois da praia. Minha irmã, ainda uma menina, enchia o quintal com outras meninas para pular corda, jogar volei e fazer piruetas em um tatame improvisado (ela era exímia ginasta, dava salto mortal e pulava estrela). No meio de tudo os brinquedos de Manu denunciavam&amp;nbsp;que ali também morava uma criança de colo. Passamos quase dois anos dividindo&amp;nbsp;café da manhã, almoço e ceia. Foi o tempo da adaptação à ausência de mamãe.&amp;nbsp;Foi ela&amp;nbsp;quem nos ensinou&amp;nbsp;fazer da tragédia uma comédia. Nas horas tristes lembrávamos do seu&amp;nbsp;humor inteligente para&amp;nbsp;o riso substituir as lágrimas. Meu pai casou novamente e meus irmãos seguiram os seus destinos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nova vida para todos, menos pra mim. Nessa altura, já acostumada com o alvoroço, senti&amp;nbsp;falta quando eles se foram. Ninguém levou nada. Até as roupas de cama, mesa e banho deixaram comigo.&amp;nbsp;Logo depois, aconteceu a maior cheia desta cidade, e muita coisa foi embora com as águas. Grávida da segunda filha resolvi voltar a morar na nossa casa de origem. Fiz uma reforma e a danadinha ficou um brinco. Germana nasceu lá. Passei dois anos até mudar para aquele apartamento perto do céu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nas Graças, nasceu João. Não vou contar da temporada no paraíso para não correr o risco de sair daqui voando até a outra margem do rio em busca do que não mais existe. Mesmo assim, não posso deixar passar em brancas nuvens o ano do incêndio. Tenho certeza de que quem morava ou ainda mora nas cercanias, jamais esquecerá a noite de 11 de agosto de 1981,&amp;nbsp;que dirá&amp;nbsp;eu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nessa data se comemora a fundação dos cursos jurídicos no Brasil. Feriado para quem exerce função pública ou privada na justiça. Aproveitando a folga, fui ao dentista.&amp;nbsp;Mal botei os pés em casa,&amp;nbsp;esta pegou fogo.&amp;nbsp;Lembro da roupa que usava e&amp;nbsp;da agonia que senti quando o bombeiro me perguntou quantos filhos eu tinha e onde eles estavam naquele momento. Depressa fui em busca dos três. Para meu desespero&amp;nbsp;só encontrei os dois menores. Surtei de vez. Apagou da&amp;nbsp;mente que a maior estava na escola, ansiosa, ante a minha demora. Depois de vê-la pela mão de um vizinho, que fez a caridade de ir buscá-la, dei de ombros para o estrago feito pelas chamas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Dessa vez, literalmente, não sobrou pedra sobre pedra. Dá pra imaginar o salseiro nas imediações. A barulheira era grande. Bombeiros, polícia e até o pessoal do rádio e TV estava lá.&amp;nbsp;Descobri naquela noite&amp;nbsp;que gente é o bem mais precioso que&amp;nbsp;há no mundo. Pouco importava saber o que sobrara da trela memorável dos meninos (por um descuido meu os dois menores resolveram&amp;nbsp;"fumar" um cigarro jogando os palitos de fósforos, ainda acesos, em um tapete de coxim). Ali também&amp;nbsp;descobri&amp;nbsp;que sou uma mulher de sorte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mesmo sem lenço nem documento( queimou tudo, da carteira de identidade à lata de leite Moça, que virou doce sem ir à panela) levantei as mãos para os céus em agradecimento por todos estarem sãos e salvos. Ninguém sofreu um arranhão sequer. Nem os meninos nem os vizinhos. Providências tomadas por quem de direito, nos vimos apenas com a roupa do corpo. Eu, ele e as crianças. Passamos quase seis meses na casa das minhas tias. Refizemos tudo e voltamos para lá no natal do mesmo ano. Daí pra frente vi que tudo é passageiro&amp;nbsp;e que de nada adianta chorar as pitangas nessas horas. Deixar a poeira assentar é a saída. Hoje&amp;nbsp;arrumo malas, caixas e&amp;nbsp;gavetas, pensando&amp;nbsp;na transitoriedade das coisas da vida,&amp;nbsp;certa de que&amp;nbsp;“não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para Geórgia,&amp;nbsp;com alegria!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-792916397413432251?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/792916397413432251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=792916397413432251' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/792916397413432251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/792916397413432251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/11/resumo-da-opera.html' title='Resumo da Ópera'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sw8Tuwsyy6I/AAAAAAAAAyQ/RrH2cft9StI/s72-c/MALA+COM+URSINHO.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8857541921613376326</id><published>2009-11-12T12:55:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T21:39:52.553-07:00</updated><title type='text'>Calado é um Poeta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SvxzGzqNk-I/AAAAAAAAAyI/8ZxfZuNcI-Q/s1600-h/caetano-veloso.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" sr="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SvxzGzqNk-I/AAAAAAAAAyI/8ZxfZuNcI-Q/s400/caetano-veloso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nenhuma dúvida quanto à liberdade de expressão. A gente pode e deve dizer o que pensa, opinar, criticar e até discordar.Vivemos numa democracia, evidentemente. Agora, tem que sustentar o pescoço e assumir o que diz. Esse negócio de morde e assopra não é comigo. Se não tem raça para segurar a onda, feche o bico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Toda vez é a mesma&lt;/span&gt; lenga lenga. O moço diz o que quer sobre quem bem quer pra depois mandar cartinhas desaforadas, dando piti, chorando o leite derramado. Sempre foi assim. Lembro de uma vez em que ele ficou puto por conta de um comentário pouco elogioso sobre a sua pessoa no NY TIMES. Esbravejou contra a jornalista americana no programa de Jô. Eu vi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O rapaz sossegado, manso no cantar, irrepreensível poeta, virou uma criatura escandalosa, histérica, depois que a prata cobriu&amp;nbsp;os caracóis&amp;nbsp;do seu cabelo. Do mesmo jeito, agora, depois da entrevista no Estadão (onde disse o que bem quis dizer), solta os cachorros por conta da repercussão desfavorável da sua fala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não posso desmerecer o poeta, o intérprete maravilho,&amp;nbsp;porém, isso não o qualifica para se achar acima do bem e do mal.&amp;nbsp;Sair por aí destilando preconceito pra tudo quanto é lado,&amp;nbsp;é o que ele&amp;nbsp;tem feito ultimamente&lt;em&gt;&lt;strong&gt;:“Marina é Lula e Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro”.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Essa postura não combina com o artista.&amp;nbsp;Desde que virou produto, perdeu o encanto. Infelizmente! Todo mundo sabe que ele bajulou o “home” na esperança de ser Ministro da Cultura em substituição a Gil. Não vingou. Desde então ficou zangado.&amp;nbsp;Em quase todas as ocasiões em que se apresenta, não perde a oportunidade para desqualificá-lo.&amp;nbsp;Depois, quando vê que pisou na bola; que o povo não gostou,&amp;nbsp;faz beicinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Caetano se julga o gênio da raça, o supra-sumo da cultura mestiça brasileira, o sol da Tropicália, o sabe-tudo que, de tão sabedor, pode desprezar os incultos da pátria. Blasé por desejo divino e necessidade. O poeta se julga mais poeta porque inventa coisas enigmáticas que o povo não compreende? Qual seria, então, o conceito caetanista de analfabetismo? E o que seria "saber falar" para quem se lixou aos montes para a regra, tão afeito à subversão das formalidades da língua? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Talvez o que incomode Caetano seja justamente a inteligência de Lula, sem verniz, sem laços, fitas e rimas. O pernambucano comunica-se, transmite a mensagem e, mais que isso, faz de sua locução uma poderosa arma de transformação. Lula, para completar, é autêntico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Talvez "cafona" seja a palavra mais cafona da língua. Perceba-se: somente cafonas e afetados a utilizam. Como diria um grande amigo, se vivo fosse: "Ah, faça-me o favor!" Esse negócio de dizer que Lula é analfabeto, rude e cafona já perdeu a graça, mano Caetano. Conta outra pra tudo voltar a ficar *Odara, vai!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“Lula chega à hierarquia máxima do teatro, a que corresponde ao papa no catolicismo: o palhaço. Tem a extrema sabedoria de saber rir de si mesmo. Lula é um escândalo permanente para a mente moralista do rebanho. Um cultivador da vida, muito sabido, esperto. Não é à toa que Obama o considera o político mais popular do mundo. O Brasil é hoje um país de poesia de exportação como sonhava Oswald de Andrade, que no Pau Brasil, o livro mais sofisticado, sem igual brazyleiro canta:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vício na fala&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra dizerem milho dizem mio&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pra melhor, dizem mió&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para telha, dizem teia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para telhado, dizem teiado&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E vão fazendo telhado."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Zé Celso, Ator e Diretor de Teatro)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/10/o-pais-da-tropicalia/#more-38213"&gt;http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/11/10/o-pais-da-tropicalia/#more-38213&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091110/not_imp463801,0.php"&gt;http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091110/not_imp463801,0.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;*ODARA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Origem:HINDU&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Significado:PAZ, TRANQUILIDADE.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Para Guilherme,&amp;nbsp;um&amp;nbsp;apaixonado pela mana do moço, a discreta Bethânia! &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8857541921613376326?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8857541921613376326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8857541921613376326' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8857541921613376326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8857541921613376326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/11/calado-e-um-poeta.html' title='Calado é um Poeta'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SvxzGzqNk-I/AAAAAAAAAyI/8ZxfZuNcI-Q/s72-c/caetano-veloso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-5368041461505344614</id><published>2009-11-04T12:13:00.000-08:00</published><updated>2010-03-20T22:15:36.028-07:00</updated><title type='text'>Do maiô ao mantô</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SvHcur0BqbI/AAAAAAAAAxw/KkUdL6QBS7c/s1600-h/ver%C3%A3o+e+inverno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SvHg06QSSiI/AAAAAAAAAx4/uge5u_Ta53g/s1600-h/ver%C3%A3o+e+inverno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SvHhD8PhTfI/AAAAAAAAAyA/5Jx5BrD0_ik/s1600-h/ver%C3%A3o+e+inverno.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SvHhD8PhTfI/AAAAAAAAAyA/5Jx5BrD0_ik/s400/ver%C3%A3o+e+inverno.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;E lá vou eu, novamente, atravessar o Atlântico. Mana, Chico, José e Mira, também vão. Pela primeira vez, Tom e Felipa vão estar juntos ao primo José (quando eles partiram José tinha apenas dez dias de nascido). Já estou imaginando a árvore de Natal que vou armar para os três. Daqui pra lá não&amp;nbsp;consigo pensar em outra coisa. Já comecei a comprar os mimos. Na sacola já estão as asas de borboleta, a coroa de princesa e um vestido para Felipa. Para Tom, uma camiseta de mangas compridas com uma nave espacial na frente, e um livro. Até o dia 18 de dezembro a mala vai estar sortida de roupinhas, brinquedos, açúcar e afeto.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Por enquanto, caminho e fecho a boca para chegar elegante. O frio vai ser de matar. Preciso entrar nos casacos sem parecer uma Mamãe Noel Tropical. Então, a regra é comer pouco e andar muito. Já encomendei à Manu o figurino da temporada. Adoro sobrepor roupas. Nada como um mantô e uma pashimina pra gente se sentir a dona do pedaço. É email pra lá e pra cá todos os dias. Se eu pudesse e se o meu dinheiro desse, levaria tudo que eles gostam e muito mais.&amp;nbsp;Mesmo que a imigração confisque, o bolo de rolo, o de noiva e o queijo do Reino vão seguir a&amp;nbsp;viagem comigo. Disso não abro mão desde o tempo em que ela morava em Londres. Natal sem esses agrados não tem graça. Afinal, a gente se junta mesmo é para se deliciar com esses sabores de infância seja&amp;nbsp;lá ou aqui. Todos os anos faço uma mesa de Natal igual a da casa da minha avó Juliana. Pastéis de festa açucarados e queijo do Reino não podem faltar,&amp;nbsp;pois!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nunca imaginei comemorar meus sessenta anos fora de casa. Aniversário pra mim só na nossa&amp;nbsp;sala, com&amp;nbsp;louça,&amp;nbsp;copos e talheres do nosso armário.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Para os mais chegados,&amp;nbsp;claro.&amp;nbsp;Não gosto de festão&amp;nbsp;em buffet e muito menos em salão de prédio. Acho impessoal, sem charme. No item “comemoração” sou chata, reconheço. Se é para fazer festa grande, use a imaginação e escolha lugares que se identificam com você. Dou um&amp;nbsp;panetone a quem lembrar de alguma festa interessante nesses lugares envidraçados. Para mim são todas iguais. Do cardápio à música. Muita letra para pouco samba, sempre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mais uma vez, posso dizer que o mundo girou para me fazer feliz. Por incrível que pareça, depois de tudo, me sinto muito mais inteira de que quando eu era de fato. Nada me falta. Nem mesmo saúde, como muitos pensam. Tenho disposição para dar e emprestar. Desde o malfadado câncer nunca mais&amp;nbsp;fiquei de cama.&amp;nbsp;Ando léguas se for preciso ir atrás daquilo que me faz contente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;No final de semana passado fui de Serrambi à Toquinho pela praia. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;De vez em quando, um mergulho naquele mar absurdo de lindo para agradecer ao céu o desmantelo da natureza. Chapéu desabado sobre à cabeça, óculos escuros e muito protetor solar. Desse jeito fico de molho&amp;nbsp;na água morna até os dedos das mãos enrugar. Pois é, até meados de dezembro sol, cerveja geladinha, peixe e camarão frescos comprados na porta. Daí em diante, frio, chocolate quente, pastéis de Belém, açordas, tostas e a deliciosa cozinha de Edson.&amp;nbsp;Afora todos esses prazeres, em janeiro chegam Naide, Angela, Rafa e Mari&amp;nbsp;pra gente bater pernas.Tejo abaixo Douro acima, até&amp;nbsp;o carnaval chegar. Reclamar do quê? De nada. De absolutamente, nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nessa pisada vou aos noventa, de dedos cruzados, aproveitando tudo.&amp;nbsp;Seja inverno&amp;nbsp;ou&amp;nbsp;verão. Não é a toa que moro num edifício chamado Quatro Estações&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Viva eu&amp;nbsp;e viva tu e&amp;nbsp;viva&amp;nbsp;o rabo do tatu!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-5368041461505344614?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/5368041461505344614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=5368041461505344614' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5368041461505344614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5368041461505344614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/11/do-maio-ao-manto.html' title='Do maiô ao mantô'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SvHhD8PhTfI/AAAAAAAAAyA/5Jx5BrD0_ik/s72-c/ver%C3%A3o+e+inverno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-6475653273190234702</id><published>2009-10-27T12:46:00.000-07:00</published><updated>2010-03-20T21:51:58.173-07:00</updated><title type='text'>Quem beija a boca dos meus a minha adoça</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SudL4F1m8JI/AAAAAAAAAxo/8nP_bpYSz8E/s1600-h/Imagem715.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SudL4F1m8JI/AAAAAAAAAxo/8nP_bpYSz8E/s400/Imagem715.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Tenho&amp;nbsp; intimidade com as pessoas da Aurora como se fossemos amigos. Elas me cumprimentam e quase sempre fazem comentários animadores sobre o meu estado físico. Comemoram comigo as batalhas ganhas contra o câncer desde que apareci com os meus turbantes por lá. Gente de verdade, vizinhos como antigamente. Eles me lembram os das Graças, aqueles do edifício perto do céu. De sexta-feira até&amp;nbsp;domingo, fiquei na casa de Mana e Chico para participar dos preparativos do primeiro aniversário de José. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Eles&amp;nbsp;são adeptos do “feito por mim”. Então, dá pra imaginar a trabalheira&amp;nbsp;que foi&amp;nbsp;aprontar a&amp;nbsp;&amp;nbsp;festinha. Um capricho só. Tudo feito de tecido e papel. Nenhum balão de borracha. Nada de plástico, absolutamente nada. Coisa inusitada nos aniversários de hoje. Onde já se viu festa&amp;nbsp;de criança sem balões coloridos? Eu nunca tinha visto, até então. Fiquei curiosa para ver no que ia dar a invenção. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A&amp;nbsp;partir do convite feito por *Edson, eles criaram o cenário. Transformaram a Sala de Foto (um casarão de três andares&amp;nbsp;na Rua da Aurora onde funcionam o estúdio de&amp;nbsp;Chico e o atelier da Maria da Silva)&amp;nbsp;num espaço sideral com jeito retrô. O bolo, um saturno laranja com imenso anel azul, pousou em uma mesa nua de laca amarela. Foguetinhos de papel eram caixinhas de doces. Uma cortina preta presa no "piso-teto", o espaço sideral. Sol, estrelas, planetas e naves espaciais, feitos à mão em tecido colorido, pendurados um a um, enfeitavam esse infinito imaginário. Tudo isso e&amp;nbsp;um foguete-barraca de papelão, transformaram o estúdio de fotografia&amp;nbsp;numa viagem a outra galáxia. Parecia coisa de teatro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Brinquedos antigos&amp;nbsp;de lata e madeira invadiram a estante do estar&amp;nbsp; compondo com a mesa de guloseimas uma loja de doces para&amp;nbsp;a meninada jamais esquecer. Duas mesas imensas feitas com portas usadas, forradas com toalhas&amp;nbsp;iguais a cortina do espaço da recreação, acomodavam os adultos. Até caixas de madeira colorida para servir de bandeja, eles inventaram. Foram noites e noites de preparação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Tal e qual a canção infantil que fala de uma casa muito engraçada que não tinha teto não tinha nada, mas&amp;nbsp;que era "feita&amp;nbsp;&amp;nbsp;com muito esmero”, eles fizeram. Era eles trabalhando e eu cantando a tal canção&amp;nbsp;lembrando de mim quando&amp;nbsp;preparava as festinhas dos meninos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Muito mais bonito do que todo esse cenário encantado,&amp;nbsp;somente os amigos e seus filhotes. Sem eles nada disso teria sentido. Foi para eles que foi feita essa festa. Para juntos comemorarmos a alegria do primeiro aniversário de Dudé. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Admiro o jeito de Mana e Chico&amp;nbsp;viverem a vida. Um parece o espelho do outro. Caprichosos, dedicados em tudo que fazem. A casa onde moram reflete o que são. Recolhem o que acham interessante por onde andam e transformam tudo em bom gosto. Colecionam cadeiras, cestaria, brinquedos populares e máquinas fotográficas. Tudo disposto de maneira pouco usual para encantar os olhos de quem lá chega. Uma coisa lúdica, sem dúvida. Afora a casa que por si só é um encanto, tem a magia do Capibaribe que dá nome ao rio que passa em frente à janela e ao edifício em que moram. Adoro! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nesses momentos penso na mulher de sorte que sou. Além de ter podido preparar três criaturas, com amorosidade e responsabilidade social,&amp;nbsp;para enfrentar o mundo tão desigual e injusto como o de hoje,&amp;nbsp;ainda posso vê-los felizes com seus pares tão amorosos quanto. Sou coruja assumida e nunca neguei. Amo meus filhos e quem eles amam, também. Amo Manu e Edson, Mana e Chico, João e Rita. Do amor aos “porqueirinhas”nem é preciso falar, esse&amp;nbsp;adoça o meu coração que&amp;nbsp;d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;e tanto amar, flutua. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para José, com amor,&amp;nbsp;no seu primeiro aniversário!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Times;"&gt;&amp;nbsp;Acima convite do aniversário.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Times;"&gt;&lt;strong&gt;Design:&lt;/strong&gt; *&lt;strong&gt;Edson Rosas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-6475653273190234702?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/6475653273190234702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=6475653273190234702' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6475653273190234702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6475653273190234702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/10/quem-beija-boca-dos-meus-minha-adoca.html' title='Quem beija a boca dos meus a minha adoça'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SudL4F1m8JI/AAAAAAAAAxo/8nP_bpYSz8E/s72-c/Imagem715.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2663402408631041826</id><published>2009-10-19T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T04:18:40.532-07:00</updated><title type='text'>A Bailarina e o Poeta ou A História da Delicadeza</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sty8yb09LKI/AAAAAAAAAxg/7rfBYapIo_Q/s1600-h/Imagem712.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sty8yb09LKI/AAAAAAAAAxg/7rfBYapIo_Q/s400/Imagem712.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;O&amp;nbsp;Poço da Panela está embandeirado.&amp;nbsp;É&amp;nbsp;dia de festa. A bailarina e o poeta vão se casar.&amp;nbsp;Ela traz um véu de tule na cabeça e um ramo de folhas de jasmim na mão. Ele pousa o olhar sobre ela, e disfarça a lágrima&amp;nbsp;alisando a barba.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Aproximam-se do altar improvisado. Atrás, em mesas coloridas, dezenas de amigos. Há&amp;nbsp;desconhecidos, uma igreja, um casario e crianças a testemunhar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Sábado, ao cair da tarde, a festa alastrou a rua&amp;nbsp; e o pátio da igreja. Lanterninhas de papel pendem das árvores. Flores de crepom colorido embrulham doces e adornam o cenário. Na calçada da venda de Seu Vital, a mesa de&amp;nbsp;dominó faz&amp;nbsp;par com a do bolo confeitado.&amp;nbsp;Lá dentro, um triângulo, uma sanfona e uma zabumba&amp;nbsp;para lembrar o noivo. Lá fora, um violino flamenco para lembrar a noiva.&amp;nbsp;Veio gente de todo lugar. De Brasília, da Aurora,&amp;nbsp;da Beira Rio e até do Ceará. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O ambiente é a cara dos dois. Há&amp;nbsp;pessoas a passar, a ver o que se passa. Não há idades,&amp;nbsp;não há hora de chegada nem de saída. Não há pressa. Só alegria, muita alegria. "A noiva chegou”, ouve-se alguém dizer.&amp;nbsp;A bailarina&amp;nbsp;veio para substituir o sol que já se despede naquele fim de tarde.De quebra, trouxe a delicadeza e o brilho da primeira estrela para encantar.Viva a noiva.Viva! O poeta a espera com um sorriso largo, maior do que aquele que escancarava ao ver o Santinha arrasar. Viva o noivo.Viva&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;No lugar há homens e mulheres a sorrir, de cerveja na mão, como se estivessem em casa, confortáveis, a ver um filme europeu. Aos seus pés, tropeçam crianças a brincar no meio de uma rua onde é suposto andarem carros. Mas são todos amigos e não fazem cerimônia. Riem, se abraçam e comemoram o amor do poeta pela bailarina e o da bailarina pelo poeta. Não importa nessa hora quem amou primeiro.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ao redor, há árvores que dão poemas em vez de frutos, há&amp;nbsp;dois&amp;nbsp;corações gigantes que é preciso admirar. Tudo na mesma rua. Ao fundo, o&amp;nbsp;flamenco marca o ritmo de uma festa única. É&amp;nbsp;a festa do amor do poeta pela bailarina ou da bailarina pelo poeta, tanto faz. Pois como dizia minha avó portuguesa,&amp;nbsp;com seu sotaque carregado: "São duas almas num só corpo, pois!".&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mais uma vez, vi o amor em carne e osso. Ele existe, eu sei.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Para Silvinha e Sama,&amp;nbsp;com o&amp;nbsp;meu coração&lt;/span&gt; inventado!&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2663402408631041826?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2663402408631041826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2663402408631041826' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2663402408631041826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2663402408631041826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/10/bailarina-e-o-poeta-ou-historia-da.html' title='A Bailarina e o Poeta ou A História da Delicadeza'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sty8yb09LKI/AAAAAAAAAxg/7rfBYapIo_Q/s72-c/Imagem712.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7582110474376228057</id><published>2009-10-12T13:19:00.000-07:00</published><updated>2009-10-14T18:27:56.689-07:00</updated><title type='text'>Improviso</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/StOLJHUlm_I/AAAAAAAAAxY/POmWDYN2--E/s1600-h/pneu+e+laranja.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/StOLJHUlm_I/AAAAAAAAAxY/POmWDYN2--E/s400/pneu+e+laranja.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;De tanto arrumar malas, comprar comida como se fosse estourar uma guerra, enfrentar engarrafamentos e voltar exausta estrada abaixo, fiquei traumatizada com feriadão. Nesses dias opto por ficar em casa. Compro coisinhas miúdas para saborear lendo ou vendo o que gosto. Completamente entregue ao &lt;em&gt;doce far niente&lt;/em&gt;. Esses dias são ótimos na cidade. Não tem trânsito nem filas, tudo funciona perfeitamente. Quando a preguiça deixa vou ao cinema ou ao restaurante. Serrambi e Gravatá só para dias de paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Na sexta feira, encontrei alguns amigos no almoço. Animados anunciavam a programação do fim de semana prolongado. Nenhuma vontade de ir para onde eles iam. Casas de praia ou hotéis fervilhando de gente,&amp;nbsp;nem pensar.&amp;nbsp;Como diz uma amiga: me inclua fora dessa! Beijinho pra lá, beijinho pra cá, nos despedimos felizes por só voltarmos ao batente um dia depois do habitual. Nesse clima segui o destino da Cultura. Certa de que a partir do sábado eu estaria fechada para balanço, comprei livros, revistas e dois DVD. No caminho de casa completei o kit preguiça com umas coisinhas engordietes, indispensáveis nesses momentos de puro prazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Nada acertado para os dias que se seguem, dei graças aos céus por não ter sacolas para arrumar ao chegar&amp;nbsp;em casa. Cumpri o ritual diário abrindo a porta da varanda para olhar o movimento das pessoas no passeio lá embaixo. O trânsito estava infernal e o passeio vazio. Mais uma vez, agradeci por estar em casa rodeada de tudo que gosto. Vixe! Deus me livre e guarde de enfrentar uma estrada agora, nem mesmo para ver Jesus Cristo dançando rock eu&amp;nbsp; sairia daqui. Nem morta "fia", disse a mim mesma. Banho tomado, vento batendo de leve nas plantas, sentei na cadeira preferida e... toca o celular. Do outro lado da linha, o convite para o dia seguinte: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Naire, vamos à Maracaípe amanhã comer um peixinho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;-Menina, por Deus do céu não me “atente” não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;-Eu tenho certeza que vai ser bom e que a gente vai se distrair.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Quem vai?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Só nós três.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-A gente não vai sair daqui correndo como quem vai tirar a mãe da forca, por favor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Não, a gente vai na hora que acordar, lá pras sete meia, oito horas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Então eu vou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Ótimo, leve uma roupinha pra trocar se a gente quiser emendar por lá. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Vamos no meu carro, quero ouvir Henry Salvador que acabei de encontrar entre os discos que Manoella deixou aqui, tá certo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Certissimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-&amp;nbsp;Quem acordar primeiro liga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Beijo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;-Beijo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Nessa altura dançou a jura que&amp;nbsp;acabara de fazer olhando o rio prateado pela lua. Li ainda algumas páginas, comi umas passinhas ao rum e fui&amp;nbsp;ao berço&amp;nbsp;sonhar com os anjos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Como sempre, acordei cedo. Para ser precisa, cinco e meia da madrugada. Este é o horário que o despertador imaginário me chama todas as manhãs. Idade, criatura! Depois de alguns carnavais não tem jeito.&amp;nbsp;A gente cochila e&amp;nbsp;também&amp;nbsp;acorda cedo, uma tragédia grega. Para não dar tempo de desistir do passeio fui logo arrumar a mochila e botar água nas plantas. Tomei o café da manhã e liguei este danadinho para saber o que se passara no mundo enquanto eu dormia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Li os jornais, chequei a caixa de email e fui direto chamar os “porqueirinhas” no Skype. Aquela confusão de sempre. Tom me mostra os desenhos, Felipa não quer deixar ele ficar na frente da câmera e Manoella diz a frase habitual: “Mamãe, tá vendo, estou morta de cansada. Esses meninos não me dão&amp;nbsp;trégua”. Acalmei todos, comentei os desenhos com Tom e cantei “Borboletinha” com Fifi. Depois que eles resolveram dar a desejada trégua a sua mamãe, começou a conversa propriamente dita. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Adoro conversar com meus filhos. A gente vai longe no nosso dialeto. Dessa vez, ela me contou sobre Júlio Pomar, Saramago e&amp;nbsp;Lobo Antunes. Falou sobre&amp;nbsp;livros e&amp;nbsp;do seu&amp;nbsp; encantamento com&amp;nbsp;o último. E a prosa seguiu nesse rumo e nem senti a hora passar. Quando dei conta do combinado na véspera, fui correndo olhar o&amp;nbsp;celular. Oito horas e quatro chamadas não atendidas. Misericórdia, me despedi&amp;nbsp;de todos e fui&amp;nbsp;correndo&amp;nbsp;tomar uma ducha fria (banho frio de manhã cedo, acorda corpo e alma ao mesmo tempo). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Liguei para as meninas e apressei o passo. Sou rápida nessas horas, num minuto me apronto e num segundo já estou com a chave do carro na mão. Tudo pronto. Desço até à garagem para verificar as condições do carro. Chequei a gasolina e os pneus. Lembro que deixei o estepe no borracheiro. A sorte é que&amp;nbsp;a&amp;nbsp;borracharia&amp;nbsp;&amp;nbsp;fica aqui bem perto e pelo tempo que deixei o pneu para consertar, não irá atrasar a nossa partida. Ligo o carro, aperto o play para Henry cantar bossa nova com sotaque francês e vou em busca do borracheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Chegando lá, apressada, comunico que vim pegar o pneu. Para minha surpresa, o cidadão informa que demorei muito&amp;nbsp;para apanhá-lo, assim, ele emprestou o bendito ao seu irmão que precisou viajar. Não acredito no que ouço. Na mesma hora, pensei na minha cadeira confortável, nos&amp;nbsp;livros, nos&amp;nbsp;DVD e no sossego do meu lar. Eu estava era doida quando resolvi combinar essa saída, valha-me Nossa Senhora Aparecida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Segurando a língua para não soltar os cachorros em cima da criatura a minha frente, pensei duas vezes no que dizer e fazer. De repente, surge a brilhante idéia na cabeça dele. “Olhe, a senhora não vai perder seu feriado, de jeito nenhum. Vou pegar o pneu desse carro de Zé, meu amigo, pra botar no lugar do seu. Quando for terça-feira a gente “destroca” e fica tudo certo, ok?" Ok, respondi. Nessa altura do campeonato, fazer o quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Aceitei a&amp;nbsp;troca e saí achando graça da situação. Infelizmente, essa é a realidade. De que iria adiantar dar um saraivada de palavras que ele sequer entende; uma lição de moral e não aceitar a oferenda? De nada, claro. Eu iria ficar mal humorada por desmanchar o combinado, deixaria as meninas chateadas por ter esperado em vão e voltar, contrariada,&amp;nbsp;para casa era a última coisa que queria&amp;nbsp;naquela hora.&amp;nbsp;Enfim,&amp;nbsp;só me restava&amp;nbsp;rir da situação (ainda bem que não sou politicamente correta). Com o pneu errado no lugar certo&amp;nbsp;segui o destino da praia. No caminho, o trânsito de sempre, a conversa sem fim e Henry cantando pra gente não ouvir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Finalmente,&amp;nbsp;Maracaípe. Cobertas dos pés à cabeça para o sol não&amp;nbsp;queimar o pouquinho do esticado da pele que nos resta, sentamos embaixo da palhoça para degustar o tal peixinho com cervejinha gelada. O dia estava absurdo. No céu nenhuma nuvem, somente o azul e o colorido do nylon dos kitesurf. O mar&amp;nbsp;escancarado escandalizava com suas ondas de espuma. Para completar o cenário, Adonis e Afrodite, namoravam a nossa frente. Até onde a vista alcançasse só se via beleza. Achando pouco, o acaso nos presenteou com um cielo e uma viola em plena areia ao meio dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;A gente ficou muda e foi só ouvidos para o casal que dedilhava os instrumentos. Se eu não estivesse ali e as meninas me contassem isso, eu iria pensar que era mentira, que elas estavam inventando para me matar de arrependimento, juro! Mas... era tudo verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Nessa altura, de queixo caído com a natureza e a música, nem notei quando&amp;nbsp;me foi dado uma laranja&amp;nbsp; para perfumar as mãos. Isso mesmo, uma laranja para perfumar as mãos. Sozinho, em uma mesa ao lado da nossa, um homem com rosto marcado de sol, delicadamente&amp;nbsp;me deu o fruto dizendo que era para&amp;nbsp;amenizar o cheiro da Agulha que acabara de comer. Disse ainda, que a laranja veio do sítio do seu irmão, que fica em Camocim de São Félix.&amp;nbsp;Não acreditei no que estava acontecendo. Nesse tempo de&amp;nbsp;invisíveis esse gesto é pura ficção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;Enlevada com a delicadeza daquele momento lembrei do episódio do pneu. Do outro homem, que de um jeito diferente, para não dizer troncho, me proporcionou tudo o&amp;nbsp;&amp;nbsp;que vivia naquela hora. Isso é brasileirismo, não tenho dúvida. Só a gente tem essa alma; só a gente sabe tirar partido do insperado; só a gente vê com outros olhos situações que em outro lugar daria cadeia, ou um grande desprazer.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Amanhã vou “destrocar” o pneu e agradecer ao borracheiro por ter encontrado o homem da laranja, aquele que perfumou a minha mão de delicadeza&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: large;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para Clarissa e Bruno, com alegria!&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7582110474376228057?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7582110474376228057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7582110474376228057' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7582110474376228057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7582110474376228057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/10/improviso.html' title='Improviso'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/StOLJHUlm_I/AAAAAAAAAxY/POmWDYN2--E/s72-c/pneu+e+laranja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-9216436115758575754</id><published>2009-10-04T11:32:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T06:36:40.762-07:00</updated><title type='text'>Língua Brasileira</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SsjmOFBC5LI/AAAAAAAAAxQ/bJCLBe0ZfVE/s1600-h/bode-rei-cabra-rainha.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SsjmOFBC5LI/AAAAAAAAAxQ/bJCLBe0ZfVE/s400/bode-rei-cabra-rainha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não sou mulher de igreja, tenho fé e isso basta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Cheguei meio sem jeito, pois, confesso, não tenho intimidade com os novos ritos da celebração. Procurei um lugar próximo&amp;nbsp;à porta para ir embora, sem constrangimento, caso não gostasse do que fora ver e ouvir. Tomei assento, como dizia meu avô, e passei a observar o entorno. Notei que não&amp;nbsp;peguei o roteiro da celebração nem a folha de cânticos. Para não dar bandeira, fiquei na minha. Ser “Maria vai com as outras” nessas ocasiões é a saída. Assim, não tinha com o que me preocupar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;O coro começou a entoar a música de entrada e todo mundo cantou junto. Tentei espichar o pescoço para ler o papel da vizinha, mas foi em vão. Ela era bem mais alta do que eu e, entusiasmada, levantou ainda mais&amp;nbsp;a tal folha me&amp;nbsp;deixando de boca fechada. Afinal, tudo&amp;nbsp; estava começando. Quem sabe, não iria ser entoada alguma canção que eu soubesse cantar sem ser necessário ler a letra? Assim, ouvi tudo com paciência (o que não combina nem um pouco comigo). Terminada a cantoria, eis que surge Frei Aluízio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Vi que já o conhecia de vista, de outras celebrações, acredito. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sem formalidade, cumprimentou a todos com delicado bom dia e anunciou que a missa seria em homenagem a São Francisco, pois hoje, 04 de outubro, é&amp;nbsp;seu dia. Na mesma hora,&amp;nbsp;pensei em&amp;nbsp;Chico, com quem havia tomado café da manhã, depois de brincar com José. Deu uma vontade danada de ligar pra ele contando sobre a data. Lembrei que como no cinema, deveria desligar o celular. Catei o aparelho na bolsa e apertei a tecla do silêncio. Nessa altura, perdi&amp;nbsp;a entrada&amp;nbsp;da gaiola que estava pousada no altar. Não entendi nada. Como pode uma celebração em homenagem a uma criatura que amava os animais acima de tudo, ter um passarinho aprisionado como pano de fundo? Mas, como era novata, aguardei os acontecimentos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;A igreja foi tomada pelo som de passarinhos me transportando ao amanhecer na Beira Rio. Lindo! Após a sinfonia natural, o frei chamou a atenção para a presença do “irmão carneiro”. Espichei novamente o pescoço e vi o animal de lã,&amp;nbsp;carne e osso, que&amp;nbsp;amarrado ao pé do altar, sequer, soltava um bé. Depois vieram pela nave central&amp;nbsp;um bode, uma cabra e um cachorro. Vixe! que danado é isso: é uma igreja ou a exposição de animais&amp;nbsp;do Cordeiro? Pensei no ato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Continuei quieta, só observando. Outro cântico. Abri a boca e cantei todinho. Dessa vez, lembrei da minha mãe. Nesse momento me arrepiei do pé&amp;nbsp;à cabeça. Fui até à Igreja do Perpétuo do Socorro, onde, quando criança, ia com ela e meus irmãos, toda primeira sexta-feira do mês. Que saudade! A missa, essa que assistia (realmente eu era uma expectadora), continuou com todos os ritos. Chegou a hora do evangelho. Ansiosa, nem prestei muita atenção à palavra, só queria mesmo saber o que o frei&amp;nbsp;iria dizer. A sua fama de bom&amp;nbsp;orador corre longe e foi para ouvi-lo que&amp;nbsp;fui até lá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Terminada a leitura da “palavra da salvação”,&amp;nbsp;o grande momento.&amp;nbsp;De início, o frei&amp;nbsp;chamou alguém da platéia para abrir a gaiola e soltar a ave. Com essa simbologia, começou sua fala. Contou sobre lobos e homens. Sobre pássaros; sobre o sol; sobre árvores e&amp;nbsp;rios. Falou sobre o Sertão, o bode e o jumento. Falou do amor que aprisiona. Simples, direto e doce. Sem rodeios, disse coisas lindas,&amp;nbsp;aquelas que tocam coração e mente. Dessa vez, lembrei de Lula. De Luís Inácio Lula da Silva, o filho de D. Lindu, o nosso presidente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Sexta-feira, o vi na TV. N&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;o meio de tanta gente importante, de tanta gente cheia de títulos e honrarias, das câmeras do mundo todo, ele, Lula, beijou no rosto seus companheiros brasileiros, contente que nem criança. Sem falar inglês nem francês, sem entender de protocolo, de etiqueta, sem ter&amp;nbsp;anel de doutor, e. até mesmo&amp;nbsp;um dedo, disse a que veio. Chorou como qualquer mortal chora&amp;nbsp;quando está&amp;nbsp;alegre ou triste. Puxou do bolso um lenço de pano enorme, abriu-o. Sem cerimônia, fez&amp;nbsp;igual a&amp;nbsp;todos os homens simples da nossa terra, enxugou as lágrimas, a cabeça, as orelhas e o nariz.&amp;nbsp;Tal e qual ao frei, quando trouxe à igreja animais para falar de homens e do amor que aprisiona,&amp;nbsp;esse gesto deixou claro aos incompetentes, aos invejosos e a todos&amp;nbsp; de gosto ruim, que&amp;nbsp;preconceito, também&amp;nbsp;&amp;nbsp;aprisiona. Domingo que vem, vou lá de novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para Régia, que fala a mesma língua! &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-9216436115758575754?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/9216436115758575754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=9216436115758575754' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/9216436115758575754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/9216436115758575754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/10/lingua.html' title='Língua Brasileira'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SsjmOFBC5LI/AAAAAAAAAxQ/bJCLBe0ZfVE/s72-c/bode-rei-cabra-rainha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-5956346731645860074</id><published>2009-09-27T11:06:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T04:01:22.419-07:00</updated><title type='text'>*"Amor é sede depois de se ter bem bebido"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sr-kwl45a8I/AAAAAAAAAw4/cSiKTz5e3Ns/s1600-h/betania.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sr-kwl45a8I/AAAAAAAAAw4/cSiKTz5e3Ns/s320/betania.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Para falar a verdade, eu nem sou tão&amp;nbsp;fã, assim. De Elis, sim. Essa,&amp;nbsp;é primeira sem segunda. Ela, depois as outras. Recebi o disco de presente (acompanhado com a letra de Beira Mar) do mais do que querido, Lula Portela. Confesso que, no primeiro momento, nem dei muita bola. Botei pra tocar porque sou educada. Acontece, que depois de ouvir umas três vezes seguidas, não consigo mais parar. “Dentro do mar tem rio, dentro de&amp;nbsp;mim tem o quê?” Juro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;É virar a chave na ignição e apertar o play, ato contínuo. E saio pela&amp;nbsp;rua&amp;nbsp;cantando que nem uma desvairada, todas as letras que, nessa altura, já sei de cor. Ouço uma a uma, afora a que diz todos&amp;nbsp;os nomes da Rainha do Mar, por motivos óbvios, claro! Pulo a tal faixa e emendo com o fado Marujo Português. Não preciso dizer que nessa hora, canto alto lembrando dos meus que estão naquelas bandas. Emendo com Sábado em Copacabana. É&amp;nbsp;um desmantelo. Por pouco, não abro a porta&amp;nbsp;do carro&amp;nbsp;e saio dançando Mário Melo abaixo, todas as manhãs a caminho do trabalho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Segundo as meninas, minhas filhas, é uma temeridade sair comigo ao volante. Além de cantar, também presto atenção no que passa pela minha janela. E haja “mamãe, pelo amor de Deus, olha o homem na bicicleta; olha o sinal; minha Nossa Senhora, andar com você é uma loucura, ave!” Nem ligo. Dependendo do dia, dou uma risada ou digo um palavrão, na hora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Até tenho outros CDs no carro, mas... quando me abraço com um, é aquele todo dia o dia todo. Só não ouço&amp;nbsp;à noite, porque não sou inconveniente, sou&amp;nbsp;carona. Não dirijo nesse horário por pura noia,&amp;nbsp;igual a&amp;nbsp;ouvir o mesmo CD por dias a fio. Não só tenho essas "doidiças", ouvir música em casa no último ponto, sozinha, pra não pagar mico, é&amp;nbsp;outra. Mas... não vim até aqui para falar do juízo, ora! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ontem, fui fazer lacuxia com Mana, procurar enfeites para a decoração do aniversário de José. Depois das andanças no vucovuco, fomos à Cultura olhar as novidades e tomar um café de fim de tarde. Por coincidência, vi uma criatura com o DVD “Dentro do Mar tem Rio”, seguindo o destino do caixa. Deixei o café e fui correndo comprar o meu. Vixe Maria! fiquei doidinha para chegar em casa, armar o cenário, e ouvi-lo até não querer mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Como já havia combinado dormir na Aurora, nem tirei&amp;nbsp;a maravilha da bolsa, senão, de nada&amp;nbsp;adiantaria ter&amp;nbsp;ido passar a noite com Dudé. Iria botar o danado pra tocar e só Deus sabe o que seria da pobre criança,&amp;nbsp;quando fosse hora de trocar as fraldas ou tomar o seu leitinho. Sem dúvida, vovó estaria da Bahia pra dentro muito, tocada pelos pontos de umbanda que recheiam o disco ou, quem sabe,&amp;nbsp;teria atravessado o rio, encontrado o mar,&amp;nbsp;em busca de Nanã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A noite passada&amp;nbsp;foi de paz, como sempre. Acordei com os gritinhos de&amp;nbsp;José tal qual o bem te vi que me chama todas as manhãs na Beira Rio. Brinquei com “mateus”, depois entreguei aos seus (minha mãe sempre dizia: "quem pariu Mateus, que balance!"). Dei uma surra de&amp;nbsp;beijos e&amp;nbsp;corri pra casa, pensando no danado do DVD.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cheguei, abri as cortinas, botei água nos Jardins Suspensos da Madalena, coloquei o vestidão, me sentei muito bem sentada&amp;nbsp;na&amp;nbsp;cadeira preferida&amp;nbsp;&amp;nbsp;e fui&amp;nbsp;desfrutar o presente que eu mesma comprei pra mim. E não deu outra. Cantei, me arrepiei, dancei, chorei de saudade,&amp;nbsp;de felicidade, emocionada&amp;nbsp;conforme a música. Toda vez é desse jeito. Fico louca, entro em transe de verdade.Não estou pra ninguém nessas horas. Pode tocar o telefone, o interfone, a porta, até o badalo de&amp;nbsp;Bebé, que não atendo.Tudo fica pra depois. Quem quiser que espere.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mesmo surtada até o osso, consigo prestar atenção nos detalhes da produção. A banda é perfeita. O figurino, o cenário, a luz, tudo, tudo, tudo é uma lindeza! Do repertório não é necessário falar, claro! Também... só tem fera no Biscoito Fino. Direção de Andrucha Waddington; Cenário de Bia Lessa e Roteiro de Fauzi Arap. Gringo Cardia fez o projeto gráfico e Chico César uma poesia linda para a primeira página do encarte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O texto Ultimatum (**Ávaro de Campos-1917), seguido da canção Movimento dos barcos,&amp;nbsp;paga&amp;nbsp;&amp;nbsp;o DVD. Luxo e Riqueza, como diria Manoella! Os vizinhos que me desculpem, mas hoje só dá “dentro do mar tem rio” nas caixas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Obrigada, Lula querido! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Para Bel Guimarães Lima, Mariana Lacerda, Yvette Teixeira&amp;nbsp;e Paulo Bono, baianos retados! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;* Guimarães Rosa.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;** heterônimo de Fernando Pessoa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-5956346731645860074?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/5956346731645860074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=5956346731645860074' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5956346731645860074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5956346731645860074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/09/amor-e-sede-depois-de-se-ter-bem-bebido.html' title='*&quot;Amor é sede depois de se ter bem bebido&quot;'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sr-kwl45a8I/AAAAAAAAAw4/cSiKTz5e3Ns/s72-c/betania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8708256404771515184</id><published>2009-09-23T12:45:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T15:06:24.328-07:00</updated><title type='text'>Todo dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Srp3z2QitCI/AAAAAAAAAww/eluhqlX4WKI/s1600-h/menina-com-gato-e-piano-1965di-cavalcanti-ost-62x51-col-part.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Srp3z2QitCI/AAAAAAAAAww/eluhqlX4WKI/s320/menina-com-gato-e-piano-1965di-cavalcanti-ost-62x51-col-part.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Sem programar, mais uma vez, vivi dias de muita alegria. Tudo começou na sexta-feira à noite com um cineminha no Rosa e Silva. Depois, uma mesa de bar para comentar a película. No sábado, visita ao moldureiro, ao atelier de Pragana e almoço na Capunga para ver a nova coleção da Trocando em Miúdos. No finalzinho da tarde, Casa Forte para garimpar miudezas. No brechó, encontrei duas belas meninas que há muito não via. Rimos demais com histórias passadas em um clube do interior, onde a mãe das duas era a dona da cena. Foi tanto abraço, tanto riso e tanta emoção que, se o mundo acabasse ali, me dava por satisfeita. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Depois da maratona do dia, fui à Aurora dormir com José, que continua lindo! Com bochechas rosadas, olhinhos azuis e cabelo cacheado, para virar anjinho barroco só lhe falta asas. E por falar nos “porqueirinhas”, a semana que passou foi de festa lá pras bandas do Tejo. Felipa fez dois anos na quinta e Tom, seis, no sábado. Cantei parabéns e ajudei a apagar a vela via skype. Só não deu para abraçar e beijar de verdade, mesmo assim, dei vivas aos dois e à tecnologia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Para arrematar, a Parada da Diversidade na manhã do domingo. Até que um dia Recife evoluiu. A praia estava colorida e animada. Do alto de um trio, Naide, minha irmã, mostrava com orgulho o seu trabalho. Ela é uma criatura que tem solidariedade nas veias. Mora num apartamento à francesa cheio de cantinhos primorosos, com muito verde e gatos por todos os lados. É nesse ninho que acolhe quem precisa de afeto, após ser banido pela família quando revela sua homossexualidade. Preconceito sexual é sinônimo de ignorância e desrespeito, isso a gente aprendeu em casa e também, aprendeu aproveitar tudo que a vida dá, todo dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;Assim, momentos bons, aproveito. Momentos ruins, aproveito. Tiro lições. Vivo um dia de cada vez, sem pressa, me alegrando com pequenas coisas que, para alguns, talvez, não tenha a menor graça. Um filme, um reencontro, a solidariedade de uma irmã, cantar parabéns para os netos que estão longe e, dormir com um quase anjo, é suficiente para me fazer feliz, todo dia! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;Para Naide, com afeto!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8708256404771515184?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8708256404771515184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8708256404771515184' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8708256404771515184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8708256404771515184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/09/todo-dia.html' title='Todo dia'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Srp3z2QitCI/AAAAAAAAAww/eluhqlX4WKI/s72-c/menina-com-gato-e-piano-1965di-cavalcanti-ost-62x51-col-part.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-3701206288059201319</id><published>2009-09-11T15:01:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T15:26:47.080-07:00</updated><title type='text'>Queridos amigos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SqrJAyhpZGI/AAAAAAAAAwI/9iwjDoeDFXw/s1600-h/ciranda.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 235px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380333720247559266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SqrJAyhpZGI/AAAAAAAAAwI/9iwjDoeDFXw/s320/ciranda.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hoje faz três anos do meu 11 de Setembro. Parece trinta. Nem quero lembrar daquele letreiro passando na minha cabeça anunciando que os meus dias estavam contados. Saí daquela sala cega, surda e muda. Fazer o caminho da volta, às seis da noite em agonia, foi o calvário. Perguntem a Angela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Chegar em casa e ver meus filhos me encorajou. O amor por eles é bem maior do que o medo da morte. E por ser assim, faço por merecer a chance que me foi dada. Renovo o visto de permanência a cada seis meses certa de que o carimbo da concessão vai marcar mais uma folha nesse passaporte imaginário. Desde aquela medonha tarde, vi correr muita água embaixo das pontes que me ladeam. Nesse meio tempo, nasceram Felipa e José, inventei o Turbante e aprendi que viver é melhor que sonhar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Conviver lado a lado com o medo e não perder a esperança é coisa de doido. Não é fácil ser revistada a cada seis meses. Olham tudo. Ainda bem que esses detectores só alcançam até o osso. Não existe doutor, droga ou qualquer salvação para a doença da alma. Dessa só quem sabe sou eu. A cicatriz do corpo está à mostra. Todos os dias a vejo no espelho e não me assusto. Cheguei por um tempo até pensar em fazer um disfarce. Tirar daqui e botar acolá. Isso não combina comigo. Prefiro o traço que conta história do que uma invencionice que não diga nada. Tenho cabelos brancos, rugas e esse traço no lugar do peito. Estou viva e isso é o que me interessa. Definitivamente, vou ficar como sou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não sei o que seria de mim se não tivesse esta oportunidade às avessas. O mal do corpo foi necessário para curar a alma. O anúncio que meus dias estavam contados estava certo. Só depois de ter ido ao inferno é que entendi a mensagem. Desci aos domínios de Lúcifer em noites de lágrimas. Deixei por lá pedaços do coração, o peito dilacerado pela mágoa e os dias que estavam contados&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Abrir a janela do quarto todas as manhãs para receber o sol ou a chuva, ter visto o Tejo tão de pertinho, de mãos dadas com Tom, é o céu que vocês criaram pra mim, queridos amigos! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para vocês que seguram a minha mão e esperançam os meus dias. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-3701206288059201319?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/3701206288059201319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=3701206288059201319' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3701206288059201319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3701206288059201319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/09/queridos-amigos.html' title='Queridos amigos'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SqrJAyhpZGI/AAAAAAAAAwI/9iwjDoeDFXw/s72-c/ciranda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-1992869759309693662</id><published>2009-09-01T10:54:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T12:16:54.042-07:00</updated><title type='text'>De dedos cruzados para chover</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sp1gGfCGM_I/AAAAAAAAAwA/D53sYL_4gk8/s1600-h/a+flor+da+pele.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 185px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376559194676016114" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sp1gGfCGM_I/AAAAAAAAAwA/D53sYL_4gk8/s320/a+flor+da+pele.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Coloquei os fones nos ouvidos, calcei o tênis surrado e fui pensar à beira do rio. Isso mesmo, pensar. Quando caminho de uma ponte a outra penso nas coisas da vida. Nessa hora esqueço o entorno e entro numa viagem que nem sei direito por onde começa. Ontem, pensei nos meninos. Naqueles galeguinhos "dosoinhos azul" que conheci nas letras de João e nas lentes de Severo. Quem olhasse o meu rosto e não conhecesse a felicidade, teria certeza de que se tratava de alguém em transe. Toda vez que vejo a humanidade das pessoas fico assim, fora de mim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;À Flor da Pele mostrou muito mais do que as necessidades dos menininhos da favela V-9, em Olinda. Escancarou a sensibilidade do repórter e do fotógrafo. Deixou ver corpo e alma numa história de excluídos. Não santificou a doença nem a miséria. Não culpou ninguém. Não fez sensacionalismo para falar da dor e dos limites de quem é especial. Respeitar a dignidade das pessoas dá credibilidade. Olha aí o resultado &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No meio da manhã, João me contou que recebeu mais de não sei quantos email oferecendo protetor solar e roupas especiais para os menininhos da V-9; que eles estavam com consulta marcada para o oculista; que uma rede de óticas irá doar os óculos para a vida inteira e, que receberam tantos PhotoDerm 100, que vai dar para estender o benefício a outras pessoas portadoras da mesma síndrome&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Com amorosidade criei meu filho. Muitas vezes, insegura, estabeleci os limites. Não ceder aos apelos de consumo em uma sociedade desigual não é fácil para quem é de classe média e tem acesso a bens materiais. Dizer não aos excessos e escolher a escola certa foi determinante. Levar ao futebol e aos concertos de orquestra, dividir no mar o par de esqui com Gil, também. Seguindo a consciência e o coração, formei um cidadão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ontem, quando ele me contou sobre a solidariedade das pessoas, eu lhe disse:&lt;br /&gt;-Meu filho, Deus é pai e você padrinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Do outro lado da linha, morrendo de rir com a minha irreverência, ele respondeu: -&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-Que nada, tu é doida, fera?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sou doida, mesmo.&lt;br /&gt;Doida por você, fera!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Para Severo, pela suavidade das retinas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para quem ainda não viu .&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www2.uol.com.br/JC/soundslide/flordapele/"&gt;http://www2.uol.com.br/JC/soundslide/flordapele/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2009/08/29/irmaos-sem-direito-a-brincadeiras-a-luz-do-dia-198084.php"&gt;http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2009/08/29/irmaos-sem-direito-a-brincadeiras-a-luz-do-dia-198084.php&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-1992869759309693662?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/1992869759309693662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=1992869759309693662' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1992869759309693662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1992869759309693662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/09/dedos-cruzados-para-chover.html' title='De dedos cruzados para chover'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sp1gGfCGM_I/AAAAAAAAAwA/D53sYL_4gk8/s72-c/a+flor+da+pele.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-6963725430211070027</id><published>2009-08-27T18:59:00.001-07:00</published><updated>2009-08-28T04:32:06.216-07:00</updated><title type='text'>Era uma vez...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Spc6PwvslPI/AAAAAAAAAv4/tGeeOLVkJSo/s1600-h/forrest-gump.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374828722747380978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Spc6PwvslPI/AAAAAAAAAv4/tGeeOLVkJSo/s320/forrest-gump.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Adoro contar histórias da vida real. Depois de quase seis décadas neste vasto mundo, tenho um acervo interessante. Umas alegres, outras tristes e algumas tragicômicas, até. A conversa está no meu DNA ou DDA, quem sabe nos dois. Minha mãe e o meu pai sempre falaram pelos cotovelos. Meus irmãos, Ave Maria! Quando a gente se junta, só falta abrir inscrição para poder ter chance de falar. Ninguém aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite. Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Porém, não sou chegada à malhação, a queimar o filme de quem não estar presente para se defender. Esse negócio de falar mal das pessoas é pura falta de assunto e, como isso tenho de sobra, não perco tempo com desditas alheias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De vez em quando, tiro umas do fundo do bau. Minha memória é de elefante, daí vou aos detalhes. Tenho uma amiga que, muitas vezes, me pede para contar suas próprias histórias. Segundo a criatura, além de narrar o episódio com emoção, lembro de minucias que até ela mesma já esqueceu. E desse jeito vou exercitando a tradição oral familiar&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Durante muito tempo fui vizinha de uma família igual a minha. Pai, mãe e três filhos. Duas meninas e um menino com idades assemelhadas aos meus. Nos mudamos quase no mesmo dia para o mesmo edifício. Naquele tempo, os vizinhos se cumprimentavam e também, eram amigos. Fazíamos revezamento para apanhar as crianças na escola; comemorávamos os aniversários juntos; levávamos os meninos à praia, ao cinema; saíamos para jantar fora e dividíamos as delícias feitas nas nossas cozinhas enviando-as para a casa do outro em prato de louça coberto com guardanapo de pano. Era o tempo da delicadeza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vivemos muitos anos juntos e felizes. Até que um dia, o casal vizinho se desfez. A mulher resolveu se separar do marido quando o amor acabou. Não preciso dizer o tamanho do escândalo, do espanto de quem não sabia o que se passava entre aquelas paredes. Como amiga e confidente, eu tinha a real noção do porquê de tudo aquilo. Mesmo assim, lamentei bastante quando a família foi desfeita&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Era janeiro e a gente passava o verão na praia. Levei comigo uma das duas meninas do casal que, até hoje, é amiga das minhas filhas. Não havia telefone fixo e muito menos celular na casa de veraneio. Assim, a comunicação só era possível ao vivo. Conforme combinado, às segundas-feiras, a gente passava na casa do casal para dar notícias da filha e aproveitava para saber das novidades. Nesses dias a gente voltava à cidade para fazer compras, pegar roupas limpas e ir ao banco. E foi justamente na calçada do banco que recebi a triste notícia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mal acabara de estacionar o carro, ouvi alguém chamar o meu nome. Era o querido vizinho no outro lado da rua. Pela sua cara, vi que o mar não estava pra peixe. Mas do que depressa fui ao seu encontro. Inconsolável, ele me contou com os olhos rasos d'água sobre a separação. Nessas horas a gente não sabe o que dizer, juro! Fica procurando no juízo alguma coisa que console sem magoar aquele coração em pedaços. Para falar a verdade, por incrível que pareça, ouvi mais do que falei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois de gastar todo o vocabulário de carinho, sem obter bom resultado, resolvi apelar para a velha frase de outro amigo(mais experiente com as coisas do amor) que tirava de letra o abandono. Certa de que achara o que ele queria ouvir naquela hora, mandei o texto: “ Calma criatura, não existe calamidade que dure mais do que quinze dias!” Ledo engano. Na mesma hora, com a voz embargada, ele retrucou: “Já faz dezesseis, Naire!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nunca mais esqueci aquela cena e muito menos do esforço que fiz para conter o riso. Quando chegou a minha vez, por castigo, só lembrei do “já faz dezesseis, Naire!”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois é, o que dá pra rir dá pra chorar.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-6963725430211070027?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/6963725430211070027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=6963725430211070027' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6963725430211070027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6963725430211070027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/08/era-uma-vez.html' title='Era uma vez...'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Spc6PwvslPI/AAAAAAAAAv4/tGeeOLVkJSo/s72-c/forrest-gump.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7475108490117323617</id><published>2009-08-18T16:14:00.000-07:00</published><updated>2009-08-18T17:59:03.705-07:00</updated><title type='text'>Nascer, crescer e viver...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sos2FsQSSgI/AAAAAAAAAvo/LYlhULfTI_w/s1600-h/flor.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371446451976161794" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sos2FsQSSgI/AAAAAAAAAvo/LYlhULfTI_w/s320/flor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dando uma olhada numas fotos antigas, vi que nos anos setenta todo mundo era de verdade. Não havia silicone, megahair, nem botox. A gente era do jeito que a natureza nos fez. Claro que havia alguns truques, um tal Postafem fazia milagres. Na praia, não dava para deixar de mostrar o tamanho do peito ou da bunda. Quem tinha grande fazia sucesso e quem não tinha, apelava para o charme (esse, desde que o mundo é mundo, é imbatível) ou para o tal remédio que prometia rechear as magrinhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na verdade, o que contava mesmo era a naturalidade. Os cabelos eram hidratados com amêndoas e o corpo dourado com urucun. Lembro de um óleo argentino disputado à tapa, Rayto de Sol. Aliás, quanto mais bronzeada, mais bonita. Era a estética daquela década. Os biquines todos mínimos e de algodão. O tecido elástico que prende aqui, disfarça ali, foi um presente dos deuses quando apareceu por essas bandas. A canga, a Havaiana e o Ray Ban completavam o figurino. Talvez, venha daí a minha paixão por essa marca de óculos, até hoje não dispenso um Wayfarer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Calça Lee, cabelo ao vento e sandálias rasteiras nos levavam a qualquer lugar. Havia uma importadora na Conde da Boa Vista que vendia a tal calça. Com sorte, ainda se podia comprar um Rayto a Jussier. As escolas, os cinemas, as lojas de disco e de roupa, teatros e bares mais descolados, ficavam todos em torno dessa avenida. Sair da aula nas manhãs de sábado para a sessão Bossa Jovem, no Cinema São Luís, era programa obrigatório. Depois, uma passada na Rozemblit para ouvir, em cabines acústicas, Beatles e Roling Stones, completava a tarde. Afora os “infiltrados” do DOI CODI, a gente não temia nada. O mundo era pequeno para os nossos sonhos. Assim, não perdíamos tempo com bobagem e a farra continuava noite à dentro e, quase sempre, findava na praia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Boa viagem era para o dia e Olinda para noite. Perdi as contas das vezes em que subíamos a Ladeira da Sé em busca de um cantinho para tocar violão e cantar desafinado novas canções. Um livro, o sumiço de um amigo ou uma paixão, era mote para uma noite inteira de conversa. Ninguém falava em novas técnicas para alongar os cabelos, em dietas mirabolantes e em peito ou bunda de plástico. Era o tempo em que todo mundo era bonito de verdade. A época em que João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Paulo que amava Naire que amava Carlos Drummond de Andrade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mudanças eram aquelas para outras cidades. Estudar fora com bolsa integral todo mundo desejava. Mestrado era para quem queria seguir carreira acadêmica por vocação e não por falta de opção. A gente, obrigatoriamente, tinha que ter excelentes notas na graduação para poder concorrer as vagas para as especializações. Não havia ainda as universidades de esquina, essas onde quem tem grana faz até doutorado por email.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Não sinto falta dessa tecnologia feita para enganar. Quem quiser que faça bom uso dos artifícios que prometem a juventude eterna; quem quiser que pense que é doutor, mestre ou o Cão Chupando Manga em alguma coisa. Prefiro cabelo, pele e ventre que contam história, desse jeito não corro risco de ficar calada ante mim mesma e, muito menos, de não me vê ao olhar o espelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7475108490117323617?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7475108490117323617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7475108490117323617' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7475108490117323617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7475108490117323617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/08/nascer-crescer-e-viver.html' title='Nascer, crescer e viver...'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sos2FsQSSgI/AAAAAAAAAvo/LYlhULfTI_w/s72-c/flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-3395842171445833391</id><published>2009-08-10T07:57:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T09:35:44.549-07:00</updated><title type='text'>Sarapatel ao Pesto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SoA_I940zeI/AAAAAAAAAvg/UkSrTj1DqJ4/s1600-h/macarr%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368360179110039010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SoA_I940zeI/AAAAAAAAAvg/UkSrTj1DqJ4/s320/macarr%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Brás, o porteiro da noite, quando me encontra nas vezes em que estou esperando quem vem me buscar para passear, sorrindo, me diz: “Vai dar o seu passeinho, né D. Naire?” Quase sempre, nessas noites, saio com a moçada querida que me apanha em casa com a maior delicadeza do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em duas sextas-feiras seguidas, fui dar o tal passeinho. Na primeira, fui ao vernissage de Zé Carlos Viana, no Centro Cultural dos Correios, com Lula. Encontrei gente que há muito não via. Gente de várias fases da minha vida, e não preciso dizer que a conversa foi animada. Agora, um projeto consistente no Bairro do Recife. Instalações decentes para guardar e exibir arte. Gostei do que vi. Acredito que a era da cidade cenográfica é finita. A chegada desses centros de cultura no “Recife Antigo”( detesto essa denominação para o nosso centro histórico, só me lembra o faz de conta dos prédios pintados tal e qual aos do PROJAC das novelas da Globo), dá dignidade e uso adequado ao nosso mais importante acervo arquitetônico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apesar da chuva inclemente, continuei o passeinho. Fui dos Correios ao Central, pois não sou açúcar que desmancha na água. Mesa na calçada (embaixo da marquise, por motivos óbvios), dois ou três whisky e muita conversa animou a noite. Nesta pisada fui até às três da manhã, isso, porque, resisti ao convite de emendar a noite com o dia numa festinha “in memorian” do Garagem. Quando saio com essa moçada é sempre assim, esqueço da hora e dos anos que nos separam&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na sexta-feira passada, aceitei novamente o convite para o passeinho. Dessa vez, foi Simone quem me apanhou aqui em casa. Um doce para quem adivinhar onde a gente foi. Dou-lhe uma... dou-lhe duas e... dou-lhe três! Ganhou quem disse "para o Central”. Lá é o lugar perfeito para distrair o juízo. É lá onde encontro os queridos; onde o papo é inteligente e animado; onde os garçons me chamam pelo nome e onde a diversão é certa. Não tem erro. Como chegamos depois das nove, as mesas da calçada estavam todas ocupadas. Desse jeito, ficamos no lado de dentro como convidadas de um grupo amigo. À mesa, um documentarista italiano e um casal de jornalistas garantiam que a noite prometia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Roberto, o cineasta, veio filmar a história de Cacá, o traficante de livros. João (quem divulgou o belo trabalho do rapaz das palafitas de Brasília Teimosa), também é um dos entrevistados. Está mais do que sabido que, a baba escorreu, quando Roberto falou sobre meu filho. Conversa vai, conversa vem, vi que o italiano conhece mais o Recife do que muita gente que aqui nasceu e se criou. Nessa altura, reparei que ele e a jornalista estavam mais próximos. Disfarcei e dei a conversa sobre a cidade por encerrada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Resolvi filosofar com o outro par. E haja papo sobre as coisas do coração e da alma. De vez em quando, a gente arriscava um olho para acompanhar o progresso da conversa entre o estrangeiro e a moça do jornal e, piscávamos um para o outro. Animada, ao invés da água escocesa pedi a russa sem pensar no dia seguinte. De repente, não mais que de repente, vimos que já estava tudo definido. Ela nos convidou para almoçarmos juntos no dia seguinte. Arrisquei um palpite sobre o cardápio: apostei que no sábado nós iriamos saborear Sarapatel ao Pesto. E com essa história rimos até o final da noite. De volta à Beira Rio, gentilmente, deixada na porta do elevador, vi o quanto me faz bem o passeinho, mesmo que no outro dia, ao invés de uma iguaria, tenha a velha Neosa como prato principal no café da manhã. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Aos queridos que me levam para dar o "passeinho".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-3395842171445833391?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/3395842171445833391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=3395842171445833391' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3395842171445833391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/3395842171445833391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/08/sarapatel-ao-pesto.html' title='Sarapatel ao Pesto'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SoA_I940zeI/AAAAAAAAAvg/UkSrTj1DqJ4/s72-c/macarr%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-4013327816819333409</id><published>2009-07-29T14:12:00.000-07:00</published><updated>2009-07-30T14:22:12.470-07:00</updated><title type='text'>E deixa que digam, que pensem, que falem.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SnC7qirm_9I/AAAAAAAAAvQ/ESFKWb-hmJs/s1600-h/navegar%2520em%2520mar%2520de%2520letras%2520-%2520jean-sebastien%2520monzani.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363993495736877010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 216px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SnC7qirm_9I/AAAAAAAAAvQ/ESFKWb-hmJs/s320/navegar%2520em%2520mar%2520de%2520letras%2520-%2520jean-sebastien%2520monzani.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Finalmente, decidi requerer a nacionalidade portuguesa. Metade do caminho está pronto, agora é por conta dos patrícios. Tive que ir buscar a descendência da minha avó Juliana, lá na Serra da Estrela, Trás os Montes, Alto Douro, Portugal. Navegar é preciso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acho que já nasci procurando novidade e agitação. Aos seis anos toquei fogo na bagagem do meu tio que acabara de chegar de uma viagem à Europa. Ao tentar acender uma vela embaixo da cama, onde as malas se encontravam, deixei todo mundo sem presentes. Essa e tantas outras aprontei a vida inteira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No colégio era eu quem puxava a brincadeira e a animação. Por diversas vezes, entrei na lista negra para não ser aceita no próximo ano letivo. Como era boa aluna, as freiras reconsideravam a expulsão ante os argumentos do meu pai, que apelava dizendo que eu merecia uma nova chance pelas boas notas do boletim. Sempre fui uma danada, pintava misérias. Porém, jamais deixei de assumir as trelas, talvez, isso, me permitiu receber o crédito de confiança nessas ocasiões. Do mesmo jeito, me comportava na rua onde passei a infância e juventude. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nas manhãs de sábado juntava as meninas para aventuras. Inventava passeios de bicicleta para a outra margem do rio. A gente atravessava de bote e seguia pedalando sem nada temer, até onde a vontade permitisse. Doces dias aqueles! Depois vieram as festas, a praia, a militância política e as farras. Tudo isso ao mesmo tempo e sem hora para acabar. Apesar de ter casado e ter tido filhos muito cedo (aos 28 anos já tinha os três), não deixei de encontrar os amigos e viver intensamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sempre tive casa cheia, viagens e movimento. Nesta altura da vida, já era para ter sossegado o facho, porém, tenho aversão à rotina, aos dias iguais. Definitivamente, não nasci para o sossego e isso não me desagrada. Nesta altura da vida, beirando os sessenta, me preparo para mudar o rumo, outra vez. Não dá para gastar o tempo olhando o rio da varanda. É muito para a minha saúde física e mental. Vou virar a mesa das convenções, fazer da mala a casa e dos sonhos o mundo, senão, não vai dar tempo, porque só temos uma vida, e viver é preciso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-4013327816819333409?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/4013327816819333409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=4013327816819333409' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4013327816819333409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4013327816819333409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/07/e-deixa-que-digam-que-pensem-que-falem.html' title='E deixa que digam, que pensem, que falem.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SnC7qirm_9I/AAAAAAAAAvQ/ESFKWb-hmJs/s72-c/navegar%2520em%2520mar%2520de%2520letras%2520-%2520jean-sebastien%2520monzani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2455750941538934962</id><published>2009-07-19T16:35:00.001-07:00</published><updated>2009-07-20T04:05:19.044-07:00</updated><title type='text'>Abençoada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SmOxtu4JSlI/AAAAAAAAAvI/cycMKry7L4M/s1600-h/lipstick_chanel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360323380736772690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SmOxtu4JSlI/AAAAAAAAAvI/cycMKry7L4M/s320/lipstick_chanel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SmOuOO9kGOI/AAAAAAAAAvA/_ohPh2-fTiY/s1600-h/chanel"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há muito não passava um final de semana tão divertido. Aliás, tudo começou na sexta-feira, quando recebi a boa nova na hora do almoço. Desde então, piso em nuvens. Havia agendado um horário no cabeleireiro para cortar as preciosas madeixas. Isso para mim é coisa séria, assim, não entrego as melenas a qualquer tesoura. Conseguir uma hora com a cabeleireira famosa não é fácil. Ante à novidade, cancelei o horário, ansiosamente, aguardado para dividir com uma amiga a alegria. Mais uma vez, emendei os bigodes e só cheguei em casa no meio da noite. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando estou contente durmo pouco e, dessa vez, não foi diferente. Acordei cedo para um dia de sábado. Oito da manhã já saía da padaria. De lá, segui o destino da Aurora para brincar com José. Estava morrendo de saudade dele, pois a gripe da semana passada não me deixou vê-lo como de costume. Nada neste mundo me mobiliza mais do que os “porqueirinhas”. Para eles não tem cansaço, preguiça ou qualquer outra desculpa. Só mesmo doença, pois o tempo deles é sagrado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De repente, no meio da brincadeira, recebo a ligação de um querido amigo me convidando para passar o final de semana em sua casa da serra. Sem pestanejar, aceitei na hora. Só deu tempo de passar em casa, colocar algumas roupas na mochila e, apressadamente, ir até à Casa dos Frios comprar uma delicadeza para agrada-lo ( manda a boa educação não chegar de mãos abanando nessas ocasiões). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois da cirurgia, não posso dirigir por muito tempo. Apesar de não ter ficado com nenhuma sequela motora, o fato do câmbio ser do lado direito (justo o da mastectomia), exige muita movimentação do braço e da mão destra, o que não é aconselhável, segundo a médica. Desse jeito, sou uma caroneira contumaz. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rapidinho atravessamos a rodovia e chegamos à serra. A casa é um encanto. Parece saída de um livro de história infantil com lareira, velas e sofás aconchegantes. Fica num vale cercada de verde por todos os lados. Muitas árvores, de onde pendem orquídeas e bromélias, completam o cenário. Afora tudo isso, o carinho do casal que nos recebeu com bolo inglês no café de fim de tarde. Para falar a verdade, eu estava merecendo esse afago. Por isso, não me fiz de rogada. Me acomodei num dos sofás tal e qual um gato de hotel, certa de que havia retornado ao útero materno. Mas, o melhor estaria por vir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lá para às oito da noite a casa estava repleta de outros amigos. Gente interessante, boa conversa, boa música, comidinhas e bebidinhas, é comigo mesma. A faixa etária, na sua maioria, beirava os cinquenta e alguma coisa. Todos muito bem para os janeiros vividos. Contudo, uma criatura com alguns a mais chamou a minha atenção quando chegou. Elegantérrima com uma pashimina enrolada ao pescoço, chamaria a atenção em qualquer lugar onde fosse. Para minha sorte ela se acomodou junto a mim. Num instante a gente engrenou uma conversa como se nos conhecessemos há bastante tempo. Do nada, ela revelou a sua idade para a minha surpresa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;-Eu tenho oitenta e dois anos.&lt;br /&gt;-O quê, oitenta e dois anos?&lt;br /&gt;-Peço-lhe desculpas, mas não acredito.&lt;br /&gt;-Juro, eu tenho oitenta e dois anos.&lt;br /&gt;-Com essa pele, esse corpo e esse juízo, me desculpe, mais uma vez, mas...eu não acredito.&lt;br /&gt;-Por que eu iria aumentar a idade se não fosse verdade?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa altura, perplexa, indaguei:&lt;br /&gt;-Então... pelo amor de Deus, me diga qual o segredo para se chegar assim, inteira, maravilhosa aos oitenta e dois anos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na mesma hora ela deu uma risada e disse:&lt;br /&gt;-Não tenho marido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não preciso dizer que dei uma risada maior do que a dela e contei para a sala inteira a maravilha que acabara de ouvir. Juro por todo o Botox da terra, D.Lourdinha é original de fábrica. É viúva há quase trinta anos, teve cinco filhos, salvo engano, mas não há quem diga a idade que tem. Maravilhosa com seu esmalte e batom vermelhos, participou da noite como se tivesse a metade dos oitenta e dois que assume com orgulho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma abençoada, como falam os bíblias da Mário Melo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para D. Lourdinha, claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2455750941538934962?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2455750941538934962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2455750941538934962' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2455750941538934962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2455750941538934962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/07/abencoada.html' title='Abençoada'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SmOxtu4JSlI/AAAAAAAAAvI/cycMKry7L4M/s72-c/lipstick_chanel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-1484263528734331258</id><published>2009-07-14T16:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T17:52:51.580-07:00</updated><title type='text'>Revival</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sl0rT1jwEZI/AAAAAAAAAuw/lIBKGPWuvaA/s1600-h/RITA.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358486751435297170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 245px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sl0rT1jwEZI/AAAAAAAAAuw/lIBKGPWuvaA/s320/RITA.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estou gripada, de novo. Não sei se é suína, caprina ou bovina, só sei que estou acabada. Mas, nada que preocupe. Depois de tudo, gripe é café pequeno. Passei o dia inteiro em casa numa moleza só. Aproveitei para botar a leitura em dia e, também, ouvir alguns discos. Escolhi os mais antigos, aqueles do tempo em que o céu era perto&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lá pelos anos setenta, oitenta, quase sempre, os sábados findavam na Misty, a original. Sem dúvida, o melhor lugar para dançar daquela época. Por estas bandas, não havia nenhum som melhor do que o da Misty. Ás três da manhã a boate pegava fogo. A moçada enlouquecia quando, entre uma música e outra, o DJ soltava “lança, lança perfume”. E só dava Madonna, Michael Jackson, Queen's e Rita, evidentemente. Vem daí a minha paixão pela música pop. Antes de conhecer o som alucinante das noites de sábado, eu só ouvia bossa nova e músicas de protesto. Quem gostasse de outra coisa era alienado. A velha patrulha ideológica. Sem pensar na censura, deixava o banquinho e o violão pela dancing music e botava pra quebrar naquelas noites.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nesse tempo, eu já tinha os meus três filhos. O mundo não parou quando pari. De dia saía com as crianças, ia ao parque ou à praia, para dar uma canseira. Quando a gente voltava dos passeios, eles estavam felizes e mortos de cansaço. Ás sete da noite, já sonhavam com os anjinhos. Juntávamos alguns amigos em casa (naquele apartamento das Graças, onde criei os meninos e vivi os melhores anos da minha vida) e de lá, seguiamos o destino do Tóquio, o primeiro japonês da cidade. Esse era o nome do restaurante de Júlio, que anos depois montou o Quina do Futuro (quem tem competência se estabelece). De lá para a boate era um pulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Misty original ficava num porão de um prédio na Rua do Riachuelo, em frente à Faculdade de Direito. Durante o dia, nos andares de cima, funcionava o primeiro PP (pagou, passou) do Recife, o famoso “Cabaré de Soares”. Depois que o prédio foi vendido, a boate se mudou para a Rua das Ninfas (onde hoje funciona a Metrópole). Nesses anos a gente não perdia tempo. De dia, a praia para levar as crianças, jogar frescobol e combinar o programa da noite. Era uma energia só. Não sei de onde tirava tanta disposição para enfrentar a maratona. Muitas vezes, ainda ia aos aniversários de criança no fim da tarde com os meninos. Duas horinhas de sono, entre oito e dez da noite, eram suficientes para ficar novinha em folha e enfrentar o que estaria por vir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois de dois wiskys e dançar sem parar em cima dos saltos, esquecia completamente o que me aguardava na manhã seguinte: Os três na porta do quarto chamando para o passeio do domingo. Ave Maria, não quero nem lembrar do sono que sentia naquelas manhãs. “Meu reino por uma babá”, dizia o meu juízo fervendo de dor de cabeça. De nada adiantava, pois milagres não acontecem à toa. O jeito era levantar, tomar um banho gelado e enfrentar o alvoroço dos meninos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem dera, agora tivesse um pouquinho do sono, um pouquinho do barulho das crianças, nas manhãs de domingo. Nem precisava ter a praia, o japonês e a boate no sábado. Apenas, o sono e a alegria dos meninos nas manhãs de domingo. Nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-1484263528734331258?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/1484263528734331258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=1484263528734331258' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1484263528734331258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1484263528734331258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/07/revival.html' title='Revival'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sl0rT1jwEZI/AAAAAAAAAuw/lIBKGPWuvaA/s72-c/RITA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-4128281215533836092</id><published>2009-07-09T16:10:00.001-07:00</published><updated>2009-07-10T11:50:26.739-07:00</updated><title type='text'>Jaci, Ceci e Irani</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlZ5KE2SJ-I/AAAAAAAAAuY/0tMB2kYJjpE/s1600-h/arte+indigena.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356602020810860514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlZ5KE2SJ-I/AAAAAAAAAuY/0tMB2kYJjpE/s320/arte+indigena.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Todo ano é a mesma coisa. Digo que lá não vou, que jamais botarei os pés. Mas, quando chega julho e, com ele a curiosidade, não resisto. Sigo o destino da feira do artesanato. Novamente, um balaio de coisas sem graça. Afora o corredor, onde se encontram os mestres da arte popular, o dejá vus de sempre. Gente saindo pelo ladrão, estacionamento complicado, uma babel de gosto duvidoso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para começo de conversa, o engarrafamento. Por si só, ele já é um bom motivo para a gente desistir da visita. Mão dupla numa avenida que mais parece uma rua de tão estreita, gente mal educada cortando pelo lado errado, policiais de trânsito sem saber direito o que fazer para organizar o caos. Depois da maratona sobre quatro rodas, o parto do estacionamento. Três reais para colocar o carro lá na casa de D. Pedro Cipopau, com direito a enfiar o pé na lama ao atravessar o caminho que vai dar na bilheteria. Ainda, tem a fila para comprar o ingresso. Ufa! Nem acredito que consegui chegar sã e salva. Enfim, a feira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por mim, teria visto o espaço consagrado à dama do bom gosto, M. Janete Costa (muito bem montado, seleção perfeita de peças do acervo da arquiteta e um vídeo primoroso contando sobre a sua vida e obra), o dos verdadeiros artesãos, e pronto, me dava por satisfeita. Acontece que fui com duas criaturas que queriam ver tudo e, disposição para isso não lhes faltava. Zanzei com as meninas das cinco da tarde às dez da noite. Isso mesmo, cinco horas vendo a mesmismo da paisagem. Elas paravam em todos os lugares como se estivessem numa Via Crucis. Cada estande era uma estação. Juro por todo o barro de Caruaru e Tracunhaém, juntos. No meio dessa andança devo ter comido uns cinco bombons de cupuaçu (adoro!) e tomado uns cinco litros d'água, para aplacar a sede e o calor. Para o que não tem remédio, remediado está. Então, resolvi relaxar e curtir o espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois das coisas do Brasil, vimos as das Américas, da Europa, Ásia e África. O que tinha de barraca com artigos indianos não estava escrito no Guita. E haja gente comprando lenço, sari, bata e bijuterias pensando seguir o caminho das Índias. Are baba! Era tanto brilho, que cheguei a pensar que os bombons ao invés do cupuaçu, tinham um “matinho” como recheio. Alucinada com as cores, sons e as falsas sedas, não consegui escolher nada para trazer comigo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois do Saara, a porta de saída. Incha Ála! Nem acredito que a volta ao mundo em cinco horas, terminou. Agora, o medo do assalto. Além de longe pra Dedéu, o local onde a gente deixou o carro era ermo, um breu desgraçado. Exaustas, sacolas pra todo lado, vimos, que para completar a confusão, o papel do estacionamento foi junto com o da entrada. Nessa altura, só nos restava apelar pra sorte e para o entendimento do porteiro. Conversa vai, conversa vem, finalmente, encontramos a rua. Ri muito com as trapalhadas e, mais uma vez, pensei nos bombons&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Animadas, fomos comer uma pizza para arrematar a noite. Cheguei em casa no horário da Cinderela (infelizmente, com o par de sapatos nos pés), morta de cansaço e de alegria. Nada como saber que muitas dessas virão, e que os programas de índio, como esse foi, são infinitamente divertidos quando a gente está em dia com a vida!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-4128281215533836092?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/4128281215533836092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=4128281215533836092' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4128281215533836092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4128281215533836092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/07/jaci-ceci-e-irani.html' title='Jaci, Ceci e Irani'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlZ5KE2SJ-I/AAAAAAAAAuY/0tMB2kYJjpE/s72-c/arte+indigena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-4542031650573551111</id><published>2009-07-06T15:30:00.001-07:00</published><updated>2009-07-07T04:08:06.586-07:00</updated><title type='text'>Perroquet</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlJ7OiftwrI/AAAAAAAAAuQ/p9UTDHjRDNg/s1600-h/perroquet.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355478396605153970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlJ7OiftwrI/AAAAAAAAAuQ/p9UTDHjRDNg/s320/perroquet.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Espero o Saia Justa vendo o DVD que ganhei de Beta, a manicure. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Essa menina preciosa, estuda, trabalha e mantém dois filhos sozinha. Gosto de ouvir suas histórias. Bastou eu falar na semana passada que gosto de Roberto Carlos, para ela me presentear um “piratinha” do seu último show. Fiquei sensibilizada com o gesto, coisa rara hoje em dia. Quando isso acontece, penso na delicadeza. E por falar em delicadeza, tenho um grupo de amigos que me foi presenteado pelos meu filhos. Os mais chegados sabem de mim por mim mesma. Sem nenhuma interferência dos meninos, a gente se encontra para conversar. Adoro esses encontros, nem me lembro dos anos que nos separam quando o papo engrena e a conversa vai longe. Me divirto muito na companhia dessa gente querida. Talvez, eles nem saibam o bem que isso me faz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fui ver no cinema a história real do brasileiro Jean Charles, assassinado em Londres em 2005. Pra variar, Selton Melo arrasa no papel título. Uma história comum, igual a de tantos outros que imigraram para as terras da rainha. A estúpida diferença é o assassinato do garoto mineiro que, lamentavelmente, ficou por isso mesmo. Adorei a inserção de Magal, mais kitsch impossível! A cara do povo brasileiro. Cantei (baixinho, óbvio) Oooohhh! Eu te amo...Oooohhh! Eu te amo meu amor... Oooohhh! Eu te amo! E meu sangue ferve por você! A história é enxuta, muito bem contada e não glorifica o rapaz, simplesmente, narra o fato. Também pudera, o diretor é Henrique Goldman (de “Princesa”), brasileiro radicado em Londres, documentarista consagrado&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dessa vez, antes do café com as meninas para comentar o filme, bati um papo com Ninha, a faxineira do banheiro do cinema, que coincidentemente, cantarolava o sucesso que estava na minha cabeça. Ela contou que lembrou da música porque vê a propaganda do filme na TV e, ainda, que “cinema é caro, só quem pode ir é barão”. Quando falei do filme e da música, ela disse que vai encomendar o pirata ao seu cunhado, só por conta de Magal. Lembrei na hora do presente que recebi de Beta, no dia anterior&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não nasci para viver só, gente é a melhor coisa do mundo. Gosto de movimento, de conversa. Converso em fila, em consultório e, até, em banheiro de cinema. Ainda não fui acometida da síndrome da desconfiança que assola esta cidade. Não tenho nada para esconder ou temer. Risco a gente corre até dentro de casa, que o diga a cena policial dos últimos tempos. Marido mata mulher; filho mata mãe; irmão mata irmão, quase todo dia é matéria de jornal. Nunca soube de alguém que tivesse morrido de susto ou medo. Mas... de tristeza e solidão, sim. Isso mata muito mais do que bala. Por isso, não perco a oportunidade de conhecer gente, de ouvir e contar histórias. Já que vou morrer algum dia, que eu morra conversando! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para Beta, Ninha, Simone e Eduardo Machado, pela conversa afinada deste final de semana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-4542031650573551111?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/4542031650573551111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=4542031650573551111' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4542031650573551111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/4542031650573551111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/07/perroquet.html' title='Perroquet'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlJ7OiftwrI/AAAAAAAAAuQ/p9UTDHjRDNg/s72-c/perroquet.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2842272703791136803</id><published>2009-06-30T19:40:00.000-07:00</published><updated>2009-07-07T04:05:42.368-07:00</updated><title type='text'>O mundo é uma Maçã ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkrQPio7XZI/AAAAAAAAAuA/Y8JRzvvifJo/s1600-h/apple6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353320072498339218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkrQPio7XZI/AAAAAAAAAuA/Y8JRzvvifJo/s320/apple6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Voltei às caminhadas na Beira Rio. Depois das andanças pelas ladeiras de Lisboa, dei um descanso aos pés. Não dá para deixar de andar por muito tempo, as doutoras reclamam. Por mim, ficaria em casa olhando o rio pela janela. Fazer exercício físico nunca foi uma coisa prazerosa, mas... como sou obediente ( apenas no quesito saúde), me transformo em um pêndulo e balanço de uma ponte a outra todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Agora, na estação da chuva, caminho ao cair da tarde. Novas caras, gente jovem no percurso. Procuro em vão alguém para conversar no meio dos andantes. A saída para espantar o tédio é a música. Assim, enfio os fones no ouvido e vou pela estrada a fora cumprir a cota diária&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No Ipod, Tom, Elis e Chico; os baianos Gil e Caetano; a modernidade de Arnaldo Antunes, Nação Zumbi e Seu Jorge; Marina Lima, "Miss Eller", Rita, Nara, e Elza. Tem música francesa, americana e muito samba. Às vezes, me animo com o que ouço e canto junto. Quem me vê pensa que não bato bem da bola. Ainda bem que inventaram essas coisinhas para distrair a solidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ficar em casa, ao contrário das caminhadas, me agrada bastante. Não sei costurar nem bordar. Minha mãe não me ensinou nenhuma prenda doméstica. Com ela aprendi o gosto pela leitura e a arte da conversa. Sou autodidata nas coisas da cozinha. Igualmente, não ensinei aos meus filhos as tarefas do lar. Hoje, eles improvisam direitinho. Nesses tempos bicudos a grana só dá para pagar faxineira e olhe lá! Como dizia minha mãe, “a dor ensina gemer”. E muitas vezes, conforme a precisão, eles cantam, dançam e representam ao mesmo tempo. Vi isso em Lisboa com minha filha dando conta da casa, das crianças e da profissão&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para não perder o rumo da prosa, volto à ausência dos trabalhos manuais na minha formação. Pois é, andei preocupada com o que fazer quando me aposentar. Com a descoberta do mundo virtual, relaxei. Além dos livros, da música e da conversa, tem o computador para ajudar o tempo passar com prazer. Sou autodidata, também, na internete. Faço cada coisa que, às vezes, me admiro. Pago contas, compro passagem de avião, livros e discos; converso com amigos, mato a saudade e brinco com Tom e Felipa no Skype; leio, escrevo e sei o que se passa no mundo num instante. Com a curiosidade me atiçando vou longe e ninguém me pega. Descubro uma novidade todo dia. Só não gosto de bater papo com estranhos, acho arriscado. Mesmo assim, tenho uma página no Facebook para me distrair com as coisas inusitadas que por lá aparecem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desse jeito vou dando conta do recado, me preparando para quando eu não puder pisar mais na avenida, como canta “Miss Eller” ao meu ouvido.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2842272703791136803?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2842272703791136803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2842272703791136803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2842272703791136803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2842272703791136803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/06/o-mundo-e-uma-maca.html' title='O mundo é uma Maçã ?'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkrQPio7XZI/AAAAAAAAAuA/Y8JRzvvifJo/s72-c/apple6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-6456912576628458781</id><published>2009-06-27T20:49:00.000-07:00</published><updated>2009-07-06T11:55:34.293-07:00</updated><title type='text'>Estrelas também se apagam</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlJIjb_BqeI/AAAAAAAAAuI/KqRg7dGxM-s/s1600-h/elis.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355422680541669858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlJIjb_BqeI/AAAAAAAAAuI/KqRg7dGxM-s/s320/elis.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkdocT_QJ6I/AAAAAAAAAtw/xPT3mOEjuK8/s1600-h/elis.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkdoLvV2ZMI/AAAAAAAAAto/4DsJZvLlH7M/s1600-h/john-lennon.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352361233049085122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkdoLvV2ZMI/AAAAAAAAAto/4DsJZvLlH7M/s320/john-lennon.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkbpsRHo4PI/AAAAAAAAAtI/3s7kskG8oaY/s1600-h/marilyn-kornman-m.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352222153895370994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 266px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkbpsRHo4PI/AAAAAAAAAtI/3s7kskG8oaY/s320/marilyn-kornman-m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Skbpctcaj-I/AAAAAAAAAtA/NldnTgaYoQY/s1600-h/elvis-presley.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352221886620798946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Skbpctcaj-I/AAAAAAAAAtA/NldnTgaYoQY/s320/elvis-presley.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkbpOJ9HBbI/AAAAAAAAAs4/UPyVd9Cbre8/s1600-h/janis.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352221636576085426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkbpOJ9HBbI/AAAAAAAAAs4/UPyVd9Cbre8/s320/janis.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkboajS253I/AAAAAAAAAsw/UplQMqypxf4/s1600-h/Celebrity-Image-James-Dean---Dream-72611.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352220750024992626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkboajS253I/AAAAAAAAAsw/UplQMqypxf4/s320/Celebrity-Image-James-Dean---Dream-72611.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mais um sucumbe à fama. Todos comem o pão que o diabo amassou antes de atrair multidões. Vão do céu ao inferno. O sucesso, a perseguição da mídia ou a adoração esquizofrênica do público são os causadores dessa descida definitiva aos domínios de Lúcifer, à procura do paraíso. Todos lhe vendem a alma em busca dessa adoração.Vidas alucinantes, trajetórias conturbadas. Deixar de ser gente e virar produto não é para qualquer um. Precisa ser obstinado, ter o céu e o inferno como limite. Essa é a máxima. Talento apenas, não leva ninguém à glória. Exploração, abuso sexual, drogas, ameaças de morte, medo e muita humilhação também são ingredientes da mistura letal. Sangue- sugas vivem à sombra desses mitos. Bebem o sangue, o suor e as lágrimas sem pena ou dó. Depois de ser famoso, rico e admirado, furam os olhos. Cegam ante o próprio brilho. Eles se atiraram de qualquer modo, ao sucesso, ao dinheiro e ao poder e, simplesmente, não conseguem alterar o rumo dessa viagem sem volta. Ser ícone planetário tem seu preço. Para nós seres mortais, fica difícil entender o paradoxo: com o mundo a seus pés, preferem a auto destruição. E para fazer jus ao nome, a morte tem que ser trágica. Não tem graça morrer velhinho. Assassinato, suicídio, velocidade e over dose os mantém vivo na boca do povo para sempre. Esse é o preço. Lamentavelmente, estrelas também se apagam! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;"Em termos de absoluta verdade, não posso negligenciar o que me foi rico na vida. Cantar não é trabalho, é devoção, é sacerdócio. E ser artista foi o que me deixou de pé. Foi para isso que eu vim. Filho é tão forte quanto. O resto é resto” (Elis Regina) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-6456912576628458781?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/6456912576628458781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=6456912576628458781' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6456912576628458781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/6456912576628458781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/06/as-estrelas-tambem-se-apagam.html' title='Estrelas também se apagam'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SlJIjb_BqeI/AAAAAAAAAuI/KqRg7dGxM-s/s72-c/elis.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8597257194867551770</id><published>2009-06-22T17:53:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T20:35:23.009-07:00</updated><title type='text'>Sete, para dar sorte.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkAn0_OS5XI/AAAAAAAAAso/pyCw7YutkW4/s1600-h/casinha"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350320148594222450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkAn0_OS5XI/AAAAAAAAAso/pyCw7YutkW4/s320/casinha" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Daqui da varanda vejo o dia ir antes da hora. Com a chuva, ele virou noite mais cedo. Em outro tempo, num dia igual a este, já estaria pendurando balõezinhos noutra varanda. Adorava aquela casinha. Cada canto, cada cômodo. Tudo foi feito com muito esmero para compor o lugar onde iriamos viver com alegria o terceiro tempo das nossas vidas. Era esse o projeto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Passamos dez anos sem dar muita bola para aquele pedaço de terra no meio do mato. No início, a idéia era fazer três casas para compartilharmos com os amigos a felicidade. De vez em quando, a gente subia a serra para sonhar e riamos muito ao medir o terreno, à passadas, nas vezes em que lá chegávamos. Até que um dia o sonho virou realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao invés de três, construímos quinze casas. “Quero a 7, para dar sorte”, disse na primeira vez em que as vi no papel. E na "7" fiz compotas de frutas para sobremesa, saladas para os dias quentes e sopas para as noites de frio. Compus um jardim dentro de outro jardim e, também, plantei uma horta. Ainda na construção, cobri as paredes de hera. Tal e qual ao desejado, os dias e as noites eram leves naquela casa encantada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas, como não há bem que sempre dure... tudo isso virou saudade. Não vou mais à casa 7. Não consigo vê-la sem a outra metade. Dói o coração. Nas poucas vezes em que tentei passar alguns dias por lá (depois que tudo virou saudade), em todas, adoeci de verdade. O corpo fala quando a alma entristece. Desisti da casinha de vez, pois, basta de metades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Igual à chuva, que fez o dia virar noite mais cedo, a tristeza de lá, fez o futuro virar passado antes do tempo&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8597257194867551770?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8597257194867551770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8597257194867551770' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8597257194867551770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8597257194867551770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/06/sete-para-dar-sorte.html' title='Sete, para dar sorte.'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SkAn0_OS5XI/AAAAAAAAAso/pyCw7YutkW4/s72-c/casinha' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-5152326310905591185</id><published>2009-06-18T20:33:00.001-07:00</published><updated>2009-06-19T13:45:47.523-07:00</updated><title type='text'>Amor Perfeito</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SjsHgi99spI/AAAAAAAAAsg/WoNkn_7XcD8/s1600-h/tom+na+fonte+II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348877238156505746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SjsHgi99spI/AAAAAAAAAsg/WoNkn_7XcD8/s320/tom+na+fonte+II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quem dera ter um pó de pirlim pimpim,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;uma varinha mágica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ou uma lâmpada encantada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para num instante estar ali, juntinho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para dar banho, botar pra dormir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e rezar pro Anjinho da Guarda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O meu amor por ele não é desse mundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não é o maior, nem o mais doce e delicado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É um amor diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem nome, sem limites.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Intenso, exagerado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Que já nasceu comigo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O amor perfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sem decepções, sem infidelidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-5152326310905591185?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/5152326310905591185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=5152326310905591185' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5152326310905591185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/5152326310905591185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/06/o-maior-amor-do-mundo.html' title='Amor Perfeito'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SjsHgi99spI/AAAAAAAAAsg/WoNkn_7XcD8/s72-c/tom+na+fonte+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7231547296280957490</id><published>2009-06-15T11:23:00.000-07:00</published><updated>2009-06-25T07:01:49.556-07:00</updated><title type='text'>Amaro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SjaR5m43ZaI/AAAAAAAAAr0/iHUiMH9ljlc/s1600-h/simples.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347622026426672546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 213px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SjaR5m43ZaI/AAAAAAAAAr0/iHUiMH9ljlc/s320/simples.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gosto de ficar em casa aos domingos. Nesses dias arrumo gavetas, rasgo papéis, descubro roupas, sapatos e outras coisas que não uso há bom tempo. Nesses dias, também, faço sacolas para dar destino ao que não me serve mais. Dizem, os espiritualizados, que devemos nos livrar dos entulhos para deixar a energia fluir. Para falar a verdade, não guardo nada que não tenha utilidade, mágoa é uma delas. Faz mal, adoece. Eu sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto espero Mana e José para irmos a um aniversário de criança, me emociono com a conversa direta do porteiro. Alias, com raras e honrosas exceções, hoje em dia prefiro ouvir o que as pessoas simples contam. Não aguento mais teatro, faz de conta e outras enganações dos “letrados” de classe média. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu irmão, tem umas tiradas ótimas a respeito da categoria. A melhor de todas, sem dúvida, é : “Chifre e carro do ano é preocupação de classe média”. E, quase sempre, constato que ele tem razão&lt;/span&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sexta-feira, no cabeleireiro, uma fina e uma fofa, conversavam animadamente. Vestidas quase como um par de jarros ( a diferença era a cor da produção) falavam em uma festa junina que iriam naquela noite. Primeiro combinaram para ir de botas e vestido, citando a marca de cada peça. Acertado o figurino, enveredaram pela lista dos prováveis convidados que estariam no forrobodó. Aí começou a malhação. Quase não sobrou ninguém para dividir a pamonha, a canjica e quem sabe até o marido, mais tarde. Pareciam que estavam no sofá das suas casas, tamanha a tranquilidade com que se referiam aos nomes e&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;a vida das pessoas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No meio dos crucificados, muita gente conhecida. Mas, elas não se intimidavam com os olhares das outras pessoas daquele espaço. Ora falavam do cabelo, da gordura, ora da casa, do carro e, evidentemente, dos maridos e das mulheres das figuras. Baixaram o nível sem nenhuma cerimônia para adjetiva-los. Corno e rapariga, era elogio. Nessa altura, mudei de lugar. Vixe Maria, quanta amargura!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Enquanto isso, no domingo, o porteiro me contou que a sua mulher tinha ido embora com o vizinho. Com dignidade, me pediu algumas orientações quanto à guarda dos filhos e outros direitos sem, sequer, dizer que a ex-companheira era feia ou bonita. Chegou até a enxugar algumas lágrimas, mas não disse nada que ofendesse a mãe dos seus filhos. Dei as orientações necessárias e me coloquei à disposição para ajudá-lo, pois, solidariedade nessas horas é fundamental. Ajuda, acalma. Eu sei&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Prestando atenção no rapaz que se desconstruia a minha frente, nem notei que Mana e Chico haviam chegado pontualmente, o que é raro. Com os olhos rasos d'água me despedi certa de que ele escolheu o caminho sem volta embora não saiba, como eu, que ele é o mais amargo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Há três maneiras para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo."&lt;br /&gt;( Confúcio&lt;/span&gt;)&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7231547296280957490?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7231547296280957490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7231547296280957490' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7231547296280957490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7231547296280957490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title='Amaro'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SjaR5m43ZaI/AAAAAAAAAr0/iHUiMH9ljlc/s72-c/simples.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7092295028157740361</id><published>2009-06-08T12:20:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T14:42:34.401-07:00</updated><title type='text'>Com tempo ruim, todo mundo também dá bom dia!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Si2BIfTlRrI/AAAAAAAAArs/pT8zOUQ-yJc/s1600-h/chuva+e+sol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345070315601217202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Si2BIfTlRrI/AAAAAAAAArs/pT8zOUQ-yJc/s320/chuva+e+sol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Si13shoDV_I/AAAAAAAAArk/ZKtbgg-cvBU/s1600-h/faca_chuva_mini_grande.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mais uma vez, fui à mastologista fazer os exames de rotina. Graças a Deus, tudo bem. Como de costume, marquei o último horário. Duas horas de conversa contadas no relógio. Dessa vez, disse de Lisboa antes de tirar a blusa para ser examinada por Isabel. Para quem ainda não sabe, a doutora é portuguesa e, aqui e acolá, deixa escapar o sotaque lusitano. Dizer da minha gratidão é lugar comum. Se eu for falar das maravilhas que essa criatura fez e faz por mulheres vítimas do câncer de mama como eu, vou varar a noite, entrar pelo dia e não dou conta. Sou suspeita, é certo. Contudo, seria injusta se não reconhecesse a sua competência e dedicação&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todas as vezes que vou ao Português, lembro daquela tarde onde pensei que os meus dias estavam contados; do medo; do desespero; da noite em que acordei numa sala de cirurgia atada a uma mesa sem entender direito o que havia se passado comigo. Agora, atravesso os corredores sem pressa, feliz por estar novamente ali. "São as voltas que o mundo dá, nega", digo a mim mesma&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Perdi o medo da morte, porém, continuo cautelosa com a doença. Faço tudo o que me mandam, não vacilo. Para o que não tem remédio, remediado está. Não me iludo quando ouço alguém dizer que estou curada. Estou na luta e assim será para sempre. Isso faz parte da minha vida, é como se eu eu fosse portadora de uma deficiência qualquer. Cardiopata ou diabética, que precisa obedecer os limites e os protocolos médicos para viver bem. Sem drama, encaro o câncer como ele é. E, desse jeito, vivo a vida com mais qualidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, em uma das sessões com o doutor do juízo, tentei disfarçar a realidade. Fiz de conta que não estava nem aí para o mal, dei uma de doida para melhor passar. Pensando que a criatura não prestava atenção na minha pseudo segurança, mandei um texto às avessas, troncho de verdade, daqueles viajados, onde a gente é o Raio da Silibrina, que dá conta de tudo e nada nos derruba. Quando eu estava no auge do delírio, ele com a sua voz mansa disse: “ Naire, Naire... não esqueça que você já gastou a sua cota de ilusão”. Desde então, quando o vôo ultrapassa os limites da razão, lembro da preciosa recomendação e baixo as asas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensar que tudo já passou, que foi um pesadelo ou uma história mal assombrada que me fez perder o sono uma noite apenas, de nada adianta. Muito pelo contrário, enfraquece e me impede de ver saídas e oportunidades de viver mais e melhor. A doença é um dado real, ela existe e merece a atenção necessária para que não se multiplique em outras. Aquelas que dilaceram a alma, que nos levam ao caminho de volta por estradas infinitamente mais perigosas do que as que nos trouxeram até ela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como a natureza, tenho o meu  tempo de outono. Tempo de parar e refletir a respeito de tudo que envolve o ciclo da vida. Quando a gente pensa, usando só a razão, tudo faz sentido. Descobre que dentro da gente está o caminho e a a força. Não existe tempo bom ou ruim, existe só o tempo de querer mudar, de ter coragem para viver as coisas como elas são. Pois, *cantar nunca foi só de alegria, com tempo ruim todo mundo também dá bom dia!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;*Palavras(Gonzaguinha)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7092295028157740361?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7092295028157740361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7092295028157740361' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7092295028157740361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7092295028157740361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/06/com-tempo-ruim-todo-mundo-tambem-da-bom.html' title='Com tempo ruim, todo mundo também dá bom dia!'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Si2BIfTlRrI/AAAAAAAAArs/pT8zOUQ-yJc/s72-c/chuva+e+sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-650314986957887829</id><published>2009-06-01T15:22:00.000-07:00</published><updated>2009-06-01T16:38:21.116-07:00</updated><title type='text'>Desregrada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SiReMA3aRKI/AAAAAAAAArU/MWPkhvnzZFg/s1600-h/Arco-flecha-dificil.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342498618452100258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 237px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SiReMA3aRKI/AAAAAAAAArU/MWPkhvnzZFg/s320/Arco-flecha-dificil.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SiRat-8aqHI/AAAAAAAAArM/7ZHeB_6MoTM/s1600-h/sagittarius.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Passei a semana de molho. Defesas baixam, tudo aparece. Dessa vez, gripe e conjuntivite ao mesmo tempo. Repouso, vitamina “C” e soro gelado, curaram as duas. Para completar, quase fui extorquida por dois motoqueiros que vieram a minha porta cobrar uma infração que não cometi. Mas essa é uma história inusitada, que prefiro esquecer. Ave Maria, quase entro em pânico e não boto o pé fora de casa nunca mais. Ainda descobri um desconto mal assombrado na minha conta do banco. Tudo isso me tirou o sossego, uma loucura!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como tudo na vida tem dois lados, a semana passada também teve coisa boa. No domingo, aconteceu o batizado de José, que cada dia fica mais lindo. Cabelo cacheado, olho azul e pele cor de rosa lhe assemelha aos anjinhos da Madre Deus, onde foi a cerimônia. E como acontece nessas datas, mais uma vez, me esmerei nas coisas da mesa. A gente tem um cardápio próprio para essas ocasiões, e por mais que queira inovar, finda tal e qual aos outros. Saladas, sanduíches frios, tortas de queijo, terrines, pastas e muitas sobremesas compõem o menu. Tudo feito com carinho para os mais chegados, evidentemente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sou chegada numa comemoração. Aniversário, Natal, Dia de Mãe, de Pai, das Crianças, não deixo passar em branco por nada neste mundo. Nada mega, tudo pequeno, para vinte pessoas no máximo. Só não fiz festa de casamento nem formatura para os meninos. Eles não gostam, acham desperdiço de dinheiro. Preferiram viajar quando terminaram a faculdade e, arrumar a casa quando se juntaram aos companheiros, no que fizeram muito bem. Sei de gente que vende o que tem e o que não tem para fazer festa de arromba nessas ocasiões. Em contrapartida, nunca cruzaram o Atlântico e sequer tem um sofá decente para descansar. Claro, quando a grana dá para fazer a festa, arrumar a casa ( sem contar com os presentes) e abrir as asas, não tem como não se animar e fazer uma. Para falar a verdade, não gosto de festão, acho impessoal. Essa coisa de “gregos e troianos”, não é comigo. Aliás, nos últimos tempos, nem dou e nem vou à festas. De vez em quando, reúno os de sempre para tomar um café, caprichado, é certo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este ano faço sessenta anos e motivo não me falta para uma bela comemoração. Daqui pra lá, decido se junto as duas dezenas que moram no meu coração aqui mesmo na Beira Rio ou vou apagar as velinhas à beira do Tejo, no Adamastor. Para seguir a regra de não ter regra, de não planejar ou programar mais nada, quem sabe, terei esse dia como outro qualquer, onde abro a janela e atiro a flecha do desejo, simplesmente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-650314986957887829?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/650314986957887829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=650314986957887829' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/650314986957887829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/650314986957887829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/06/desregrada.html' title='Desregrada'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SiReMA3aRKI/AAAAAAAAArU/MWPkhvnzZFg/s72-c/Arco-flecha-dificil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-9107752453789420038</id><published>2009-05-23T18:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-23T20:13:42.956-07:00</updated><title type='text'>Nós duas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShilviVClaI/AAAAAAAAArE/veJ1Ajv8G6o/s1600-h/Imagem044.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339199594335212962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShilviVClaI/AAAAAAAAArE/veJ1Ajv8G6o/s320/Imagem044.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nem parece que faz apenas uma semana que cheguei. Há muito o tempo não demorava tanto para passar. E olha que já engrenei logo na segunda-feira, trabalho, supermercado e os afazeres da casa. Sem dúvida, a minha cabeça ainda está lá. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Toda vez que passo uma temporada longe de casa, sinto como se ela tivesse perdido a cor. Há dois anos, no período pós cirurgia, fiquei quase três meses com a minha filha e, quando voltei, tive a mesma sensação. Por mais que ela esteja limpa, arrumada e cheirosa, para mim é como a encontrasse cinza, empoeirada, abandonada, até&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fico doidinha enquanto não lhe dou vida novamente. A primeira providência é enche-la de flor. Dou uma carreira na florista e trago as que mais me encantam. Mudo uma planta de lugar, troco lençóis e toalhas de banho, invento algum conserto para fazer (dessa vez, coloquei a cortina no banheiro dos netos e troquei as cordas do varal), compro frutas, Pão de ló para torradas, goma para tapioca, pães e queijo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Abro as cortinas, boto um disco e fico horas no sofá da sala sem pensar em nada, apenas voltando pra casa. É um rito, uma cerimônia. Se não tiver a minha alma, o meu cheiro, a minha marca, não é minha casa. Faço isso para nós duas, eu e a solidão.&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Para João, meu filho, que hoje faz 31 anos&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-9107752453789420038?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/9107752453789420038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=9107752453789420038' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/9107752453789420038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/9107752453789420038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/05/nos-duas.html' title='Nós duas'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShilviVClaI/AAAAAAAAArE/veJ1Ajv8G6o/s72-c/Imagem044.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7890252306246541081</id><published>2009-05-20T17:11:00.001-07:00</published><updated>2010-03-19T04:58:13.706-07:00</updated><title type='text'>Mrs. Verne</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShScWfeXT_I/AAAAAAAAAq0/5xx0wY0aSiI/s1600-h/4465balao.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338063368560791538" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShScWfeXT_I/AAAAAAAAAq0/5xx0wY0aSiI/s320/4465balao.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Voltei para o ninho. O vôo foi tranquilo e, dessa vez, não senti o quarto de dia passar. Tive a sorte de ter a encantadora Rita como companhia. Desde a fila de embarque, a moça que sentou ao meu lado, chamou minha atenção. Duas tranças, calças jeans surradas, tênis, boné e uma maravilhosa bolsa de couro às costas, destacavam a morena tipicamente brasileira no meio dos viajantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Bagagem de mão guardada, cinto apertado, abri o livro para distrair o medo. De repente, a vizinha estende a mão e diz: “muito prazer, Rita”. Daí em diante, a conversa só parou com as ridículas palmas dos outros passageiros na aterrisagem do avião. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;De início tímido, o papo foi engrenando e nos aproximando, a cada minuto sobre o Atlântico. Duas criaturas tagarelas, que nunca se viram antes, em um vôo de seis horas sem escala, sem ter outra coisa para fazer, a não ser esperar o tempo passar, só podia render muita conversa.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Apresentação feita, na sequência, a clássica pergunta: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;-Você é de onde?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;-Recife, respondi. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;- Porto de Galinhas, disse Rita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;A partir desse momento, fechou-se o tempo. Falamos mais do que a mulher da cobra. Contei dos dias em Lisboa, da despedida com os olhos rasos d´água, dos meus filhos, dos meus netos e da vida em Recife. Por sua vez, ela não deixou barato, contou tim tim por tim tim sua interessante história&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Rita mora numa montanha em Gestad, na Suíça. Trabalha com o marido em uma estação de ski, onde ele é instrutor de snowboard e ela garçonete. Saiu de Porto de Galinhas há sete anos para casar com “My love”(como ela chama o marido). Filha de pescador com tapioqueira, sempre desejou conhecer o mundo e, não pensou duas vezes, quando aceitou o pedido de casamento caído do céu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Conheceu “My love” em Porto de Galinhas. No início, não achou a menor graça no gringo, que segundo a sua descrição, é careca e quase transparente de tão branco. Sem falar outra língua, além do português, arranjou um jeito para se comunicar e encantar o estrangeiro em uma única noite. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Três semanas depois foi surpreendida com a visita de “My love”. Dessa vez, acompanhado da sua mãe para pedi-la em casamento. Naquele momento viu a grande chance de realizar o seu sonho e, sem titubiar, deu a resposta na bucha, foi morar nos Alpes e vive um conto de fadas, segundo a própria. Em todas as vez que falou no marido, ela levantou o boné, olhou para o céu e agradeceu a Santa Rita de Cássia, sua xará e protetora, a graça de tê-lo encontrado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Nessa altura, eu já chamava o seu príncipe encantado de My love, também; sabia a sua idade; que ele gosta de comida brasileira; quanto o casal ganha na alta estação de inverno e quais as cidades do mundo que conhecem. A propósito, nunca havia encontrado até então alguém que conhecesse o mundo de ponta a ponta como ela. Essa parte do relato me deixou com água na boca. A danada estava voltando de uma temporada de mergulho em águas africanas direto para Maracaípe, onde ficará duas semanas matando a saudade da família. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Contou que já fez um safári; que passou três meses como acompanhante de uma milionária na Índia, hospedando-se em palácios; que conhece o Japão, a China e todos lugares onde existe neve. Aí, sinceramente, babei feito criança e sequer bati a pestana&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Encantada com o relato da versão feminina de Júlio Verne, não senti o tempo passar. Por pouco, não pedi a foto de My love, o Snow Man, para me certificar que ele existe de verdade, ante as maravilhas contadas pela moça de tranças. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Com a aeronave no chão, d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;esamarramos os cintos, pegamos as bagagens de mão e nos despedimos ali mesmo. Pois é, não tem jeito, a gente é mesmo para o que nasce.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7890252306246541081?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7890252306246541081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7890252306246541081' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7890252306246541081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7890252306246541081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/05/mrs-verne.html' title='Mrs. Verne'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShScWfeXT_I/AAAAAAAAAq0/5xx0wY0aSiI/s72-c/4465balao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-2108166243704442475</id><published>2009-05-16T22:58:00.000-07:00</published><updated>2009-05-21T15:00:17.452-07:00</updated><title type='text'>Dois rios</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShXOs-_YttI/AAAAAAAAAq8/uKMrqwTSEyU/s1600-h/VISTA+DA+VARANDA.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338400205536016082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShXOs-_YttI/AAAAAAAAAq8/uKMrqwTSEyU/s320/VISTA+DA+VARANDA.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sg-xUpSb8MI/AAAAAAAAAqc/kv8Mme8BUqI/s1600-h/Tejo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336679051696009410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sg-xUpSb8MI/AAAAAAAAAqc/kv8Mme8BUqI/s320/Tejo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Talvez, agora sinta mais saudade do que antes. Dormi e acordei todos esses dias com Tom e Felipa. Fui buscá-los na escola, levei-os ao parque, ao café para comer um doce, subi e desci muitas ladeiras nessas tardes de primavera. Parece que foi ontem que aqui cheguei com o coração à boca. Não deu para conter as lágrimas quando os vi no aeroporto. Eram cinco horas da manhã de um dia chuvoso e frio. Junto à porta da saída da imigração ele, Tom, com o seu casaco azul marinho, espichou o braço e me entregou o desenho que fizera para mim na noite anterior. Nessa hora, dei e recebi o abraço mais apertado de toda minha vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nesta temporada descobri os encantos de Lisboa, por quem estou apaixonada. Nada aqui é para “inglês ver”. O&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; povo é politizado e, mais uma vez, se prepara para as Européias, que acontecerão no próximo mês. Lisboa é uma cidade acolhedora que mantém as suas tradições e, também, se moderniza a cada dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Afora os museus, jardins e a arquitetura, tem a maravilhosa cozinha portuguesa. Devo ter engordado uns cinco gramas, tantos foram os doces e as açordas saboreadas como manjar do céu. Além do meu genro ser um exímio cozinheiro, os cafés e as tascas não deixam ninguém passar sem beliscar um doce, comer uma tosta ou tomar “uns copos”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lisboa não tem mar, mas tem o Tejo, um rio que para uma nordestina cumpre bem o papel de amplitude das águas marinhas. Tem muitos miradouros e o meu preferido é o de Santa Catarina ou Adamastor para os íntimos (uma estátua do monstro de Os Lusíadas de Camões é a maior marca do local). É lá onde se encontra o povo descolado de Lisboa para admirar o pôr-do-sol e onde aprendi a apreciar a rubra sangria. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ontem voltei ao Chiado, à Baixa e ao Bairro Alto. Almocei no A Brasileira e depois fui até Alfama, no *Chapitô. Minha filha está finalizando a produção para uma apresentação de um grupo de dança brasileira aqui em Lisboa e tem o centro cultural como parceiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não ter e não precisar de carro é uma libertação. É um privilégio resolver quase tudo a pé. Basta um pouco de disposição para subir e descer ladeiras, que está quase tudo á mão. Lojas, restaurantes, esplanadas, miradouros e ainda bares e cafés para se jogar conversa fora contemplando a cidade.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Agora, só me resta abrir novamente as asas para voltar ao Capibaribe e fazer dele o Tejo, com as minhas lágrimas de saudade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;*O Chapitô é um projecto iniciado nos anos oitenta, por Teresa Ricou, artista portuguesa estreitamente ligada às artes circences, que criou fama com o seu personagem “Teté, a mulher palhaço”. A associação não tem fins lucrativos e, promove através das artes e dos ofícios do espetáculo, a integração social de jovens em situação de fragilidade social&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-2108166243704442475?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/2108166243704442475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=2108166243704442475' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2108166243704442475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/2108166243704442475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/05/dois-rios.html' title='Dois rios'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/ShXOs-_YttI/AAAAAAAAAq8/uKMrqwTSEyU/s72-c/VISTA+DA+VARANDA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7822462458645864992</id><published>2009-05-12T03:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T01:09:12.570-07:00</updated><title type='text'>Fernando e Clarice</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SglSCnaOcEI/AAAAAAAAAqU/wYKIr-5P_7s/s1600-h/Pessoa.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334885438489260098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SglSCnaOcEI/AAAAAAAAAqU/wYKIr-5P_7s/s320/Pessoa.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SglRsttWy5I/AAAAAAAAAqM/5BFpX9lFL3U/s1600-h/clarice_lispector2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334885062222990226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 306px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SglRsttWy5I/AAAAAAAAAqM/5BFpX9lFL3U/s320/clarice_lispector2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outra vez, fui à Casa Fernando Pessoa. Agora, para ver uma mostra sobre Clarice Lispector. A Casa fica quase na esquina do prédio onde estou nesta temporada que vai virar saudade. Pessoa passou os seus últimos quinze anos de vida em Campo de Ourique, ocupando um único cômodo em um sobrado de três andares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A arquitetura da Casa transporta-nos ao labirinto de melancolia da sua vida sentimental. O quarto onde ele viveu esses derradeiros anos, se encontra no 1º piso e nada foi modificado. Uma cama, um criado mudo e uma estante, com os originais de quase toda a sua obra, compõem o ambiente. Nesse andar também estão a sua biblioteca pessoal e a sua máquina de escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao longo da visita pode-se ver uma vasta coleção de manuscritos de poetas portugueses contemporâneos e retratos de Pessoa pintados por artistas consagrados. No edifício, além do piso dedicado ao espólio do poeta, existe um pequeno auditório, salas onde se realizam sessões literárias, exposição de artes plásticas, lançamentos de livros, numa programação frequente que, dá vida e sentido ao memorial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A biblioteca que ocupa parte do piso térreo e do primeiro andar, é constituída do acervo pessoal de Pessoa (cerca de 1200 títulos); quase tudo o que foi escrito por e sobre ele, e vários livros de poesia portuguesa e estrangeira. A Casa é despojada, sem qualquer excesso, obedecendo o estilo de vida de quem ali ocupou apenas um quarto e deixou um tesouro para a humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quanto à mostra Clarice, sinceramente, achei pobre. A montagem é caricata, com paredes pintadas de amarelo ovo e, uma instalação de mau gosto no centro da sala, agride com a sua feiúra a delicadeza de Clarice. Na verdade, uma coisa primária, que, nem de longe, faz jus à homenageada. Fiquei decepcionada com o que vi. Mesmo assim, lembrar Clarice, ler Clarice, sempre é oportuno. E nesse sentido, a mostra cumpre o seu papel. A estética, contudo, deixa a desejar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caminhando, desci até à Estrela onde tomei o elétrico e segui até a Baixa. Passei o resto da tarde por lá cascavilhando o que me interessa. Em uma livraria, salas de leitura repletas de gente silenciosa que aproveitava o intervalo do almoço para alimentar a alma. Dessa vez, além da saudade dos meus que aqui ficarão, vou levar também a de Lisboa, que já inunda o meu coração inventado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;À Dina e a Lula, meus queridos&lt;/span&gt;.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7822462458645864992?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7822462458645864992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7822462458645864992' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7822462458645864992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7822462458645864992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/05/fernando-e-clarice.html' title='Fernando e Clarice'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SglSCnaOcEI/AAAAAAAAAqU/wYKIr-5P_7s/s72-c/Pessoa.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-1024414096686557520</id><published>2009-05-06T09:08:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T09:17:13.773-07:00</updated><title type='text'>Nem Vira, nem Fado.... Hip Hop, pois!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SgHBsj_f3-I/AAAAAAAAAqE/WraPJIoESck/s1600-h/0,,15560255-EX,00.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332756405103353826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SgHBsj_f3-I/AAAAAAAAAqE/WraPJIoESck/s320/0,,15560255-EX,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ontem, andei mais de seis quilômetros. Ainda bem que foi descendo, pois para baixo todo santo ajuda. Saímos de Campo de Ourique às onze da manhã e fomos almoçar em Santos. Passamos pela Estrela, por São Bento, seguindo a trilha do elétrico. O dia estava esplendoroso, no céu nenhuma nuvem&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vimos as lojas de design e várias instalações urbanas pelo caminho. Com o estômago quase colado às costas, encontramos a tasca para o almoço. Literalmente, fomos ao Paraíso, sem escalas. De entrada, pão rústico com azeite, oliva temperada, sardinhas, queijos artesanais e presunto defumado. O prato principal foi uma Açorda de Gambas, daquelas que se come rezando. Como desmantelo só presta grande, pedimos uma torta de frutas silvestres para a sobremesa e um cafezinho para arrematar. Comemos que nem uns frades, pois!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não demorou quase nada para a culpa enxerida encostar. Para a consciência não pesar tanto quanto a gente, continuamos a caminhada. Pegamos o Cais do Sodré e cheguei a pensar que estava no José Estelita, andando com segurança, óbvio. Minha filha sabe do meu gosto e escolhe a dedo os nossos passeios, Dessa vez, me apresentou ao Underground lisboeta, rua à rua, ou melhor, beco a beco&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A arte urbana mostra trabalhos de artistas que usam as novas tecnologias para se expressar com grande influência do movimento punk. Esses artistas são alguns dos personagens da música eletrônica, do fanzine e de outras conexões da cultura urbana daqui. Em Lisboa esse movimento tem identidade própria, provocou uma revolução cultural, sendo referência para diversas cidades do mundo, inclusive algumas do Brasil. A inovação da cultura lisboeta se apresenta em linguagens como música, teatro, dança, artes plásticas, cinema e moda. Realmente, modernidade não falta em Lisboa. Ledo engano, pensar que aqui só se ouve fado e só se dança vira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Botando a alma pela boca fomos tomar sorvete na Ben &amp;amp; Jerry's, o melhor “gelado” que já provei até hoje. Deu vontade de ficar me refrescando e apreciando as criaturas mais transadas de Lisboa, que todo o fim de tarde batem o ponto lá. Achando pouco, ainda fomos com as crianças ao Jardim da Parada, depois da escola. Nessa altura o relógio marcava sete da noite, porém, parecia três da tarde ante a luminosidade do sol. Ufa! Voltei acabadinha da Silva, contudo, disposta para outra maratona. Aproveito todos os dias que a vida me presenteia, pois, como dizia minha mãe, "quem de uma escapa, cem anos vive!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-1024414096686557520?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/1024414096686557520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=1024414096686557520' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1024414096686557520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/1024414096686557520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/05/nem-vira-nem-fado-hip-hop-pois.html' title='Nem Vira, nem Fado.... Hip Hop, pois!'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SgHBsj_f3-I/AAAAAAAAAqE/WraPJIoESck/s72-c/0,,15560255-EX,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-7189153421475112650</id><published>2009-05-02T16:50:00.001-07:00</published><updated>2009-05-05T02:01:11.312-07:00</updated><title type='text'>Sapador?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfzcctVwtLI/AAAAAAAAAp0/n4pz9_DXAX8/s1600-h/futuro_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331378444665140402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 187px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfzcctVwtLI/AAAAAAAAAp0/n4pz9_DXAX8/s320/futuro_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sábado de sol, coisa rara nos últimos dias. Animados, programamos o passeio. Primeiro, uma passada numa feira de arte e depois, o Adamastor para uns copos. Sair de casa não é fácil com duas crianças pequenas, leva-se quase a manhã inteira. Tem a mamadeira, o banho, a mochila para preparar, um dobrado. Enfim, conseguimos chegar à rua. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alguns passos dados, minha filha vê que esqueceu os documentos em casa. Meia volta, volver. Novamente estamos na calçada do prédio com os meninos impacientes. Não demora muito, ela aparece com uma cara de poucos amigos para anunciar que bateu a porta com a chave dentro. E agora, o que fazer? Chamar o chaveiro, ora! Nesta altura a feira dançou, óbvio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fico na calçada com os pirralhas enquanto ela e o marido vão atrás do São Pedro do bairro. Os prédios daqui não tem portaria e muito menos jardins para a gente fazer uma horinha enquanto as coisas se resolvem. Então, o jeito foi esperar sob o sol a chegada do bendito Ali Babá. De novo, uma notícia nada agradável: para abrir a porta a criatura cobrou cem euros e mais uma taxa equivalente ao ISS daí. Fiz as contas rapidinho em real e vi que é muito melhor ser "abre portas" aqui do que ser médico, advogado ou jornalista no Brasil. Ave Maria, trezentos reais para abrir uma porta, só pagaria se fosse a do céu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E agora, o que fazer? Chamar o bombeiro, ora! Mas, será que eles virão só para abrir uma porta? Num minuto o meu anjo deu a senha: "Fala que esqueceu o gás ligado que eles logo estarão aqui”. E não deu outra. Primeiro chegou a polícia, porque aqui tem diretoria, ó pá! O casal policial só faltou perguntar de que parto a minha avó, que era portuguesa, nasceu. Feita a entrevista, entregue os documentos de identificação e comprovação de residência, nada resolvido. “Só quem pode subir são os sapadores, minha senhora”, falou a moça de farda. O que danado é sapador, perguntei a mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sapador? Vocês não podem imaginar o que apareceu na nossa frente. Dois sapadores para atear fogo na casa, na porta, na lama, na grama, em qualquer lugar que eles quisessem. Nessa hora a temperatura era 42 graus, à sombra, sem dúvida. Esses é que deveriam cobrar cem euros só pra gente olhar para eles. Um par de deuses disfarçados de sapadores, o que é isso Minha Nossa Senhora dos Bombeiros&lt;/span&gt;! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nessa altura esqueci do passeio, das crianças e só não perdi o juízo porque a gente não perde o que não tem. Rapidinho os anjos do fogo abriram a porta e foram embora deixando um incêndio na calçada. Seguimos o destino programado e, ao invés do chope, pedi sangria só por conta da cor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-7189153421475112650?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/7189153421475112650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=7189153421475112650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7189153421475112650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/7189153421475112650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/05/sapador_02.html' title='Sapador?'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfzcctVwtLI/AAAAAAAAAp0/n4pz9_DXAX8/s72-c/futuro_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-189842685664290204</id><published>2009-05-01T05:33:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T14:38:13.003-07:00</updated><title type='text'>De tudo que há no mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfrwbcExt5I/AAAAAAAAAoc/tl1E3o10quE/s1600-h/ikea_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330837463129765778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfrwbcExt5I/AAAAAAAAAoc/tl1E3o10quE/s320/ikea_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Passei a tarde num armazém de coisas para casa e quase fui à loucura. Ele fica fora de Lisboa num lugar de nome engraçado, Linda Velha, “ao pé” do Monsanto. Como diz a letra de Onildo Almeida: “de tudo que há no mundo nela tem para vender”. O que a gente imaginar para deixar a casa linda e em ordem, tem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Móveis, roupa de cama, mesa e banho, louçaria, vidros, tapetes, almofadas, cortinas e outro tanto de coisas. São três andares dedicados a sortir todos cômodos de uma morada. Design e praticidade para quem não tem casa como depósito. Por falar nisso, certo dia ouvi de um amigo: “fulano não mora, ele se deposita”, ao comentar a falta de trato da criatura com o seu apartamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Então, para quem gosta de voltar para casa, a loja é como um bolo de chocolate ou uma xícara de chá quentinho, saboreados, devagarinho, ao fim da tarde. Os tecidos a metro, a jardinaria, a papelaria são de pirar qualquer um. Dá vontade de fretar um navio e levar tudo de presente para quem curte casa como eu. Não é novidade a minha paixão por esse tipo de comércio. Se brincar, passo o dia compondo ambientes com o que me encanta. Claro que nada é único, pois não se trata de galeria de arte. Mas, sabendo misturar, dá para fazer um hi lo daqueles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda não fui às feiras de antiquários. O frio e a chuva não tem permitido passeios ao ar livre. Mesmo assim, dei uma olhada nos “antiques” da cidade. Preços proibitivos, evidente. Olhar não paga, assim, quando aparece um no caminho entro e esqueço do resto do mundo. Nessa altura da vida o consumo não é prioridade. Gosto de voltar para casa, de ficar em casa e de receber em casa. Mas o que fazer para compor um cenário sem personagens? Quem dera eu fosse um caracol! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-189842685664290204?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/189842685664290204/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=189842685664290204' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/189842685664290204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/189842685664290204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/05/de-tudo-que-ha-no-mundo.html' title='De tudo que há no mundo'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfrwbcExt5I/AAAAAAAAAoc/tl1E3o10quE/s72-c/ikea_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8773878842553197331</id><published>2009-04-28T05:52:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T01:22:15.505-07:00</updated><title type='text'>A Brasileira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfcDmS7iylI/AAAAAAAAAoM/Lc8r_6Hw4Cc/s1600-h/lisbon-cafe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329732640467765842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfcDmS7iylI/AAAAAAAAAoM/Lc8r_6Hw4Cc/s320/lisbon-cafe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sfb_akLKK0I/AAAAAAAAAoE/q_8eI-JbO1A/s1600-h/lisbon-cafe.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/Sfb_akLKK0I/AAAAAAAAAoE/q_8eI-JbO1A/s1600-h/lisbon-cafe.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Infelizmente, o frio voltou. O dia está nublado e a coragem para sair de casa não existe. Havia programado passar esta terça-feira no meio do mundo, zanzando. Bateu uma preguiça danada. Vou aproveitar para ficar em casa e, se o tempo melhorar, vejo o que faço mais tarde. Esse negócio de temperatura baixa não é comigo, um saco ter que me vestir dos pés à cabeça. Com toda a agonia, prefiro o nosso calor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O final de semana foi divertido, no sábado, a festa dos Cravos e, no domingo, Cascais. O passeio é maravilhoso e o trem muito confortável. Continuo impressionada com a limpeza e pontualidade do transporte público. Já havia ido até Cascais, contudo, "de turista". Dessa vez, andei pelas ruelas e pensei em Porto de Galinhas, sério. Muitas lojinhas, bistrôs e turistas, contudo, sem o nosso maravilhoso sol. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Finalizamos com um piquenique no parque. Tom e Felipa já estão acostumados com o sobe e desce dos ônibus e metro, assim, se comportam muito bem. Aliás, eles são ótimos, dão o trabalho natural da idade. Ele sabe todos os caminhos e me guia com segurança. As vezes, fica impaciente quando eu paro para olhar alguma coisa. Sem dúvida, ser cuidado por pai e mãe faz a diferença. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Tudo aqui é muito prático, nada de excesso ou complicação. As refeições são feitas em casa e ficam prontas num instante. Na verdade, a vida aqui não tem mordomia, tem qualidade. As coisas estão caminhando e acredito que o projeto deu certo. Pelo andar da carruagem, eles vão ficar por aqui durante um bom tempo. Apesar das dificuldades iniciais, o fato de serem, por descendência, cidadãos europeus permite que ambos trabalhem em suas profissões, com remuneração igual a qualquer nato. Aqui os direitos são garantidos e respeitados, vez que o governo exerce o seu papel com responsabilidade e eficiência. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E por falar em governo, Zé Sócrates, o primeiro ministro, é querido pelo povo português. Este é um ano de eleições para o Parlamento Europeu e, todo dia tem debate na TV. Exite um programa tipo Guia Eleitoral, sem aquela propaganda ridícula e enganosa dos candidatos como acontece no Brasil, onde os políticos obedecem uma pauta e fazem uma análise dos assuntos escolhidos pela população Não tem aquela história do “eu”. Nada de promessas ou filmes de fantasia. As vezes, o pau quebra de verdade. Como raramente saio a noite, aproveito para ver o que acontece por estas bandas no quesito política. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada o mote foi o 25 de Abril. Muitos dos “Capitães de Abril” são parlamentares e continuam integrando os partidos de esquerda ( PS e PC). Fizeram discursos inflamados, emocionais, até. Com isso descobri de onde vem o nosso drama, as lágrimas por tudo. Sem dúvida, dos patrícios, pá. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nos mercados públicos a gente tem a impressão que está acontecendo uma briga com a confusão dos comerciantes apregoando os seus produtos. Já nas ruas e nos coletivos, eles são silenciosos. Todos fumam que nem umas caiporas em qualquer lugar e são chegados “nuns copos”, também. Final de tarde as praças ficam lotadas de velhos, crianças e cachorros. Geralmente, são os avós quem apanham os meninos na escola. De lá seguem o destino dos jardins ou dos cafés, faça frio ou calor. E para não tirar os meninos da rotina da cidade, faço o mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ainda não sei se devo sair deste quentinho e enfrentar o vento frio lá fora. Não tenho pressa, se a coragem deixar vou ao Terreiro do Paço ver uma mostra de arte africana e de lá, talvez, vá ao A Brasileira tomar um café para esquentar a alma lembrando Pessoa.&lt;br /&gt;Agora, sou eu quem faz a hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*A Brasileira é um café emblemático, fundado em 19 de Novembro de 1905, situado, junto ao Largo do Chiado, em Lisboa. Mantém uma identidade muito própria, quer pela especificidade da sua decoração, quer pela simbologia que representa por se encontrar ligada a um círculo de artistas de renome como Fernando Pessoa. A ligação de Fernando Pessoa à Brasileira era de tal modo forte que foi levantada uma estátua em bronze do poeta na esplanada do café.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8773878842553197331?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8773878842553197331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8773878842553197331' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8773878842553197331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8773878842553197331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/04/brasileira.html' title='A Brasileira'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfcDmS7iylI/AAAAAAAAAoM/Lc8r_6Hw4Cc/s72-c/lisbon-cafe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-8229322480121757555</id><published>2009-04-25T06:40:00.000-07:00</published><updated>2009-05-02T01:24:41.359-07:00</updated><title type='text'>Au Pair</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfMTg2Uq9TI/AAAAAAAAAn8/u17Ispc_Bzs/s1600-h/not_amplia_1237417924_18032009.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328624239168386354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 314px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfMTg2Uq9TI/AAAAAAAAAn8/u17Ispc_Bzs/s320/not_amplia_1237417924_18032009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Amanheci virada e resolvi dar um trato no 3-D. Baixou o bicho limpador e não ficou pedra sobre pedra, literalmente. Como há muito não sei o que é isso, quase boto a casa abaixo. A máquina de lavar, por ironia, quebrou justo quando tentei usa-la; a brise protetora dos vidros da sala, resolveu subir e não descer mais; o encosto de uma das cadeiras da mesa de jantar, também deu pro mundo. Ave Maria, Cruz Credo, Mangalô, três vezes!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Para completar, ao tirar a poeira dos quadros, na faxina de hoje, um despencou na minha cabeça e deixou como lembrança um buraco na parede. Procurei um martelo e... nada. Improvisar enrolando a lâmina da faca de cozinha em uma toalha de prato para usar o cabo como batedor, foi a saída. Um sufoco, parecia cena dos Trapalhões.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois dessa desdita, desencavei o aspirador de pó para terminar a limpeza. Acabei sugando tudo o que apareceu na minha frente, até o pano que protege o teclado do computador entrou tubo a dentro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Minha filha saiu cedo para levar as crianças à escola e depois passar no supermercado. Na verdade, queria lhe fazer uma surpresa, limpar a casa e arrumá-la ao meu jeito. Como a poluição é grande, a impressão é de que a vassoura nunca passeou por estes domínios. E tome poeira preta para todos os lados e espirros, também. Abri o tapete que há dias continuava na sacola da lavanderia e dei um "aprouche" na sala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Comecei botando os edredons ao sol, ou seja, na varanda da frente, como aqui é costume. De lá, parti para lavar o banheiro. Pensando que estava aí, onde banheiro e cozinha têm ralo para escoar a água do chão, mandei ver no sabão e nos baldes. Lavei do piso ao teto. Quando procurei o danado do ralo, descobri que ele não existia. Imaginem a confusão. Tive que enxugar tudo á mão com um pano de flanela, pois saco aqui só os de papel de pão. Já que estava na dança, fui até o fim do baile. Aspirei tudo, arrumei os armários da cozinha, o dos meninos, e ainda botei um bacalhau no forno para almoçarmos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cheguei poderosa, cabelo e unhas impecáveis, mão fininha, pensando que iria apenas dar ordens como é o meu fraco. Qual nada, botei a mão na massa e estou um caco. O cabelo de Reginaldo Rossi perde para o meu, as unhas quebraram todas e as mãos nem de longe são as mesmas. Apesar das trapalhadas, deixei a casa um brinco. Tapete estendido, tulipas no jarro, banheiro cheirando mais do que filho de barbeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Depois da Amélia, Amália. Levei o som para o banheiro e me extratei ouvindo a dama do fado. Pegamos Tom e Felipa na escola e fomos passear de elétrico, ver o dia ir embora no Mirador Santa Luzia, em Alfama.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E tudo ficou fixe, pá.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/514901487133554602-8229322480121757555?l=turbantedanaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/feeds/8229322480121757555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=514901487133554602&amp;postID=8229322480121757555' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8229322480121757555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/514901487133554602/posts/default/8229322480121757555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://turbantedanaire.blogspot.com/2009/04/au-pair.html' title='Au Pair'/><author><name>naire valadares</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04132042910215610796</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfMTg2Uq9TI/AAAAAAAAAn8/u17Ispc_Bzs/s72-c/not_amplia_1237417924_18032009.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-514901487133554602.post-4853752962171589579</id><published>2009-04-23T11:10:00.000-07:00</published><updated>2009-04-23T16:49:15.256-07:00</updated><title type='text'>Dos Cravos às tulipas.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfCvMF9b0iI/AAAAAAAAAnw/Jjdf7IEqVA4/s1600-h/blog500_zzz_25abril01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327950981472440866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_qDbRtt8N2I8/SfCvMF9b0iI/AAAAAAAAAnw/Jjdf7IEqVA4/s320/blog500_zzz_25abril01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Finalmente a primavera chegou. Por incrível que pareça, da noite para o dia, o tempo mudou. Hoje está fazendo 27 graus e o dia está lindo. Sábado, 25 de Abril, será a comemoração da Revolução dos Cravos, o fim da ditadura Salazar. As praças já estão floridas e Lisboa preparada para a celebração da data&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Domingo a noite, Manoella foi à emergência com uma crise de asma braba. Eu sou traumatizada com asma. Abri os olhos vendo o sofrimento da minha mãe com as tais crises. Ainda bem, que eu estava aqui e pude segurar a onda com as crianças. Acho que o frio, a saída na noite do sábado e a minha chegada, desencadeou o processo. Juízo, irmão! Mas não estou aqui para falar de coisa ruim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Passamos dois dias recolhidas. Ontem, tiramos o atraso. Deixamos os meninos na escola e seguimos o destino da Expo. Daqui até lá, são três metros. E haja descer e subir de trem, ou melhor de comboios. A Expo é uma mega estrutura de lazer, com vários edifícios futuristas para morar e um imenso shopping. Os novos ricos moram por lá. Parece uma cidade do futuro á beira do Tejo. Teleféricos, restaurantes, bares, marinas e um imenso estádio para shows. Como Campo de Ourique é o Leblon para mim, a Expo é a Barra da Tijuca, sem tirar nem por. Passamos o dia por lá, voltamos exaustas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hoje fizemos uma nova andada, dessa vez o programa foi cultura
